Topbar OCB
Com automação de documentos, Frimesa agiliza processos de exportação
Contexto
A cooperativa agropecuária Frimesa atua no mercado internacional desde 1988. Atualmente, a Frimesa exporta para 34 países, totalizando um volume de aproximadamente 3.400 contêineres por ano. Diante disso, a cooperativa deve emitir os Certificados Sanitários Internacionais (CSIs) em suas vendas para outros países.
Desse modo, a cooperativa realizava a emissão do Certificado Sanitário Internacional (CSI) de forma manual no sistema SIGSIF. O documento deve trazer todas as informações pertinentes ao embarque como exportador, destinatário, pesos e outras informações importantes.
Por conter diversos dados, o documento feito manualmente era passível de erros, podendo gerar retrabalhos, penalidades e atrasos nas exportações. Além dos riscos, a necessidade de revisar manualmente os documentos consumia muitas horas da equipe de logística, reduzindo a produtividade e podendo atrasar outros processos.
A Frimesa buscava uma solução que eliminasse falhas, garantisse conformidade com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e agilizasse a liberação das cargas nos destinos internacionais. Assim, a cooperativa apostou na implementação da automação como uma alternativa para aumentar a eficiência e reduzir custos operacionais.
Desafios
O alto índice de erros devido ao preenchimento manual tornava essencial garantir que a automação fosse precisa e confiável. Nesse contexto, o maior desafio era a compatibilidade do SIGSIF com ferramentas modernas.
Uma vez que o SIGSIF é um sistema antigo, o projeto de automação da Frimesa exigiu diversas adaptações e soluções alternativas para extrair e inserir dados automaticamente com sucesso.
A implementação também demandou treinamento e adaptação dos colaboradores, garantindo que todos compreendessem o funcionamento da automação. Isso promoveu o desenvolvimento profissional da equipe e deixou o ambiente de trabalho mais tecnológico e dinâmico.
Desenvolvimento
A equipe de Logística Internacional iniciou o projeto com um estudo detalhado do fluxo de trabalho, identificando os principais pontos de falha no preenchimento manual.
Em parceria com a equipe de Tecnologia da Informação (TI), a Frimesa desenvolveu um modelo de automação utilizando Power Automate, permitindo o autopreenchimento dos certificados com base em dados extraídos do Oracle e do Ecomex.
Ao mapear os campos necessários para o CSI, foi criado uma automação para conectar os sistemas internos ao SIGSIF e garantir a transferência precisa das informações.
Além da implementação técnica, a Frimesa realizou processos de capacitação dos colaboradores, a fim de explicar o funcionamento do novo processo e aumentar a eficiência operacional.
A automação também proporcionou que os colaboradores destinassem mais tempo para outras demandas, deixando a operação mais ágil e eficiente, de forma a reduzir significativamente o tempo gasto com o preenchimento manual.
Resultados
Os impactos da automação foram amplamente positivos, trazendo melhorias operacionais significativas. Entre os principais resultados alcançados estão:
-
Redução de 80% no tempo gasto para emissão dos CSIs, permitindo uma maior rapidez nos processos de exportação.
-
Diminuição de 80% dos erros no preenchimento, eliminando retrabalho e aumentando a conformidade com os requisitos do MAPA.
-
Economia de R$ 75.000,00 ao ano com a redução de autos de infração nas CSIs.
-
Melhoria na confiabilidade e eficiência do processo de exportação, garantindo que os documentos sejam gerados com maior precisão.
-
Aumento da satisfação do cliente e redução no tempo de liberação das cargas, melhorando a competitividade da Frimesa no mercado internacional.
Próximas iniciativas
Diante dos resultados positivos, o projeto alinha a implementação da ferramenta Power Automate para benefício de tempo e financeiro, podendo expandir a automação para outros processos documentais da Logística Internacional.
O objetivo é integrar ainda mais os sistemas internos, reduzindo a necessidade de intervenções manuais e aumentando a eficiência operacional.
Contato
Marcelo Cerino, superintendente de Operações: mcerino@frimesa.com.br
Adeildo Dias, supervisor de Energias Renováveis: adeildo@frimesa.com.br
Assessoria de imprensa: Kauã Valério: kfvalerio@frimesa.com.br e Elis Alessandro: elis@frimesa.com.br
Você também tem um case ou uma história de sucesso?
Conte-nos sua história
Veja mais
Cooperativa colocou em prática o Coop Innovation Framework, ferramenta criada pela Escoop que faz a gestão da inovação considerando as particularidades do cooperativismo. Em meio à pandemia de Covid-19, a cooperativa Sicredi Fronteira Sul decidiu enfrentar um dos seus maiores desafios: a implementação da gestão da inovação. O processo contou com a criação de um grupo de trabalho e uso do Coop Innovation Framework, ferramenta para despertar a cooperativa para a inovação a partir das peculiaridades do cooperativismo.
Iniciativa integra 31 das maiores cooperativas agropecuárias do RS e chega para beneficiar 173 mil produtores responsáveis por metade da safra gaúcha de grãos. A FecoAgro/RS desenvolveu, durante 2 anos, uma plataforma digital completa para tornar mais fácil aos 173 mil produtores associados cuidar de suas propriedades e da produção diária de maneira mais simples, além de conectá-los a um ambiente de negociação e venda coletiva de insumos com maior competitividade.
Cooperativa é a primeira do Nordeste a ingressar no programa Gestão Ambidestra. Após conhecer o Instituto Fenasbac em uma palestra, a Sicredi Ceará se tornou a primeira cooperativa de crédito nordestina a participar do programa "Gestão Ambidestra: resultado e propósito". Focado na transformação cultural em prol da inovação, a iniciativa busca o equilíbrio entre aprimoramento contínuo da operação e a habilidade de inovar pensando nos desafios futuros.
O NAmob é responsável por armazenar detalhes sobre a área de produção e o plantio das uvas. Para tornar a gestão das propriedades dos cooperados mais ágil, a Cooperativa Nova Aliança apostou na criação de um aplicativo. O app, batizado como NAmob, armazena detalhes sobre as áreas de produção e o plantio, funcionando como um caderno de campo digital. Com a implementação do software, a cooperativa passou a ser mais ágil na liberação das safras.