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<p>Grandes corporações já estão contratando ficcionistas para imaginar as demandas do futuro e desenvolver produtos e serviços.</p>

A ficção como meio de construir narrativas e antecipar tendências

Grandes corporações já estão contratando ficcionistas para imaginar as demandas do futuro e desenvolver produtos e serviços.


As narrativas de ficção são ferramentas poderosas que remetem às primeira civilizações que desenvolveram a escrita. A arte de inventar e contar histórias faz parte da natureza humana. A ficção pode ser usada tanto para retratar uma determinada realidade quanto para especular o futuro - características que podem ajudar a antecipar tendências para inovar.

A ficção é um meio de compreensão do mundo. O autor americano Mark Twain escreveu: “a verdade é mais estranha do que a ficção, mas é porque a ficção é obrigada a se ater às possibilidades; a verdade não”. Entender o mundo - e antecipar o futuro - é justamente um dos maiores desafios que corporações e cooperativas enfrentam na gestão da inovação.

Algumas instituições já contam até com profissionais especializados em prever tendências - os coolhunters - tamanha é a relevância de estar na proa. E muitos ficcionistas, em diversas mídias, se arriscam justamente a especular como o mundo e a sociedade estarão no futuro. E muitas previsões oriundas da ficção já são realidade.

Neste post, iremos explorar como a ficção é capaz de antever tecnologias e dinâmicas sociais e como as organizações estão se baseando nessas predições para desenhar suas estratégias de inovação. Boa leitura!

Ficção especulativa

A premiada escritora canadense Margaret Atwood, reconhecida pelo livro O Conto de Aia, que inspirou uma série de sucesso com o mesmo nome, faz uma distinção entre ficção especulativa e ficção científica. Enquanto a ficção científica é focada em aparatos tecnológicos ou cenários inverossímeis, a ficção especulativa trata de futuros plausíveis, que podem acontecer.

Margaret Atwood entende que a ficção especulativa existe como um reflexo do mundo real. Trata-se da construção ficcional de um futuro palpável de acordo com as tendências tecnológicas, culturais e sociais correntes. 

Dentre os subgêneros da ficção especulativa que buscam explorar mecanismos sociais e tecnológicos estão:

  • Utopias e distopias: obras que imaginam o futuro através da construção de cenários idealistas (utópicos) ou catastróficos (distópicos). O clássico romance distópico Fahrenheit 451, escrito por Ray Bradbury e adaptado às telonas por Truffaut, previu a identificação biométrica e o atendimento bancário de 24h ainda em 1953.
  • História alternativa: consiste de cenários compostos a partir de uma realidade alternativa. O Homem do Castelo Alto, clássico da ficção científica que virou série de sucesso, imagina como seria o mundo caso a Alemanha tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial, por exemplo.

O futuro do mercado

Uma coisa é fato: a tecnologia se desenvolve em uma velocidade que pode ser muito difícil de acompanhar. Somente ficar a par dos noticiários e das soluções tecnológicas disponíveis no mercado pode não ser suficiente - é preciso olhar para frente.

O planejamento para um novo produto tem que levar em conta suas aplicações no futuro, interpretando as pistas do presente. É preciso estar atento às tecnologias atuais, mas sempre de olho nos próximos passos de seu desenvolvimento.

E quem está continuamente buscando interpretar o futuro a partir das pistas do presente? Os ficcionistas. Não é à toa que grandes instituições já ligaram os pontos e estão construindo cenários visionários para planejar os rumos de suas políticas de inovação.

Usando a ficção para explorar inovação nos negócios

Em um relatório sobre a exploração da ficção para a inovação nos negócios, a consultoria PwC determina que as ideias de futuro devem colocar a experiência humana em primeiro plano. O exemplo dado é a predição do telefone celular na série Star Trek: o foco não foi na tecnologia de funcionamento do aparelho, mas na necessidade humana de comunicação instantânea.

O emprego da ficção para a compreensão de tendências futuras a fim de nortear a inovação ganhou a alcunha de design fiction e está ganhando espaço no orçamento das big-techs. O relatório da PwC, contudo, explica que grandes e pequenos negócios podem tirar proveito do design fiction - e as cooperativas não são exceção.

O argumento é de que, ao antecipar às demandas futuras de mercado, ganha-se uma vantagem competitiva na elaboração de novos produtos ou serviços. A compreensão de “como” e “por quê” novas tecnologias serão adotadas pelas pessoas aumenta a tangibilidade e chance de sucesso em novos projetos.

Guia para lideranças

Em artigo publicado pela Harvard Business Review, o romancista Eliot Peper defende que os gestores devem ler mais ficção científica. Não por ela ser capaz de fazer previsões, mas por repensar premissas do comportamento humano e entregar novas perspectivas sobre a interação entre as pessoas e o mundo.

O consultor de marketing Igor Beuker, que já trabalhou em projetos com marcas globais como Nike e Amazon, é mais um defensor do consumo de ficção científica por executivos e gestores. “O futuro se trata de ser imaginativo, não de estar certo”, escreveu. Para ele, imaginar o futuro ajuda a quebrar tradições que retardam a implementação da inovação.

Ficção especulativa corporativa

A movimentação em prol do uso de ficção para antecipar tendências do ambiente de negócios amadureceu a tal ponto que existem consultorias especializadas atuando nesse setor. Seus serviços, contratados por gigantes da economia mundial e até mesmo pelo exército dos Estados Unidos, são concorridos - e custosos.

