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<p>Métodos de construção de marca surgem como oportunidades para que cooperativas fortaleçam seus princípios em um mercado sedento por propósitos</p>

Branding: como transmitir os valores da cooperativa por meio da marca

Métodos de construção de marca surgem como oportunidades para que cooperativas fortaleçam seus princípios em um mercado sedento por propósitos


O que caracteriza o cooperativismo, acima de tudo, é o seu propósito. Em uma cooperativa, a estrutura organizacional e a atividade econômica têm um fim: a realização de interesses coletivos, através da união de pessoas, trabalhando em prol do bem comum. Diante desse aspecto, um desafio se impõe: como comunicar à sociedade esses princípios?

Os valores intrínsecos das cooperativas são extremamente valiosos. Uma pesquisa realizada pela agência de comunicação InPress Porter Novelli mostra que 90% das pessoas confiam mais em organizações com propósitos. Mais ainda: 88% dos entrevistados dão preferência a instituições que defendem valores, além da busca pelos lucros.

As organizações, contudo, ainda não têm conseguido capitalizar esse movimento por parte dos consumidores. Ainda segundo o levantamento da InPress, somente 6% das empresas avaliadas foram consideradas pela maioria das pessoas como dotadas de propósito.

Outro estudo indicou que 70% dos millennials estão dispostos a gastar mais dinheiro com marcas que apoiem causas que consideram importantes. E não basta apenas viver de imagem, já que as ações são alvo de constante acompanhamento. É preciso fazer.

É diante desse cenário que apresenta uma ferramenta poderosa capaz de transmitir valores e princípios cooperativos a uma sociedade cada vez mais socialmente consciente: o branding, ou gestão de marca.

As cooperativas refletem conceitos que estão sintonizados às novas demandas do mercado de consumo contemporâneo. Capitalismo consciente, valor compartilhado, comércio justo, sustentabilidade, liderança colaborativa e empoderamento criativo são bandeiras que o cooperativismo carrega com orgulho.


O valor da imagem

O cooperativismo é, em essência, um modelo atual e inovador. Ante os novos contextos de visibilidade de marca, se faz necessário consolidar isso também na percepção de sua imagem.

Em e-book produzido em parceria com a Coonecta, o consultor de comunicação Levi Carneiro reflete sobre como o branding pode dar visibilidade e relevância às marcas das cooperativas. A integração entre cooperativismo e branding pode fazer parte de uma estratégia de geração de valor. “O branding tem capacidade e potência para destacar e fortalecer pontos de adequação e relevância do cooperativismo no contexto atual”, escreve Levi.

Afinal, a finalidade do desenvolvimento coerente de uma identidade de marca é, acima de tudo, prover significado. Atrelar uma instituição às causas que ela incorpora.

O cooperativismo não está alheio ao novo panorama. Pesquisa realizada pelo Sistema OCB constata que inovação na área de marketing e comunicação externa é a maior prioridade para a inovação das cooperativas. 60% das organizações afirmam que já implementaram inovações no setor.

Com tantas marcas disputando cada momento da atenção das pessoas, apresentar princípios genuínos condizentes com as práticas corporativas se torna um diferencial. É preciso ser e comunicar o que se é. Os propósitos das cooperativas já estão na essência. O próximo passo é amadurecer esses valores como imagem.


Branding: o que é

Mas, afinal de contas, o que é branding?

Um dos maiores trunfos de uma marca de sucesso é não refletir apenas a instituição tangível que ela identifica, mas também valores, sensações, ideias. A consolidação dessa associação entre a imagem da organização e a percepção de identidade assimilada pelas pessoas exige tempo, planejamento e comprometimento. A esse processo damos o nome de branding.

O blog da Rock Content explica que o conceito de marca não se resume a nome, logotipo e identidade visual. A marca reflete valores e crenças da organização. Pode ser entendida pela forma como o público entende, sente e responde à experiência oferecida.

Em resumo, a marca é apenas a representação da identidade da instituição. É a mensagem que sua imagem transmite. Já o branding é o conjunto de ações estratégicas implementadas para criar e manter uma visão positiva dela na mente do público. Esse objetivo é atingido por meio da associação entre a marca e os princípios que ela representa, exerce e transmite.

Não existe controle total sobre como uma marca é percebida. Por isso, é importante que a estratégia tenha um norte consistente, refletido em valores reais, que persistem no longo prazo.

Levi Carneiro explica que quanto mais consistentemente a organização entrega a postura que sua marca promete, mais relevância e valor ela acrescenta na interação com seus públicos. O trunfo das cooperativas é que elas trazem conceitos valiosos na essência.

A comunicação de ideias como pertencimento e compartilhamento é muito mais forte quando essas crenças compõem as bases fundamentais da entidade. Com o cooperativismo é assim. A razão de ser das cooperativas não precisa ser desenvolvida apenas como estratégia de marketing, pois está lá desde a concepção.

O conceito de pertencimento, por exemplo, é tão impactante que passou a ser explorado pelo Airbnb. Aos usuários, Brian Chesky, cofundador da plataforma, afirma que “a nossa identidade não pode ser separada da de todos vocês”.

Se uma empresa mercantil consegue enxergar como essa ideia consegue conversar com seus usuários, quão contundente pode ser a construção de marca de uma cooperativa que exerce a ideia de pertencimento coletivo desde o seu surgimento?

Branding e cooperativismo

O mundo contemporâneo está cada vez mais marcado pela convivência em ambientes digitais e compartilhados. As marcas se tornam plataformas e buscam formar laços entre as pessoas. E as cooperativas, em sua estrutura de governança e participação, se encaixam nessa lógica de progresso calcado na participação coletiva.

