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Radar da inovação

Sicredi: parceria internacional para financiamento de projetos sustentáveis

Sicredi capta R$ 600 milhões com a IFC para fomentar projetos de energia solar em todo o Brasil com o selo de aprovação da CBI

23/06/2021
Nome da Cooperativa:Sicredi - Instituição Financeira Cooperativa
Ramo:Crédito
Região:Brasil
Palavras-chave:ecossistema de inovação, cultura de inovação, disrupção, Inovação de produto, sustentabilidade
Resumo:

O Sicredi captou R$ 600 milhões de reais com a International Finance Corporation (IFC) para promover projetos de energia solar no Brasil na primeira operação de uma instituição financeira cooperativa brasileira a receber certificação emitida pela Climate Bonds Initiative (CBI), organização internacional que promove investimentos na economia de baixo carbono.

CONTEXTO

O Sicredi tem um histórico de ações sustentáveis ao longo de sua história, e é integrante do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) para os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além disso, a demanda por crédito para financiamento de projetos de energia solar crescia cada vez mais, além do que o Sicredi podia atender.

Por conta disso, a instituição foi buscar recursos fora do Brasil com a International Finance Corporation (IFC). A ideia era encontrar uma fonte de recursos grande o suficiente para atender a toda a demanda, além de contar com um parceiro comprometido com a sustentabilidade.

Com a parceria, formou-se uma linha de crédito no valor aproximado de R$ 600 milhões para financiar projetos de energia solar dos mais de 5 milhões de associados do Sicredi em 24 estados do Brasil. Com esse passo importante, o Sicredi reforça sua atuação como referência nacional em desenvolvimento sustentável.

Vale ressaltar também que, além do novo crédito para energia solar, o Sicredi já disponibilizava o Consórcio Sustentável, que funciona como uma poupança programada, permitindo adquirir o equipamento ecoeficiente a partir da contemplação por sorteio ou lances, fixos e livres.

DESAFIOS

O grande desafio que se buscava resolver era a capacidade de atender à crescente demanda por crédito para o desenvolvimento de projetos de energia solar no Brasil.

O total de investimentos do Sicredi em energia solar já era de R$ 2,8 bilhões em fevereiro de 2021, um aumento de 104% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com a mudança, busca-se crescer ainda mais e impulsionar o desafio do desenvolvimento verde e da geração de energia limpa no país.

Além disso, o Sicredi precisou passar por um processo sério de análise por parte da IFC, da CBI (Climate Bonds Initiative) e da GLP (Green Loan Principles), algo que nenhuma instituição financeira brasileira tinha feito até então.

DESENVOLVIMENTO

Diante da necessidade de expandir as linhas de crédito para o financiamento de projetos de energia fotovoltaica, o Sicredi buscou a ajuda da IFC, parte do Grupo Banco Mundial. O empréstimo feito é de US$ 120 milhões (cerca de R$ 600 milhões), com prazo de pagamento estipulado em 7 anos. O dinheiro será destinado aos mais de 5 milhões de associados do Sicredi em todo o país.

Conseguir a linha de crédito com o IFC foi além de fazer um empréstimo e concordar com os termos de pagamento. Foi preciso passar por uma análise criteriosa e receber “selos verdes” que comprovassem o compromisso da instituição com a sustentabilidade. Além disso, foi preciso mostrar como o dinheiro tem sido aplicado nos projetos de desenvolvimento sustentável ao longo do tempo.

Para isso, o Sicredi criou mecanismos de gestão que permitem gerenciar e informar a aplicação dos recursos em projetos de energia limpa. Outro ponto que ajudou o Sicredi foi o histórico de preocupação com a geração de energia limpa e o desenvolvimento de projetos com baixa emissão de carbono, algo visto nas outras iniciativas passadas e atuais da instituição.

Por conta disso, o Sicredi foi a primeira instituição financeira cooperativa do Brasil a receber a certificação da Climate Bonds Initiative (CBI), organização internacional que promove investimentos na economia de baixo carbono e estabelece as melhores práticas de integridade ambiental dos produtos da economia verde.

Além disso, a operação conta com a certificação pelo Green Loan Principles (GLP), que atesta os benefícios ambientais claros e verificáveis da iniciativa e que todos os processos de avaliação, gestão e até o monitoramento dos recursos seguem padrões internacionais.

RESULTADOS

Como a iniciativa é nova, os resultados ainda não podem ser claramente vistos em termos de resultados concretos. Apesar disso, tanto o Sicredi quanto o IFC têm altas expectativas de que essa iniciativa será um impulso importante para o desenvolvimento da economia verde no Brasil agora e pelos próximos anos.

Segundo Tathyanne Gasparotto, diretora de regiões da Climate Bonds Initiative: “a emissão do Sicredi demonstra a grande oportunidade que as instituições financeiras têm de impulsionar o mercado de títulos verdes (green bonds) e a economia do Brasil de maneira sustentável. Esperamos que essa operação seja um grande passo para o setor de energias renováveis no país”.

Vale destacar que a demanda por financiamento sustentável no Brasil nunca foi tão grande como agora. De acordo com o próprio CBI, o país é o maior mercado de green bonds da América Latina, com participação de 42% das emissões nos últimos cinco anos, totalizando 27 bilhões de reais.

Portanto, tal cenário e demanda crescente por financiamento de projetos de energia solar pelos associados ao Sicredi mostram que a tendência é de grande desenvolvimento no setor no futuro próximo.

PRÓXIMAS INICIATIVAS

Além de distribuir o dinheiro captado para atender a demanda dos associados por financiamento de projetos de energia solar, o Sicredi já tem outras ações sustentáveis em curso e pretende ampliar as ações de apoio ao desenvolvimento sustentável e à energia limpa.

Entre as ações já em andamento, há projetos como o Programa de Homologação de Integradores em Energia Solar (PHI), que qualifica integradores parceiros das cooperativas de crédito para atender melhor aos associados locais.

Outra iniciativa é o Consórcio Sustentável, que funciona como uma poupança programada, onde é possível adquirir o equipamento ecoeficiente ao ser contemplado por sorteio ou com lances.

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