A Experimental.Design é liderada por Alex McDowell, um designer de narrativas com farta experiência em Hollywood. A companhia é especializada em world building, ou construção de mundo, por meio da ficção especulativa.

Contratada pela montadora Ford, a Experimental.Design construiu o protótipo de uma cidade do futuro, em que os espaços são mais ocupados por pessoas, em detrimento dos carros. Definitivamente, um desafio para uma das líderes da indústria automotiva - ao qual a Ford pode, agora, se antecipar e inovar.

Quando De Volta Para o Futuro 2 prevê um videogame controlado por movimentos, que se materializou com o sucesso do Nintendo Wii, ele antecipou o comportamento humano, além da tecnologia. Imaginar o futuro a partir das necessidades e vontades das pessoas é o gatilho da inovação.

Cenários do futuro

Uma outra abordagem do uso corporativo da ficção para o desenvolvimento de cenários especulativos destinados a instituições é a da SciFutures. A companhia desenvolve protótipos de produtos e serviços com base no futuro imaginado por escritores de ficção científica e especulativa.

Com a ajuda de seu time de escritores, a SciFuture ajudou a varejista do ramo de casa e construção Lowes no desenvolvimento da Holoroom. A tecnologia permite a visualização de mudanças na estrutura e decoração de uma casa com ajuda da realidade aumentada quando essa ainda não era uma tecnologia disponível aos consumidores finais.

Quando o produto sai das páginas

Os leitores digitais inovaram e revolucionaram o mercado editorial e, com a pandemia, ficaram cada vez mais populares. No Brasil, a venda de e-books aumentou 83% só em 2020. E o grande responsável pelo desenvolvimento desse setor é o Kindle, da Amazon, que tem uma dominância de 72% no mercado americano.

Leitores digitais já tinham sido feitos antes, mas sempre com execução pouco exitosa. Inspirado no livro The Diamond Age, do escritor de ficção científica Neal Stephenson, em que um engenheiro rouba um livro interativo para sua filha, Jeff Bezos, fundador da Amazon, idealizou o Kindle. O aparelho por pouco não se chamou Fiona, em homenagem à personagem do romance.

As habilidades analíticas de Stephenson eram tão apreciadas por Bezos que ele foi contratado para atuar na Blue Origin, empresa de desenvolvimento de foguetes do dono da Amazon. Atualmente, o escritor ostenta o cargo de “futurista chefe”, na Magic Leap, explorando o uso da realidade virtual com foco no metaverso - termo que ele inventou em seu livro Snow Crash.

O metaverso representado na ficção

O metaverso ganhou as manchetes do mundo todo quando o Facebook anunciou que mudaria de nome para Meta e investiria pesado na criação de seu universo virtual.

Desde então, diversas organizações anunciaram investimentos para o metaverso. Por enquanto, o metaverso é mais promessa do que realidade. Mas a ficção já apontou direções do que se pode esperar.

Na obra de Stephenson, o protagonista vive duas vidas: na real, ele é um entregador de pizzas; na virtual, é um príncipe guerreiro. Contudo, a obra que deu popularidade à ideia de um universo digital independente veio da sétima arte: a Matrix.

Dentro da Matrix

No clássico da ficção científica de 1999, o mundo é dominado por máquinas que mantêm os humanos em um universo artificial utópico enquanto seus corpos reais vivem em condições precárias. No decorrer da película, um programador descobre que vive em um mundo artificial projetado por uma inteligência artificial e se rebela.

Matrix antecipa a discussão ética entre a escolha de viver entre uma realidade imperfeita ou em um mundo ideal simulado que os projetos para a construção do metaverso instigam. As reflexões feitas pelo filme servem de alerta para os riscos e perigos de quem planeja inovar de olho no metaverso. E essa não foi a única tendência que Matrix previu.

Jogador N° 1

Outra representação - mais contemporânea e especulativa - do metaverso está no filme Jogador N° 1, derivado de um livro homônimo publicado em 2011. O filme se passa em um futuro acossado por crises energéticas e aquecimento global, dois riscos tangíveis, em que as pessoas escapam das agruras integrando um jogo social no metaverso.

Assim como o metaverso da Meta, o de Jogador N° 1 é acessado por equipamentos de realidade virtual. Em consonância, a Meta investe no desenvolvimento de sua própria tecnologia de óculos de imersão.

As previsões do cinema

Alex McDowell, da Experimental.Design, é a mente por trás de diversos conceitos do filme Minority Report, de 2002, dirigido por Steven Spielberg. A película narra um futuro distópico em que é possível antecipar a ocorrência de crimes. Pouco mais de uma década depois do lançamento do filme, tecnologias forenses preditivas com base em dados já estavam sendo aplicadas.

Essa não foi a única antecipação de tendências da obra, que muniu McDowell de credenciais para seus empreendimentos futuristas. Eis outros de seus acertos na película:

  • Carros autônomos: montadoras ao redor do mundo estão concorrendo para atender a um mercado que já é realidade Minority Report. Sistemas de direção sem a necessidade de um motorista ainda não são comercial e tecnologicamente viáveis, mas é uma direção que parece sem volta no setor automotivo.
  • Anúncios personalizados: no filme, o protagonista é perseguido por propagandas que conversam diretamente com ele. Na internet, os anúncios com base nos interesses dos usuários fazem parte do dia a dia. Big Techs, como o Google, rastreiam o consumo de conteúdo dos internautas e exibem publicidade com base nas preferências de cada indivíduo.
  • Reconhecimento óptico e facial: o protagonista da obra de Spielberg tenta escapar dos sistemas de monitoramento da cidade com um transplante de retina. No mundo real, algoritmos de reconhecimento facial e biometria já estão sendo usados em sistemas de segurança e redes sociais conseguem identificar pessoas através de fotos - sob críticas.