Um estudo que analisa a estratégia de marketing para o crescimento da Cooperativa Agropecuária de Sertão Santana (RS) corrobora esse ponto de vista. Os pesquisadores propõem que a instituição explore sua história integrada à responsabilidade social e desenvolvimento regional para cimentar uma imagem positiva.

A Endeavor, organização de incentivo ao empreendedorismo e à inovação, reforça que o propósito do branding é encorajar a lealdade dos consumidores. O que motiva a perpetuação dessa relação é a compatibilidade de objetivos entre as duas partes.

Cumprir na prática a promessa comunicada pela marca é o que cimenta uma boa reputação. E as cooperativas já cumprem os ideais de solidariedade, desenvolvimento regional, participação comunitária e gestão democrática desde o primeiro passo.

De forma prática, para a especialista em comunicação Vera Caser, o cooperativismo precisa se comunicar a sua natureza socialmente responsável de forma simples. Em parceria com profissionais de comunicação e marketing, as cooperativas devem traduzir e simplificar conceitos para ajudar a sociedade a entender o cooperativismo.

Ela relata como, em parceria com a Sicoob ES, atuou para facilitar a compreensão dos termos técnicos utilizados na divulgação do balanço da cooperativa. Os conceitos mais complexos são explicados no material distribuído nos eventos de prestação de contas aos cooperados.

Segundo ela, existe muito espaço para o crescimento do cooperativismo no Brasil, e isso passa pela consolidação da cultura cooperativista. Algumas medidas são:

  • Planejar ações de comunicação cooperativista, estabelecendo objetivos claros
  • Estimular a participação dos colaboradores nas ações de marketing
  • Explorar o potencial dos canais digitais

Para Rodolfo Araújo, vice-presidente para a América Latina da United Minds, consultoria especializada em branding e transformação organizacional, a preocupação com a marca não deve se limitar às grandes cooperativas.

“Para ampliar a conexão com as pessoas, os líderes devem pensar: o que nós temos de diferente, de único? Qual diferença fazemos na vida das pessoas?”, reflete. Araújo argumenta ainda que a construção de uma marca admirada deve passar pelo engajamento do público interno. Assim, ações estruturadas para o relacionamento com colaboradores e cooperados devem ser pensadas.

A Rede Cooper é um exemplo de reconhecimento pelo público. Foi a partir do desenvolvimento de ações sociais e investimentos na comunidade que a instituição conseguiu ser a cooperativa de consumo mais lembrada pela população de Santa Catarina em 2021.

Case Unimed: propósito e causa

Uma situação peculiar é a da Unimed, conforme relatou, em texto na Aberje, Aline Cebalos, gerente de marketing da Unimed do Brasil. O sistema Unimed é composto por 372 cooperativas singulares, que têm independência em suas ações. Como, então, criar uma marca coerente e única, em meio a tantas nuances e peculiaridades?

Aline responde: com propósito e causa. Sem poder de impor estratégias de comunicação a cada uma das cooperativas do sistema, a Unimed do Brasil aposta na integração. Manter a unidade da marca passa por aderir às muitas nuances e compreender as peculiaridades de uma rede tão ampla.

Na plataforma Em Pauta, por exemplo, as diferentes Unimeds compartilham conteúdos entre si e podem acessar informações relevantes nacionais e regionais. O Prêmio de Comunicação e Marketing Unimed, que reconhece as melhores ações na área praticada pelas entidades regionais, funciona também como exemplo e incentivo aos diferentes membros do grupo.

As medidas têm dado resultado: entre 2015 e 2018, a adoção da Diretriz Nacional de Comunicação da Unimed cresceu de 90,1% para 97% das organizações regionais. E o público responde. A Unimed é, há 29 anos, líder da pesquisa Top of Mind, realizada pelo instituto Datafolha, na categoria plano de saúde.


Colocando o branding em prática

O cooperativismo está presente em ao menos 100 países e reúne quase 300 milhões de pessoas. Só no Brasil, são 15 milhões de cooperados. Sem contar quem não faz parte das instituições, mas convive com quem faz ou consome seus produtos e serviços.

A conexão formada por essa rede de pessoas permite que as cooperativas sintonizem suas marcas e se antecipem às novas necessidades e tendências regionais, ressalta Levi. São instituições que não precisam criar uma comunidade de influência. Ela é a própria comunidade.

Essa dinâmica peculiar permite que o branding de uma cooperativa seja calcado na cultura regional da coletividade em que atua. Uma forma de colocar isso em prática é indicar o local de atividade, inserindo o espírito comunitário das pessoas que formam a cooperativa como um valor preponderante de identidade.

Estratégias de branding

Depois de compreender o valor e a importância da gestão de marca no contexto do cooperativismo, o próximo passo é a aplicação. Neil Patel, um dos maiores especialistas em marketing da atualidade, indica sete importantes estratégias de branding:

  1. Construção da marca: é onde tudo começa. Primeiro, vem a parte visual, o design do logotipo, a escolha de cores, tipografia e elaboração do manual de marca. É necessário definir os valores, identificar o tom de voz e a linguagem e os canais de comunicação com o público, para que a mensagem seja coerente.
  2. Ponto de venda: é o local em que o público vai interagir com a instituição e seus produtos. Pode ser em ambiente físico ou virtual.
  3. Marketing de conteúdo: produzir textos de blog, livros digitais e vídeos, dentre outros formatos, que reforcem posicionamentos e comunique prioridades.
  4. Redes sociais: é importante estar onde o público está. Muita gente consome conteúdo e comenta experiências com marcas nas redes sociais.
  5. Marketing promocional: é a disponibilização de pequenos agrados ao consumidor. Pode ser um brinde, uma degustação, a realização de um concurso cultural.
  6. Marketing de experiência: proporcionar uma jornada ao consumidor que o faça vivenciar algum aspecto da sua marca, como um test drive ou espaço temático, criar laços.
  7. Endomarketing: olhar para dentro da própria instituição e incentivar a cooperação e o pertencimento dos colaboradores.