Das telas para a vida

Outros filmes também acertaram tecnologias que só seriam desenvolvidas tempos depois. Eis alguns outros exemplos da realidade inspirada pela arte:

  • Tablets: o clássico de Stanley Kubrick 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968) apresenta uma cena em que astronautas estão conferindo informações em um aparelho fino de tela plana. O design apresentado pelo filme é muito semelhante aos tablets modernos.
  • Casa inteligente: o filme A Casa Inteligente, da Disney, acertou até mesmo o nome do conceito. Nele, o dia a dia da residência é administrada por um robô, que atende a comandos de voz e executa tarefas. Dispositivos de casa inteligente foram popularizados pelo Amazon Echo e sua assistente virtual, a Alexa.
  • Videoconferência: a comunicação remota por vídeo é uma das tecnologias mais frequentemente retratadas pelas ficções futuristas. Star Trek apresentou o conceito em um episódio de 1966 e a ideia foi replicada em outras obras, como Aliens e Blade Runner.
  • Robô aspirador: embora mais fantasioso e lúdico do que as outras obras aqui citadas, o desenho Os Jetstons introduziu um aparelho que limpava a casa automaticamente. Hoje, os robôs-aspiradores já causam até batalhas comerciais.

Conclusão

Ari Popper, CEO da SciFutures, argumenta que é importante antecipar o futuro porque é lá que está o consumidor dos produtos que uma organização está planejando. Ele exemplifica: a Intel leva dez anos para desenvolver e produzir um novo chip, portanto, ela precisa saber para que e como os computadores serão usados com uma década de antecedência.

Obras de ficção canalizam a criatividade, construindo cenários que agem como motores para a criação de novas ideias - onde se inicia o processo de inovação. O exercício de especular o futuro para antecipar tendências ajuda na compreensão das dinâmicas sociais e direções da tecnologia.

O processo de inovação passa pela antecipação das tendências - e o InovaCoop tem um curso online de pesquisador de tendências voltado ao cooperativismo. Desenvolvido em parceria com a Descola, o curso ensina a olhar para cenários e contextos de uma forma estratégica, para te ajudar a mapear tendências a partir de mudanças sociais, de produtos ou de comportamentos.

Pistas que ajudem na interpretação das tendências para o futuro podem estar em diversos lugares. Essa é uma tarefa complexa, contínua e multidisciplinar. E prestar atenção na ficção pode dar bons insights do que está por vir. 

<p>Inovar é prioridade nas áreas de marketing e comunicação. Fique por dentro das tendências e se antecipe aos desafios de um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo</p>

Inovação em comunicação e marketing: as tendências que as cooperativas devem ficar atentas

Inovar é prioridade nas áreas de marketing e comunicação. Fique por dentro das tendências e se antecipe aos desafios de um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo


A área de marketing é prioritária nas áreas de inovação das organizações - e no cooperativismo não é diferente. Segundo pesquisa do Sistema OCB, as cooperativas brasileiras estão dando maior prioridade à área de marketing e comunicação externa em suas políticas de inovação.

O levantamento também apontou que essa tendência precede a pandemia. Cerca de 60% das cooperativas que já implementaram novas práticas antes da Covid-19 tiveram a área de marketing e comunicação externa como um dos focos. Apenas a área de atendimento ao cliente ficou à frente, com 64%.

Segundo a pesquisa State of Marketing, que ouviu 8 mil líderes do mercado de comunicação em 20 países, a prioridade dos profissionais brasileiros é clara: inovar. O comportamento do consumidor se tornou o guia para a elaboração das táticas das ações de marketing. Novas tecnologias são necessárias para rastrear a jornada do consumo e transformar os dados em informação. Vamos entender melhor esse cenário neste post. Boa leitura!

Marketing baseado em dados

Cerca de 78% dos profissionais de marketing dizem que as relações que têm com seus clientes são guiadas por dados. E as fontes de informações estão aumentando. As mais importantes de todas, segundo os números de 2021, são as identidades digitais identificadas, como e-mails ou perfis em redes sociais.

Em contrapartida, em relação a 2020, os especialistas em marketing apontam para a diminuição do valor de dados oriundos de fontes de identidade digital anonimizadas. O principal fator nesse segmento são os cookies, que traçam os interesses dos usuários conforme o histórico de navegação, delineando perfis que otimizam o direcionamento de anúncios.

A problemática dos cookies

Os cookies, porém, podem estar com os dias contados. Alvo de diversas críticas quanto à moralidade de monitorar o consumo de conteúdo dos internautas, o Google, dono do navegador de internet mais utilizado no mundo, está buscando alternativas.

Além disso, até o final de 2023, a gigante de Mountain View deve restringir o acesso às informações de terceiros para a comercialização de publicidade em seus serviços. Uma nova ferramenta chamada Topics foi anunciada para ocupar o vácuo deixado pelos cookies. A promessa é que usuários possam ser agrupados por temas de interesse, mas com respeito à privacidade.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige que haja transparência no uso dos dados obtidos através dos cookies, embora o pedido de autorização da coleta de dados não seja sempre obrigatório

O movimento em prol de ferramentas mais éticas na obtenção de dados é evidente. As cooperativas devem ficar de olho nessa tendência. A capilaridade característica do cooperativismo pode se mostrar um trunfo para a obtenção de dados individualizados e compartilhados com consentimento.