Nas cooperativas, nome e símbolo são fatores diferenciais indispensáveis, uma vez que sinalizam o que as diferenciam de outras organizações. Fazer menção ao cooperativismo na denominação ou no logotipo já é um fator que afeta a percepção da imagem da instituição.

Os símbolos históricos do cooperativismo, como os pinheiros dentro de um círculo ou o ícone formado pela palavra ‘coop’ entrelaçada, transmitem valores desde o primeiro contato com a marca. A mensagem é efetiva e tem poder de influenciar na escolha das pessoas. “É como se fosse um selo de origem, uma denominação especial, uma marca registrada: isto é uma cooperativa”, afirma Levi Carneiro.

O marketing de conteúdo pode ser mais uma ferramenta para ratificar a associação da instituição aos princípios do cooperativismo. Contar a história e explicar a cultura do setor é um meio de criar laços e agregar valor.

O alicerce democrático que constitui as cooperativas desde o núcleo primordial coloca todos os participantes como responsáveis pela gestão de marca. Isso faz com que a implementação de práticas de endomarketing sejam mais peculiares. Afinal, cada cooperado tem poder nas decisões.

Levando em conta a natureza participativa das cooperativas, todos devem agir de acordo com os ideais, constituindo um corpo de defensores e propagadores da marca e o que ela representa. Essa grande rede de apoio se desenha como uma arma poderosa para a evolução gradativa do branding.

Comunidade também é marca

No livro Marketing Social e Ético nas Cooperativas, Helnon de Oliveira Crúzio defende que as instituições devem aliar a estratégia de marketing à promoção de seus valores. Desenvolvimento social, político e econômico de associados, empregados e membros da comunidade local devem ser elementos prioritários na gestão da marca.

No fim das contas, explica Crúzio, a marca é o que faz a diferença de uma entidade em relação à sua concorrência. Marca é a promessa de fornecer produtos ou serviços levando em conta os atributos e benefícios. E, em uma cooperativa, ela pode ainda significar algo a mais: a personalidade de seus cooperados.


Conclusão

O meio digital hiperconectado proporcionou novos mecanismos para a elaboração de branding. Cada nova plataforma fornece uma nova possibilidade de contato entre a marca e um usuário cada vez mais autônomo e com voz ativa para elogiar e criticar.

A Rock Content explica: os consumidores agora participam da construção da reputação de marca. Inevitável, essa dinâmica é uma faca de dois gumes.

Os meios digitais potencializam a visibilidade das marcas e democratizam o alcance de organizações que produzem conteúdos de qualidade. Paralelamente, deslizes ganham proporções imprevisíveis e a fidelidade do cliente se pulveriza.

Uma marca potente e bem trabalhada em suas virtudes tem potencial de contribuir para o crescimento no longo prazo. A consolidação da ligação entre imagem corporativa e princípios valorizados pela sociedade se apresenta como um ativo de valor inestimável.

Mais do que prover produtos e serviços, as instituições precisam convencer que estão gerando valor à sociedade. Nessa corrida, as cooperativas já largam na frente. O propósito de uma marca se constrói de dentro, e isso o cooperativismo já tem.

As novas demandas da sociedade conectada emergem em velocidade alucinante, e pode ser difícil estar sempre a par das tendências mais recentes. O branding se apresenta tanto como um desafio quanto como uma oportunidade para as cooperativas. Adaptação é inovação.

Em meio às dificuldades impostas pela incessante necessidade de se readequar, o cooperativismo traz um bem valioso para moldar uma marca poderosa: a autenticidade.


<p>Processos criativos e de ideação demandam estímulos e aperfeiçoamento. Confira dicas úteis para aumentar a criatividade na sua cooperativa </p>

Criatividade e ideação: dicas e boas práticas

Processos criativos e de ideação demandam estímulos e aperfeiçoamento. Confira dicas úteis para aumentar a criatividade na sua cooperativa 


Criatividade é a qualidade de ser criativo. Ou seja, é o poder de imaginar, criar e construir coisas originais, disruptivas, diferentes de tudo que existe. Apesar de existirem pessoas com mais facilidade em criar que outras, engana-se quem acha que a criatividade é um talento natural.

Na verdade, a criatividade pode - e deve - ser desenvolvida, trabalhada, estimulada e aperfeiçoada. O especialista Murilo Gun, professor de criatividade e fundador da Keep Learning School, define o termo assim:

-      “A criatividade é a imaginação aplicada para resolver problemas. É da raça humana. Podemos escolher entre a memorização, que é repetir padrões, e a imaginação, quando você cria uma nova possibilidade”.

Então, fique tranquilo. Todos temos momentos com mais dificuldades para criar algo. São os momentos chamados de bloqueio criativo. Mas isso não significa que você não é uma pessoa criativa ou que não pode trabalhar para aperfeiçoar essa característica. Inclusive, a prática - sempre iniciada com pequenos hábitos - é muito importante para a criatividade.