Marketing de dados como motor da inovação

Mais de 90% dos profissionais de marketing dizem que sua equipe está envolvida na estratégia global de inovação de sua organização, indica levantamento de 2019 da Gartner. Mais a fundo, em 29% dos casos, o marketing é o único departamento responsável pelas práticas de inovação.

Em artigo no Meio & Mensagem, Brunno Santos, diretor de canais da monday.com no Brasil, defende que profissionais de marketing lideram a inovação porque são orientados por dados. “Eles são obcecados por testar, experimentar novas ferramentas digitais e estão acostumados a trabalhar em conjunto com vários departamentos”, argumenta.

O uso de dados para a formulação da estratégia de comunicação é a aplicação do conceito de data driven marketing. As informações coletadas em grandes quantidades geram subsídios estatísticos que ajudam a entender quem é o seu público e quais são os seus hábitos digitais.

Afinal, decisões importantes no nível institucional precisam ser subsidiadas com informações. O marketing é o que vai definir a percepção que a imagem da cooperativa vai transmitir. Só é possível se comunicar bem quando se sabe para quem se fala. Um conhecimento obtido através dos dados.

Matemarketing

Para aproveitar o volume de dados obtidos, é fundamental que se saiba usá-los. O matemarketing é uma metodologia que ajuda a interpretar o oceano de informações e elaborar a melhor estratégia em prol de um objetivo específico - como atrair mais consumidores ou cooperados, por exemplo.

Matemarketing é o estudo de grandes volumes de dados e estatísticas com a finalidade de dar sustentação a estratégias de atração e conversão de clientes. Táticas de marketing dependentes de distribuição massiva de publicidade estão antiquadas. Com o uso inteligente de dados é possível mirar os esforços em alvos propícios e bem definidos.

Aqui no InovaCoop explicamos mais a fundo o que é matemarketing e mostramos os passos para que as cooperativas possam se aproveitar desse poderoso recurso.

Automação de marketing

As informações sobre os usuários também possibilitam a automação do marketing, fornecendo conteúdo automatizado e adaptado aos hábitos. É possível, por exemplo, programar postagens de redes sociais no horário em que há maior tráfego do público alvo, otimizando a entrega dos materiais; criar sequências de e-mails; entre outras diversas ações.

Cerca de 69% das instituições entrevistadas na pesquisa Marketing Tools Latam 2019 utilizam alguma ferramenta de automação de marketing. E ferramentas de automação são adaptativas. Com o e-mail marketing é possível enviar mensagens personalizadas para cada pessoa, condizente com a etapa em que ela está na jornada de compra.

Use os dados a seu favor

Mas não basta apenas ter os dados em mãos. É preciso saber o que fazer com eles. Diferentes processos, dos mais simples e tradicionais aos mais complexos, podem ser otimizados com o uso de dados. Por exemplo:

  • Planejamento: até mesmo processos primordiais para o planejamento da estratégia de marketing, como a definição de persona, ganha um novo grau de detalhamento com dados. A definição de perfil dos cooperados também potencializa a escolha de canais de comunicação e adequação de linguagens.
  • Recursos: marketing requer investimento eficiente. Dados indicam quais canais apresentam o melhor retorno, que podem ser fortalecidos, e os de baixo desempenho, para correções de rota.
  • Produto: o mapeamento de comportamentos e demandas do público potencial auxilia a adaptar produtos existentes e serve como ponto de partida na oferta de novos produtos.

A importância da marca

Outro ponto essencial quando falamos de inovação em marketing é o branding, que está diretamente relacionado ao processo de construção e gestão de uma marca.

Através do processo de branding uma instituição passa a transmitir os seus princípios para o público. Em um mundo em busca de propósito, as cooperativas têm a oportunidade de transformar seus valores democráticos e comunitários em um trunfo na estratégia de marketing.

As cooperativas exercem conceitos sintonizados às demandas do mercado de consumo, como capitalismo consciente, valor compartilhado, comércio justo, sustentabilidade, liderança colaborativa e empoderamento criativo. O cooperativismo enquanto conceito agrega valor à marca, uma vez que comunica essas ideias.

Se quiser entender mais sobre branding nas cooperativas, mergulhe neste texto que preparamos, mostrando como transmitir os valores do cooperativismo através da marca.

Mídias sociais: engajamento e conteúdo

A cooperativa precisa estar onde o público está. E o público está, cada vez mais, nas redes sociais. Mais da metade da população mundial já interage nas plataformas de comunicação, demonstra um relatório elaborado pela We Are Social em parceria com a Hootsuite.

No Brasil, a inclusão digital segue em franca ascensão. Segundo dados do IBGE referentes a 2019, quase 83% dos domicílios brasileiros têm acesso à internet. E a expectativa é de ampliação na presença digital, conforme a internet de quinta geração - conhecida como 5G - é implantada.

Isso reflete em mais de 140 milhões de usuários de redes sociais. Arnaldo Pereira Neto, sócio da consultoria Savvi, argumenta que o marketing digital é essencial para todos os modelos de negócio.

“Os meios digitais permitem a captação de um grande volume de dados que é gerado todos os dias, para que sejam transformados em informações acionáveis e ajudem na entrega de melhores produtos e serviços para os seus clientes”, afirma.

A força do marketing de influência

Para suprir a necessidade de inovar a presença digital, as instituições recorrem a ações com influenciadores digitais, através de seus perfis em redes sociais. Influenciadores digitais têm seguidores segmentados em torno de interesses. Por isso, mesmo personalidades com números mais modestos têm eficiência em engajar públicos específicos.

O Instituto QualiBest apurou que 76% dos internautas brasileiros já consumiram produtos ou serviços recomendados por influenciadores. O estudo descobriu que conteúdos patrocinados não ferem a credibilidade das personalidades digitais.

As redes sociais também democratizam a comunicação e permitem que todos os usuários tenham voz. E pessoas influenciam outras pessoas. Todo mundo que posta nas mídias sociais é, de certa forma, um produtor de conteúdo que divulga seus gostos e preferências - inclusive por marcas. Lembre-se: todo mundo é um influenciador sobre algo.

Vale ressaltar ainda que a migração do mercado de publicidade da mídia tradicional para a digital é constante. A consultoria PwC já estima que a publicidade digital deve alcançar a tradicional até 2023. Ou seja, estar nas redes sociais não é mais uma questão de escolha.

Tendências e perspectivas do mercado

O mercado de marketing está sempre procurando se antecipar às tendências e desafios. Estar um passo à frente é fundamental para aproveitar as oportunidades de inovar e se preparar para novas dificuldades. E um bom planejamento pode fazer a diferença.

Especialistas corroboram tais benefícios em um artigo que discute a importância de um departamento de marketing e comunicação em cooperativas de agronegócios. Um setor interno na cooperativa dedicado a marketing e comunicação consegue realizar melhor a coleta de dados de seu público alvo.

Assim, diversas consultorias e veículos especializados em marketing fazem suas análises do contexto no ambiente de negócios e apontam as tendências de marketing para o futuro. Instituição como as consultorias Kantar e Deloitte e os veículos especializados Whow!, Rock Content e BRSA se arriscaram na tarefa. Dentre as principais perspectivas, destacamos quatro:

1. Omnicanalidade

A omnicanalidade - ou omnichannel - é a integração de diversos canais de comunicação e venda que interagem em uma mesma jornada. Por exemplo: a possibilidade de comprar um produto em uma loja virtual pela internet, mas retirá-lo em um ponto de venda físico, presencialmente.

Englobando todo o processo em uma única cadeia, a cooperativa evita competir consigo mesma e amplia sua presença em meios diferentes para públicos distintos.

No mundo todo, segundo a Deloitte, 75% dos executivos têm intenção de investir mais em experiências híbridas nos próximos anos. O Google aponta que 44% das organizações brasileiras praticam o formato híbrido.

2. Inclusão e diversidade

O ambiente digital, dominado pelas gerações mais jovens, está cada vez menos tolerante com campanhas que reproduzem estereótipos e não representam a diversidade. As cooperativas, enquanto entidades democráticas e culturalmente diversas, precisam transmitir esses preceitos também nem suas imagens.

A maioria dos consumidores da Geração Z espera que as marcas tenham um posicionamento coerente em questões sociais. A comunicação digital entre instituições e público é um caminho de duas vias, e é importante dialogar com os públicos alvos distintos, absorvendo os aprendizados.

Vale ressaltar que a diversidade já é um assunto em voga dentro do cooperativismo. As cooperativas precisam ser ambientes aptos a acolher e dar voz a pessoas de todas as características. A diversidade é um importante motor de inovação.

Afinal, as coops prestam um papel importante no desenvolvimento da comunidade e na integração entre pessoas. Esses princípios também precisam ser traduzidos na hora de renovar e inovar as estratégias de imagem e comunicação.

3. Personificação de marca

As marcas estão criando personagens a quem atribuem características institucionais. São personagens fictícios, mas cuja estética e linguagem absorvem e transmitem a cultura da organização com um viés mais humanista. O exemplo mais conhecido talvez seja a Lu, mascote do Magalu, que já até faz ações para outras organizações.

Essa inovação também é responsável pela personificação de serviços. No Sicoob, a assistente virtual Alice, que alia inteligência artificial e linguagem natural, já tinha acumulado mais de 1 milhão de interações no meio de 2020.

Já o consumidor que entrar em contato com o Sicredi pelo atendimento via WhatsApp será atendido pelo Theo, que pode tirar dúvidas e realizar serviços com inteligência artificial. Theo foi batizado, a propósito, em homenagem ao padre Theodor Amstad, fundador da cooperativa e precursor do setor no Brasil. Assim, o personagem também emana os valores cooperativistas. 

4. Consumo de vídeo

Por fim, destacamos um levantamento global da Kantar apurou que mais da metade dos consumidores conectados à internet utilizam algum serviço de vídeo. Desse público, quase dois terços assistem duas ou mais horas de conteúdo em vídeo diariamente. E os dados mostram ainda que as pessoas estão cada vez mais satisfeitas com a disponibilidade de material audiovisual.

No Brasil, 65% dos adultos assinam ao menos um serviço de streaming - a média global é 56%. E não é só isso: 42,8% dos brasileiros assistem streaming diariamente, e outros 43,9% têm o hábito semanal. Segundo dados da KPMG, o mercado nacional segue em tendência de crescimento.

Contudo, o recrudescimento do streaming não está afetando negativamente o consumo de televisão, registra a Kantar. Mais de 204 milhões de brasileiros assistiram TV em 2020. Em comparação a 2019, o tempo de tela aumentou 37 minutos diários.

Tais dados comprovam que o vídeo é peça-chave em uma campanha de marketing. Nos EUA, por exemplo, 85% dos negócios usam vídeos em suas ações. Afinal, quem quer ser notado precisa ficar de olho na produção audiovisual.