Não precisamos, necessariamente, da Regra das 10.000 horas, que ganhou notoriedade com o livro Outliers, de Malcolm Gladwell, e que se baseia na teoria que levamos 10.000 horas para dominar uma habilidade. Em vez de metas grandes e audaciosas, é possível ter progresso estabelecendo metas pequenas e significativas, que também nos permitem aproveitar o poder da criatividade. 

Decifrando a criatividade

A criatividade pode ocorrer de forma individual ou coletiva, resultando em diferentes tipos de criatividade. Por exemplo:

  • A criatividade deliberada surge a partir de um processo;
  • A criatividade cognitiva consiste em reunir várias informações para, então, desenvolver novos conceitos provenientes dos dados iniciais;
  • Há também a criatividade deliberada e emocional, que é mais subjetiva, despertada por fatos, memórias ou reflexões;
  • Já a criatividade espontânea cognitiva está ligada às descobertas científicas e histórias de sucesso. É aquela que surge por “insight”, geralmente em intervalos entre intensos períodos de trabalho e estudo.

Independentemente do tipo, a criatividade é essencial para a inovação nas cooperativas, pois são os profissionais criativos que pensam e criam novos produtos, produzem conteúdos que engajam, inventam soluções personalizadas e contribuem ativamente para a perenidade das organizações.

Porém, muitas pessoas acham que criatividade e inovação são a mesma coisa. Como dissemos, criatividade é o ato de criar, de ser original; enquanto inovação é o ato de inovar, implementar algum serviço, processo ou produto novo ou aperfeiçoado.

Trazendo para o mundo corporativo, inovação é uma ideia que foi aplicada e trouxe bons resultados para a empresa. Em síntese, a inovação depende da criatividade, mas algo criativo não é sinônimo de inovação.



Os 5 elementos da criatividade

De acordo com os autores do livro “The Innovator’s DNA” (DNA do Inovador), Jeff Dyer, Clayton M. Christense e Hal Gregersen, a porcentagem da criatividade ligada à genética varia de 25% a 40%. O restante está ligado a cinco elementos fundamentais que separam as mentes inovadoras das comuns. Veja a seguir:

1) Capacidade de associação

A associação ocorre quando o cérebro consegue dar lógica e coerência ao processar informações em sequência. Isso permite que as pessoas encontrem conexões em questões aparentemente isoladas.

As mentes mais inovadoras são aquelas que são capazes de encontrar ligações que a maioria das pessoas não consegue, por isso essa característica é apontada como a mais importante para os inovadores.

2) Questionamento

Questionar é uma característica comum aos inovadores. Por não tenderem a ficar com dúvidas, esses questionamentos são fundamentais para ajudar a entender como as coisas são e funcionam e quais caminhos são os melhores a se seguir.

3) Observação

Ser observador e detalhista faz com que o inovador crie insights. Essas observações e os questionamentos que vêm delas podem ajudar a criatividade e ao surgimento de inovações.

4) Networking

Apesar de ser perfeitamente possível a criatividade individual, criar relações e ter uma rede de contatos fora da sua bolha, com diferentes visões e bagagens, pode ser extremamente benéfico e gerar perspectivas que não existiam antes.

5) Experimentação

Por fim, a última habilidade da trilha é a experimentação e avaliação de inovações, além de experimentar coisas novas, sempre em busca de novas ideias.

Como estimular a criatividade

Agora que sabemos que a criatividade não é um dom e sim uma característica que todos possuímos e pode ser trabalhada, o que podemos fazer para estimulá-la? Selecionamos alguns hábitos que costumam ser boas práticas na maioria dos manuais de criatividade e inovação. Confira:

- Acompanhe o trabalho de pessoas criativas

Buscar referências para a criação de ideias é muito benéfico. Procure seguir pessoas que você admira dentro da sua área de atuação e estude e acompanhe o trabalho delas de perto para gerar insights.

- Exercite a criatividade

Qual a tarefa que você mais gosta de fazer? Escrever? Tocar algum instrumento? Independentemente do que for, exercitar a criatividade diariamente dentro de trabalhos que gosta e te fazem bem, ajuda a fazê-la fluir com muito mais naturalidade.

- Faça pausas ao longo do dia

É totalmente normal que haja momentos em que a criatividade não apareça. Diante disso, não adianta forçar. Estudos apontam os benefícios de pausas ao longo do dia. Grandes empresas já trabalham com esse artifício para que seus funcionários possam descansar a mente e voltar a todo o vapor.

- Estude seu comportamento criativo

Preste atenção nos momentos em que a criatividade costuma aflorar. Verifique os elementos, horários, lugares e identifique possíveis padrões para explorar isso com mais frequência.

- Esteja antenado e fora da bolha

Leia e consuma notícias e conteúdo, seja da sua área ou até de outros segmentos - inclusive áreas pelas quais você nunca teve interesse. Isso ajuda muito a ativar a criatividade.

Além disso, ler os mesmos conteúdos, conversar e conviver com pessoas que compartilham da sua opinião irá apenas confirmar suas próprias ideias, ao invés de desafiar a sua mente. Por isso, para sair da sua zona de conforto, consuma conteúdos diferentes e converse com pessoas com opinião diferente da sua.

- Consuma arte

Além de notícias e livros de determinadas áreas, consumir arte, seja um filme, série, ou uma música, pode dar a inspiração que você precisa para prosseguir no seu processo criativo.