As redes sociais também estão apostando no vídeo. O Facebook está fortalecendo sua plataforma Facebook Watch e o Instagram lançou a IGTV. O TikTok, que nasceu focado em vídeos curtos, já reúne 1 bilhão de usuários mensais. A produção de vídeos em redes sociais, apesar de popular, ainda é um segmento nascente e propício à inovação.

Conclusão

Fica cada vez mais claro que as cooperativas não podem deixar o investimento em inovação em marketing e comunicação em segundo plano. O caráter inovador, plural e inclusivo do cooperativismo coloca o setor em uma condição privilegiada diante das novas demandas sociais, evidenciadas na comunicação.

Instituições tentam sempre se antecipar aos fenômenos, para largar na frente. Pensando assim, o YouTube, por exemplo, já está investindo em ações direcionadas ao metaverso. O risco de apostar em um futuro distante é ele estar distante demais. Mas também pode significar começar a corrida com uma larga vantagem.

Na Revista HSM, o professor e PhD em comunicação e inovação Lucas Araújo alerta: inovar no mercado de comunicação não é uma tarefa simples. As mídias sociais são complexas de entender e é muito difícil inovar de forma sustentável quando se depende de plataformas de terceiros.

O futuro não tem prazo. Algumas tendências podem se estabelecer de forma repentina, outras levam mais tempo para maturar. O único fluxo constante é a necessidade de inovação ininterrupta, em um setor dinâmico e, frequentemente, imprevisível.


<p><em style="color: rgb(36, 36, 36);">Primeiro livro cooperativista sobre inovação, entrevistas e tendências de comunicação 4.0 estão entre os destaques desta edição</em></p>

Inovação em pauta na Revista Saber Cooperar

Primeiro livro cooperativista sobre inovação, entrevistas e tendências de comunicação 4.0 estão entre os destaques desta edição


A edição n° 36 da Saber Cooperar tem como tema principal a inovação, com destaque para a novidade que está prestes a ser lançada: o primeiro livro sobre inovação cooperativista! Trata-se de um guia didático que apresenta o tema, tira todas as dúvidas sobre o assunto e ainda ensina a implementar programas de inovação dentro de uma coop. A obra traz cases de inovação desenvolvidos por cooperativas brasileiras e artigos assinados por especialistas de renome no mercado, como Martha Gabriel. Leia a matéria aqui para conhecer um pouco mais.

Sabia que as cooperativas já estão a caminho do futuro? Quem afirma isso é Maurício Benvenutti, especialista em inovação que durante 10 anos foi sócio da XP Investimentos e hoje trabalha com startups no Vale do Silício — a Meca do mercado de inovação. Em entrevista exclusiva para a Saber Cooperar, ele fala sobre como os líderes do século XXI precisam entender tanto de pessoas como de negócios, os motivos para investimento e inovação e muito mais.

Além desses temas, esta edição também traz um novo olhar sobre a importância da relação entre cooperativas e startups, e como essa união pode acelerar a inovação no coop! A matéria destaca o programa InovaCoop Conexão com Startups, que busca as soluções criativas e ágeis das startups pra resolver os problemas enfrentados por cooperativas de todo o país.

E ainda tem mais: dicas sobre como inovar no cooperativismo, tendências de comunicação 4.0 e muito mais. Clique aqui e faça o download, para ter acesso a todo conteúdo.

<p>Conheça a metodologia que permite inovar no marketing da sua cooperativa</p>

Matemarketing: o que é e como colocá-lo em prática

Conheça a metodologia que permite inovar no marketing da sua cooperativa


Atrair clientes e parceiros sempre foi considerado um certo tipo de arte pelo mercado, pois envolve habilidades importantes para o time de marketing. Mas, em tempos de transformação digital, fica claro que essa missão também tem um pouco de ciência, já que os dados podem ajudar a prever, de forma precisa, o comportamento humano.

Ou seja, por meio da estatística e dos dados, é possível tomar decisões mais assertivas que trazem mais clientes e cooperados, e geram mais receita. No Brasil, o conceito inovador ganhou o sugestivo nome de matemarketing, devido ao poder que os números têm nessa forma de conquistar pessoas e inovar no marketing.

Assim, neste artigo você vai descobrir o que é matemarketing, entender como começar a aplicá-lo e conhecer quatro processos nos quais ele pode ser útil para a sua cooperativa. Boa leitura!

O que é matemarketing e sua relação com o Big Data

O conceito de matemarketing já existe há alguns anos, desde que a transformação digital começou a aparecer nas organizações. O conceito é o mais simples possível:

Matemarketing é a união de matemática e marketing, ou seja, o estudo de dados e estatísticas como ferramenta para a criação de estratégias de atração e conversão de clientes.

E se ao ler isso você pensou em Big Data, saiba que os conceitos têm tudo a ver entre si. Afinal, a análise de grandes volumes de dados é um dos recursos do enorme arsenal que compõe o matemarketing.

Mas o grande ponto de partida aqui é a importância do matemarketing para as organizações modernas. Segundo a Mckinsey, de março a agosto de 2020, um em cada cinco clientes trocou de marca e sete em cada dez testou novos canais de compras. O motivo? A pandemia do Covid-19.

Mas a maioria das organizações ainda não estava preparada para usar dados a fim de entender e aproveitar essa revolução do consumo. Então, voltaram a velhas táticas de marketing que se baseiam na divulgação em massa, sem resultados. Por outro lado, quem agiu rápido e usou os dados conseguiu ganhos de 10% nas vendas.

O que isso nos mostra? O mundo mudou. O consumo digital foi acelerado pela pandemia, e nunca foi tão importante usar os dados como fonte de informação para criar estratégias de vendas.