Todos os grandes artistas, desde Leonardo da Vinci a Quentin Tarantino, costumam ter um grande repertório de referências. Vá a exposições, ande pela cidade, leia livros, veja filmes, tudo é válido para criar seu mundo de inspiração.

- Conhecer novos lugares e culturas

Viajar para outros lugares, conhecer outras pessoas e outras culturas é riquíssimo para o pensamento criativo. Permanecer na sua bolha e sempre na mesma rotina, costuma fazer com que as pessoas façam as coisas do mesmo jeito, perdendo um pouco da sua capacidade criativa.

Vale até pegar um caminho mais longo para ir ou voltar do trabalho e demais locais que fazem parte da sua rotina. Isso te permitirá conhecer coisas e lugares que você não descobriria fazendo sempre os mesmos percursos.

Processo de ideação: como colocar a criatividade em prática

O passo seguinte à criatividade é o processo de ideação, ou seja, quando começamos a materializar e discutir as ideias. Uma metodologia bastante conhecida nesse sentido é o Design Thinking, que une a sensibilidade do design com métodos para entender as necessidades das pessoas.

A segunda etapa do Design Thinking, por exemplo, é justamente o processo de ideação, que ocorre após uma imersão no problema ou desafio que precisa ser resolvido. Assim, a cooperativa já terá mapeado o que está bom, as melhorias que precisam ser realizadas e as oportunidades.

Brainstorming

Para a etapa de ideação, a cooperativa pode recorrer, por exemplo, ao brainstorming, que, em tradução livre, significa tempestade de ideias. Consiste em uma atividade feita geralmente em grupo, sem nenhum tipo de julgamento para estimular que as pessoas dividam suas ideias sobre algum assunto pré-definido.

Criar um volume grande de ideias traz questões relevantes que proporcionam insights que acabam criando produtos e soluções inovadoras.

O brainstorming possibilita ainda o uso de outras ferramentas para potencializar a criatividade dos participantes, como os seis chapéus”, método criado pelo médico inglês Edward de Bono, um profissional que dedicou a vida a estudar os processos do pensamento.

A técnica consiste em dividir o problema em diferentes aspectos, que são representados por seis chapéus do pensamento (Six Thinking Hats®), e em cada momento, o grupo direciona suas ideias e pensamentos de acordo com o ponto de vista pré-determinado pela cor do chapéu que estão “vestindo”.

As cores são azul (processo), branco (fatos), vermelho (sentimentos), verde (ideias), preto (cautela) e amarelo (benefícios):

  • O chapéu azul fala sobre o processo de facilitação;
  • O chapéu branco sobre fatos, dados, informações sobre o assunto;
  • O chapéu vermelho é sobre sentimentos, intuição e emoção;
  • O chapéu verde trata das ideias, soluções e conceitos;
  • O chapéu preto aborda as dificuldades, fraquezas e preocupações;

Por fim, o chapéu é sobre o valor nas soluções propostas.

Esse método tem como objetivo facilitar a realização da análise do problema, já que oferece uma visão de diferentes aspectos separadamente.

Mapas mentais

Os mapas mentais - ou mind maps, em inglês - são diagramas feitos a partir de uma ideia central, com o intuito de organizar, de forma escrita e visual, as ideias e os pensamentos. Inclusive, podem ser utilizados durante o processo de brainstorming.

Com eles, você consegue ter uma visão mais clara do processo criativo, o que ajuda a ter outros insights que podem ser importantes para o desenvolvimento das ideias e, consequentemente, dar origem às inovações.

Há várias opções de mapas mentais digitais, inclusive com acesso inicial gratuito, como é o caso de GoConqr, MindMeister, Miro, Canva, entre outros. 

Conclusão

Como pudemos ver ao longo do texto, a criatividade pode e deve ser trabalhada e estimulada. Colocar essas dicas em prática no seu cotidiano trará benefícios em seu processo criativo e tornará sua cooperativa mais inovadora.

Para finalizar, vale ressaltar que aqui no InovaCoop você encontra conteúdos em diferentes formatos para apoiar os processos de ideação e inovação da sua cooperativa. Um bom exemplo é o curso on-line sobre “Resolução de problemas complexos”, que apresenta uma teoria capaz de te ajudar com desafios importantes da sua cooperativa. Acesse agora mesmo!

<p>Cooperativas comprometidas com a inovação precisam priorizar a capacitação dos seus times. Confira alguns caminhos</p>

Dicas e boas práticas para capacitar equipes de inovação

Cooperativas comprometidas com a inovação precisam priorizar a capacitação dos seus times. Confira alguns caminhos


A economia digital tem pressionado mais fortemente as organizações a buscar inovação. Não apenas mais e mais companhias têm se esforçado por dinamizar seus processos e produtos de maneira disruptiva, mas também os profissionais têm tentado desenvolver competências e habilidades para darem conta das novas demandas.

Em muitos casos, essa busca tem ocorrido de maneira combinada, com investimentos diretos das organizações e cooperativas na capacitação de suas equipes de inovação.

Isso porque muitas organizações consideram que suas equipes ainda não estão prontas para navegarem pelos novos cenários. O relatório Global Human Capital Trends 2021, produzido pela Deloitte, mostrou que apenas 17% dos 3.760 executivos ouvidos na pesquisa descreveram seus colaboradores como detentores da capacidade de se adaptar, requalificar e assumir novas funções.

O estudo Talent Trends Report 2021, da consultoria de recursos humanos Randstad, apontou que 58% dos líderes de capital humano ouvidos no Brasil relataram que a escassez de talentos impactou negativamente sua organização.

É por isso que as organizações e cooperativas mais comprometidas com a busca pela inovação têm priorizado a capacitação e os investimentos em talentos. De acordo com o anuário Valor Inovação Brasil 2020, 98% dos entrevistados responderam que concordam plena ou parcialmente que desenvolver as “competências do futuro” é uma prioridade para suas organizações.

Essa visão já tem gerado frutos na prática. Três em cada quatro organizações analisadas no levantamento investiram mais do que 5% do faturamento líquido anual em desenvolvimento de pessoal, totalizando R$ 30 bilhões em um ano.

Mais do que adotar medidas pontuais de treinamento e requalificação, as companhias têm procurado implantar uma verdadeira cultura de aprendizagem, em que se combinam jornadas tradicionais de formação, como cursos e treinamentos, e métodos novos, como ferramentas de modelagem comportamental.

A ideia central é estabelecer rotinas em que os próprios colaboradores entendam que é preciso aprender de maneira contínua, seguindo a tendência do Lifelong Learning – termo em inglês para educação continuada ou aprendizado constante. Aliás, este assunto foi tratado aqui no InovaCoop pela especialista em inovação, Martha Gabriel, que listou 20 livros essenciais para inovar.

E mais do que buscar ter respostas certas para tudo, o profissional precisa fazer as perguntas certas – que questionem conceitos aparentemente imutáveis e sejam capazes de levar a rupturas e, consequentemente, inovações.


Habilidades e competências do futuro

As transformações digitais requerem não apenas conhecimentos técnicos ou domínio de tecnologias disruptivas, mas também um conjunto de comportamentos e atitudes, como resiliência, pensamento e análise crítica e aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem.

As habilidades comportamentais – ou soft skills  – mais requeridas hoje também têm relação com a cultura de experimentação estimulada pelo uso de estratégias de gestão de projetos, como Scrum e Kanban.

Tais metodologias dividem os colaboradores em equipes multifuncionais responsáveis pelo gerenciamento inovador de projetos, o que exige capacidade de trabalhar em equipe, saber escutar e defender uma opinião de forma clara e precisa.

O InovaCoop oferece cursos e ferramentas on-line para treinar equipes de acordo com as demandas da transformação digital. Contamos com cursos de natureza mais conceitual, como os módulos de Inovação e Transformação Digital; com cursos relacionados a soft skills, como Mentalidade Ágil; e cursos de treinamento técnico, como o de Apresentações Poderosas.  

Equipes de inovação frequentemente apresentam habilidades e competências relacionadas a todos esses itens. Do ponto de vista técnico, o profissional de inovação sabe manipular e analisar enormes quantidades de dados; conhece um pouco de machine learning, software em nuvem e segurança cibernética; e analisa e reconhece os rumos da inovação tecnológica continuamente.

Do ponto de vista das soft skills, é uma pessoa flexível, resiliente e sempre pronta a aprender. Trabalha bem em equipe e sabe se comunicar com os outros membros do time.

Para completar, uma equipe de inovação deve necessariamente dominar metodologias de trabalho ágil para a gestão eficaz de projetos, como Design Thinking. Vale ressaltar também que o InovaCoop publicou recentemente três guias práticos para apoiar equipes de inovação no processo de aprendizagem contínua:


Conhecimento e autoaprendizagem

Há inúmeras formas de incentivar uma cultura de aprendizagem voltada à inovação dentro de uma cooperativa. De fato, a maior parte das organizações têm combinado diferentes alternativas, de modo que os próprios colaboradores, com o tempo, também procurem seus próprios caminhos.

De maneira geral, grandes organizações têm criado programas estruturados de desenvolvimento de competências, baseados em um modelo híbrido. Por um lado, têm surgido as academias internas de conhecimento, que unem a educação formal (como os cursos de MBA, por exemplo) à modelagem comportamental, ao aprendizado baseado na solução de problemas e a palestras e eventos técnicos.

De acordo com o anuário do Valor, a B2W Digital é uma das empresas atualmente vivenciando essa transição. A companhia implementou uma Academia de Dados, que funciona como uma escola interna para o desenvolvimento de competências relacionadas à análise de dados. Os funcionários da área foram capacitados por uma empresa parceira para estruturarem e ministrarem o curso. Os conteúdos incluem alfabetização de dados, estatística e análise e até storytelling.

Na 3M, de acordo com informações publicadas no Valor, foi criada uma plataforma chamada Develop You, em que colaboradores de diferentes áreas têm acesso a treinamentos em múltiplos idiomas. A seleção dos cursos adequados a cada funcionário é determinada de acordo com seu plano customizado de desenvolvimento de carreira. Um mega fórum de 11.000 colaboradores da empresa permite a troca contínua de conhecimento em grupos temáticos.

Na Algar Tech, existe desde 2018 o programa Dê Asas à sua Carreira. A ideia é capacitar colaboradores para os novos papéis que surgirão no mercado de trabalho nos próximos anos. Formações específicas, como metodologia ágil e curadoria para robôs e chatbots, são oferecidas como parte da plataforma.

Em 2019, a PwC Brasil criou um programa de ampliação da proficiência digital de todos os seus funcionários no mundo. Batizado de Digital Upskilling, o programa dá acesso à formação em temas relacionados à economia digital, como automação e IA.

A companhia também criou o Digital Lab, onde se desenvolvem soluções e automações. A organização espera que todos seus colaboradores consigam compreender e saibam utilizar design thinking, inteligência artificial, data analytics e automação.