Como funciona o matemarketing na prática

O matemarketing é composto por 5 etapas. São elas:

1. Captação

A primeira etapa do matemarketing envolve a base de toda a estrutura, ou seja, a coleta de dados. Afinal, é a partir deles que sairão as estratégias de marketing e vendas focadas no comportamento do consumidor.

E não há como fazer uma boa captação de dados sem ferramentas adequadas e processos estruturados. Hoje em dia, isso envolve até a legislação, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Então, recomenda-se ter um profissional capacitado para cuidar disso.

2. Análise

Depois de coletar, é hora de separar os dados e analisá-los. Quando se fala em Big Data, essa análise é automatizada, pois o volume de informações é alto demais para qualquer pessoa processar por conta própria.

Apesar disso, aqui ainda não é o momento em que a equipe de marketing vai formar uma hipótese ou estratégia. Nessa etapa, o foco é apenas compilar e organizar os dados, para que fique mais fácil enxergar os padrões de comportamento escondidos neles.

É possível, por exemplo, organizar os dados por segmentações, colocar filtros que permitem avaliar os resultados por canais, períodos, campanhas, entre outros. Com os dados organizados, será mais simples identificar e analisar padrões comportamentais similares em cada segmento ou canal definido.

3. Insights

Depois de organizar todos os dados, é provável que a ferramenta de Business Intelligence (BI) já tenha formado dashboards e relatórios com as informações estatísticas mais relevantes. Muitas dessas ferramentas já são capazes de fazer recomendações precisas de forma automática, apenas com base nos padrões detectados.

Mas ainda é importante que os profissionais responsáveis analisem as informações e recomendações para ver se algum insight está fora do lugar ou se pode ser mais bem explorado.

Então, a equipe bate o martelo sobre quais serão os ajustes na estratégia de marketing e vendas, com base nos insights gerados pelos dados.

4. Ações

Seria um erro usar os dados só até a formulação da estratégia. É importante usá-los também para medir se o plano traçado vai funcionar e qual será seu nível de resultados. Por isso, o quarto passo é executar as ações que a equipe definiu e medir o progresso delas de forma clara.

Isso é importante tanto se o plano funcionar quanto se ele der errado. No primeiro cenário é possível descobrir onde melhorar, enquanto no segundo é preciso fazer uma avaliação mais profunda dos passos anteriores para descobrir qual foi o erro estratégico.

5. Otimização

O último passo é fazer os ajustes necessários para otimizar a estratégia que a equipe acabou de aplicar, e então fazer uma nova aplicação do plano. Assim, o matemarketing envolve a criação de um ciclo de melhoria contínua.

Dessa forma, a cooperativa evita o risco de estagnar em termos de inovação e resultados, ao mesmo tempo em que sempre tem validação de que a estratégia usada é a melhor para o momento.

Por onde começar a aplicar o matemarketing na sua cooperativa

Apesar de ser um conceito simples, há alguns passos importantes para começar a aplicar o matemarketing na sua cooperativa do jeito certo. Confira a seguir!

1. Conhecer o arsenal da análise de dados

O primeiro passo para iniciar na ciência do matemarketing é conhecer o grande arsenal que existe para analisar dados hoje em dia. Esse arsenal inclui as seguintes ferramentas:

  • Big Data: envolve processar, tratar e analisar grandes volumes de dados gerados a partir de diferentes fontes e usá-los na tomada de decisão.
  • Internet of Things (IoT): a Internet das Coisas é uma rede de conexão que vai além de computadores, celulares e tablets e inclui conexão entre peças de vestuário, carros, eletrodomésticos, obras e muito mais.
  • Data Mining: a mineração de dados envolve encontrar padrões onde parece só haver informações aleatórias.
  • Machine Learning: o aprendizado de máquina significa que as máquinas conseguem evoluir e aprender sozinhas para melhorar seu próprio desempenho.

2. Investigar padrões de comportamento nos dados

Não é suficiente deixar a tarefa de encontrar padrões de comportamento para a mineração de dados, que vimos acima. É importante que os profissionais de marketing e vendas tenham um olhar treinado para entender o que os dados representam sobre o comportamento dos clientes.

Esse trabalho é, de certa forma, uma investigação, pois envolve entender as emoções humanas por trás dos gráficos estatísticos. Assim, é importante não confiar apenas nas ferramentas, mas também qualificar a equipe de marketing para unir a visão analítica e a comportamental em um único perfil.

3. Definir um objetivo de longo prazo

Outra questão essencial para o sucesso das decisões baseadas em dados, inclusive quando se trata de matemarketing, é entender que o trabalho é de longo prazo.

De acordo com a Harvard Business Review, a maior barreira em criar uma organização data-driven, ou seja, orientada a dados, é a cultura. E isso leva muito mais tempo para corrigir do que um sistema ultrapassado.

Portanto, é importante trabalhar com um objetivo de longo prazo bem definido e ter paciência para tomar decisões no curto e médio prazo que levem até esse objetivo.

4. Começar pequeno

Indo ao encontro do ponto acima, é importante começar pequeno, no sentido de não fazer uma mudança radical e passar a tomar todas as decisões baseadas em dados de uma hora para outra.

É importante que a equipe de marketing e vendas consiga fazer uma transição gradual dos processos atuais para uma abordagem mais analítica. Aliás, é esse começo gradual que vai permitir aplicar o novo modelo de trabalho de forma permanente, com boa aderência da equipe.