Soluções populares

De acordo com o Valor, apenas 38% das organizações entrevistadas afirmaram que suas Academias Internas de Conhecimento já estão operando. A maioria (45%) está na fase de estudo e planejamento, enquanto 37% estão na etapa de customização dos projetos.

Como muitos profissionais já sentem a necessidade premente de adquirir novas habilidades e também como resultado da pandemia, cresceu muito o número de visitas a grandes plataformas de cursos on-line, como Coursera e Udemy.

Nesses portais, é possível se inscrever em cursos completamente on-line ministrados por grandes especialistas. Os cursos mais procurados têm, via de regra, relação com os temas da transformação digital.

No caso da Coursera, aparecem entre os módulos mais procurados pelos usuários Ciência de Dados, Deep Learning, Programação para todos e Machine Learning.

A Udemy divulgou em 2020 que entre seus cursos mais procurados estavam Redes Neurais, Chatbot e Tensorflow (biblioteca de Deep Learning para inteligência artificial).

Grandes instituições internacionais, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e o Singularity Group, também oferecem cursos on-line sobre inovação com curta duração. No Brasil, há cursos sobre inovação nos sites do Sebrae, Endeavor, Fundação Bradesco, entre outros.


Gestão do conhecimento e compartilhamento

Os programas de aprendizagem contínua, sobretudo aqueles que não se relacionam com estruturas mais formais de treinamento, baseiam-se grandemente nas trocas entre os colaboradores de áreas diferentes, muitas vezes formalizadas em mentoria ou coaching, por exemplo.

O Digital Lab, da PwC, trabalha com o conceito de reverse mentoring. Profissionais técnicos, mais jovens, são mentores de funcionários mais experientes. A ideia é que os jovens transmitam seu conhecimento tecnológico para profissionais mais antigos, incluindo gestores da empresa, ao mesmo tempo que ganham experiência pela convivência com eles.

O compartilhamento contínuo de conhecimentos também está na base das equipes compostas por profissionais com diferentes formações e expertises. Se alguns dos membros têm mais conhecimento gerencial e menos conhecimento tecnológico, o esperado é que, pela própria interação de todos na solução conjunta de problemas, em algum tempo todos estejam em nível semelhante de domínio de determinadas tecnologias e métodos.

A metodologia de trabalho, aliás, é a palavra-chave nesse processo. As metodologias não apenas devem orientar o trabalho de maneira racional, incentivando todos os membros a manifestarem suas opiniões com clareza e embasamento, como também devem favorecer a troca constante de conceitos. 

A gestão do conhecimento também envolve parcerias com outras cooperativas, com instituições acadêmicas, organizações não-governamentais e consultorias. Em geral, entidades desses tipos funcionam como parceiras no compartilhamento de pesquisas científicas.

Têm sido comuns as parcerias de organizações comprometidas com a inovação com companhias estrangeiras ou centros de pesquisa, que acabam dando insumos para o estabelecimento de programas internos de formação.

Entretanto, muitas organizações nacionais também têm sido procuradas por possíveis parceiros para compartilhar com eles seu know-how em inovação. O modelo de gestão do conhecimento adotado pela cooperativa vai determinar responsabilidades e deveres de parte a parte, além dos limites ao futuro compartilhamento de resultados. 

 


<p class="ql-align-center"><em>Startups interessadas em desenvolver soluções podem se inscrever até 23 de janeiro</em></p><p class="ql-align-justify"><br></p><p class="ql-align-justify">	<strong> </strong></p><p>	<strong> </strong></p>

Divulgados os desafios do programa InovaCoop Conexão com Startups 2ª edição

Startups interessadas em desenvolver soluções podem se inscrever até 23 de janeiro


O Sistema OCB divulgou na sexta-feira (10/12) a lista dos cinco desafios que participam da segunda edição do programa InovaCoop Conexão com Startups. Com foco no Agro, as soluções procuradas envolvem sistemas de logística, de estimativa de produção, de precificação, de controle da demanda/oferta e de fracionamento de produtos. Os desafios selecionados são das cooperativas Cemil (MG), Coopama (MG), Coplana (SP), Santa Clara (RS) e Uneagro (SC).

Com a divulgação dos desafios, a próxima etapa prevê as inscrições das startups que tenham interesse em, junto com as cooperativas, iniciarem o desenvolvimento das soluções. O prazo vai até 23 de janeiro de 2022. Em seguida, as três startups com as propostas mais promissoras para cada um dos desafios participam de um período de imersão para refinamento das soluções. A melhor solução será escolhida para realizar a prova de conceito (POC), ferramenta utilizada para testar uma funcionalidade e viabilidade de uma ideia ou conceito em baixa escala.

O programa utiliza a inovação aberta a partir de parcerias ou intercooperação para, junto com startups, buscar a melhor solução para os desafios apresentados. O objetivo é aumentar a eficiência dos projetos, reduzir custos e riscos, melhorar o retorno sobre os investimentos e ampliar as oportunidade e fontes de receita. Outro ponto importante é que as soluções propostas precisam ter potencial para serem escalados para outras cooperativas, contribuindo para o desenvolvimento da cultura de inovação e consolidando as iniciativas de sucesso.

Desafios selecionados

Integração e logística (Coopama/MG): O volume de produtos entregues para uma grande quantidade de cooperados em um curto espaço de tempo dificulta a programação. Há necessidade de maior eficiência na organização das rotas de entrega para reduzir custos e aumentar a qualidade do serviço prestado. Além disso, há necessidade de melhorar a comunicação entre os produtores e os setores internos envolvidos. Atualmente, sem um sistema de roteirização informatizado, a Coopama depende unicamente da intervenção humana, o que aumenta as chances de erro.

Precificação (Cemil/MG): O leite UHT, responsável por aproximadamente 50% do faturamento da cooperativa, sofre constante oscilação de preço e, com isso, é dificultada a previsibilidade mínima para a definição do preço de venda. A previsão, contudo, é fundamental para negociar com o varejo. Hoje, a cooperativa não possui um modelo matemático para desenhar o cenário das variações do preço do leite no mercado. A cooperativa procura, assim, uma solução que garanta maior assertividade nessa previsão.

Fracionamento de produto (Santa Clara/RS): A cooperativa enfrenta o desafio de conseguir fazer o fracionamento de produtos, como o queijo, em pesos específicos. O corte em cunhas é dificultado pela variação nas formas dos queijos, já que o processo não é 100% automatizado. Como consequência, a atual variação de pesos não está dentro da tolerância aceitável e existe muita perda no corte quando feito por lâminas, o que também não deixar o produto visualmente aceitável para o consumidor. O objetivo é realizar o corte dos produtos com o mínimo de variação possível, atendendo a normas legais do Inmetro, além de minimizar descartes a nível industrial.

Estimativa de produção (Coplana/SP): O desafio enfrentado pela cooperativa é a previsão e a estimativa de produção do amendoim, devido a particularidades da sua cultura, pois, como as vagens são formadas no interior do solo, a percepção visual da produtividade da lavoura é dificultada. Atualmente, o corpo técnico da cooperativa faz a estimativa de produtividade das lavouras através de uma interpretação visual, o que acarreta uma margem de erro considerável. Ao ter uma estimativa mais assertiva, a cooperativa pode se planejar melhor para o recebimento, beneficiamento e comercialização da produção, tornando o negócio mais eficiente e rentável.

Gestão de demanda/oferta (Uneagro/SC): Nos últimos tempos, percebeu-se uma progressiva baixa da participação dos cooperados na vida da cooperativa. Atualmente, dos mais de 600 cooperados, menos de 30 passam seus trabalhos pela Uneagro. Com isso, os cooperados perdem a oportunidade de se beneficiar com a gestão contábil e fiscal que a cooperativa oferece. O desafio proposto é promover a convergência entre a oferta dos serviços dos profissionais cooperados e a respectiva demanda pelo serviço, por pessoas físicas e/ou jurídicas, públicas e/ou privadas e outras cooperativas. 

Para saber mais sobre os desafios, veja aqui.

 

 

<p>Ao longo de 2021 o InovaCoop contribuiu para essas transformações, então vamos relembrar um pouquinho do que tivemos por aqui?</p>

Retrospectiva InovaCoop 2021

Ao longo de 2021 o InovaCoop contribuiu para essas transformações, então vamos relembrar um pouquinho do que tivemos por aqui?


2021: que ano, hein?! Aconteceu tanta coisa que a gente nem sabe dizer o que foi mais marcante e transformador, mas sem dúvidas teve aprendizado para todos os gostos! 


Logo de cara, a gente iniciou esse ano tentando entender melhor como as nossas cooperativas estavam lidando com a inovação, o quanto estavam inovando e quais são os seus desafios. E os resultados da pesquisa sobre inovação no cooperativismo foram impressionantes! Que tal relembrar?

Ver tantas iniciativas inovadoras no cooperativismo e diversas outras surgindo de forma tão genuína, nos trouxe também uma reflexão: o quanto o coop, em sua essência, sempre teve o gene da inovação. Talvez seja por isso que esse modelo de negócio conta com tamanha capacidade de transformação, ficando cada vez mais em evidência. Aí é claro que aproveitamos todas as oportunidades para mostrar o quanto cooperativismo e inovação têm tudo a ver!


E por falar em capacidade de ser reinventar, se tem uma coisa que as cooperativas fizeram em 2021, foi isso! Agora explorando diferentes nichos, por meio das plataformas, os negócios cooperativistas estão alçando novos voos e gerando oportunidades. E é claro que o InovaCoop está presente, impulsionando essa empreitada do cooperativismo de plataforma! Tem até curso gratuito que mostra os caminhos das pedras!

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Esse ano a gente também avançou muitos passos rumo à consolidação de uma cultura de inovação nas cooperativas. E com uma série de materiais, ficou bem mais fácil direcionar as estratégias e concentrar energia e recursos nas coisas certas!

Além disso, durante a Semana InovaCoop tivemos a oportunidade de fazer uma imersão em assuntos como competitividade e inovação, tendências e a construção de futuros, com grandes nomes como Maurício Benvenutti e Tiago Mattos. Vale a pena rever:


E mais: também convidamos a Martha Gabriel, que sabe tudo e mais um pouco sobre inovação, transformação digital e tendências, para trazer dicas e indicações de livros que não podem faltar aí na biblioteca da sua coop!

Em 2021 a gente fortaleceu ainda mais as relações dentro do ecossistema de inovação. Impulsionamos as parcerias entre cooperativas e startups, e com isso todo mundo sai ganhando. Conheça mais sobre este programa, que está na 2ª edição:


Ufa! Que ano intenso, minha gente! Aqui temos apenas uma amostrinha do que aconteceu este ano, navegando no site você encontra vários conteúdos que podem impulsionar a inovação na sua coop.

Pode ir se acostumando porque a inovação não para e já tem muito conteúdo no forno! Quem avisa amigo é: em 2022 tem muito, muito mais!

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