5. Designar uma equipe para implementar o projeto

É muito importante designar alguém que seja responsável pelo projeto, pois é esse profissional - ou equipe, de preferência - que vai fazer a ponte entre os modelos atuais e a metodologia do matermarketing.

Quando a nova iniciativa não tem um “dono”, alguém responsável por trabalhar na inovação até que ela pegue tração, é mais difícil superar as barreiras, que incluem:

  • conforto de usar métodos já conhecidos;
  • dúvidas que ninguém sabe responder;
  • falta de responsabilidade sobre falhas e travas no processo;
  • entre outras.

Onde aplicar o matemarketing na sua cooperativa: 4 áreas em que os dados são valiosos

Podemos destacar ao menos quatro processos em que os dados são de alto valor para qualquer cooperativa. Por isso, veja na lista a seguir como usar o matemarketing em cada uma destas áreas:

Definir sua da buyer persona

A buyer persona é um perfil semi-fictício que as organizações usam para visualizar, de forma fácil, seu cliente ideal. E como se trata de algo tão valioso para as vendas, essa persona não pode ser produto da imaginação. Precisa ser validada com base em informações reais.

Assim, quanto mais dados sobre clientes e prospectos, mais fácil e assertivo se torna o processo de criar a persona. Ao mesmo tempo, é preciso tomar o cuidado de não resumir a persona em estatísticas e dados.

Antes, é preciso transformar esses dados em características humanas e visualizar a pessoa como única, alguém com sentimentos, pensamentos e desejos.

Atrair novos clientes e cooperados

O segundo campo em que você pode aplicar o matermarketing na sua cooperativa é para usá-lo na criação de estratégias de divulgação e vendas. E isso se estende a todas as áreas da sua comunicação corporativa, desde os perfis nas redes sociais até os canais institucionais de comunicação com cooperados.

O resultado de uma estratégia de comunicação que conversa diretamente com os desejos e interesses mais profundos do cliente ou cooperado só pode se resumir a duas coisas: atração e conversão.

Em outras palavras, o matemarketing pode ser uma estratégia de ouro para atrair e converter novos clientes e cooperados ao seu Sistema.

Acompanhar o desempenho das estratégias de marketing

As organizações modernas entendem que um dos maiores trunfos do marketing digital, em todas as suas facetas, é a estrutura de medição de desempenho que ele oferece. Ou seja, é muito mais fácil acompanhar o desempenho de uma estratégia, até em tempo real.

E os dados também ajudam muito nisso. Ferramentas de análise de métricas, como Google Analytics, fornecem informações valiosas sobre o engajamento de possíveis clientes e cooperados com uma campanha.

Além disso, os dados tornam possível descobrir e explorar brechas e oportunidades que a cooperativa ainda não tinha percebido.

Aumentar o engajamento dos cooperados e colaboradores

Por fim, você já ouviu falar em Endomarketing? É um tipo de marketing interno, criado para aumentar o engajamento das pessoas dentro da organização, como cooperados e colaboradores.

E o matemarketing também pode ser integrado ao endomarketing de forma simples, mas muito eficaz. Por exemplo, é possível usar ferramentas de engajamento corporativo para descobrir o perfil comportamental dos colaboradores e entender o que os motiva ou desgasta.

Então, é possível usar os insights gerados por esses dados para criar programas de engajamento, mudar a estrutura de bonificações, criar planos de carreira e outras soluções.

Em resumo, é impossível negar a grande importância do matemarketing como metodologia de trabalho no presente e no futuro das cooperativas. O artigo da McKinsey, já citado, chama essa mudança de cenário de “Big Reset”, ou “Grande Recomeço”, indicando que estamos em uma nova era de consumo. Assim, só há duas escolhas: usar os dados ou ser engolido por eles.

Quer saber mais sobre como tomar decisões inovadoras baseadas em dados, não só no seu marketing, mas em todas as áreas da sua cooperativa? Baixe agora o guia prático e saiba como!

E se deseja se aprofundar no matemarketing, recomendamos este vídeo com a participação do especialista e professor de marketing, Romeo Busarello: 




<p><span style="color: rgb(0, 0, 0);">Ao todo, 55 startups se inscreveram para solucionar os cinco desafios selecionados no programa</span></p>

Encerradas as inscrições do programa InovaCoop Conexão com Startups 2ª edição

Ao todo, 55 startups se inscreveram para solucionar os cinco desafios selecionados no programa


No último dia 23 foram encerradas as inscrições para o programa InovaCoop Conexão com Startups 2ª edição. Agora, as cooperativas vão analisar e selecionar as startups inscritas até o dia 04 de fevereiro. Em seguida, as três startups com as propostas mais assertivas para cada desafio serão convidadas para o bootcamp, que é um período de refinamento e orientação para desenvolvimento das soluções. Aquela que tiver a melhor iniciativa para resolução do desafio será escolhida para uma POC (Prova de conceito), que é uma forma de testar a solução e aprovar a ideia do projeto em baixa escala.

O Conexão com Startup utiliza a inovação aberta a partir de parcerias ou intercooperação para, junto com startups, buscar a melhor solução para os desafios apresentados pelas coops. O objetivo é aumentar a eficiência dos projetos, reduzir custos e riscos, melhorar o retorno sobre os investimentos e ampliar as oportunidade e fontes de receita. Outro ponto importante é que as soluções propostas precisam ter potencial para serem escalados para outras cooperativas, contribuindo para o desenvolvimento da cultura de inovação e consolidando as iniciativas de sucesso. Para saber mais sobre o programa e suas etapas, clique aqui.

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