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Com hub de inovação, Unimed Fesp fortalece o ecossistema de saúde cooperativista do estado de São Paulo

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2019
Sudeste
Saúde
Unimed Fesp
inovação aberta, inovação no modelo de negócio, Programa de inovação
Inovação no modelo de negócio
De uma área de inovação no setor de Tecnologia da Informação para um hub de inovação, a Vitall surge com o desafio de acelerar a transformação digital e fomentar a cultura de inovação nas Unimeds do estado de São Paulo. Para isso, um modelo de atuação foi estruturado e parcerias com startups são firmadas constantemente. Atualmente, a organização conta com 20 parceiros e participa dos investimentos de seis instituições.

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Contexto

A Vitall surgiu em 2019 como uma área de inovação no setor de Tecnologia da Informação da Federação das Unimeds do estado de São Paulo, a Unimed Fesp. Seu foco principal era apoiar a transformação digital da Unimed Fesp e suas singulares, todas filiadas à federação, somando 74 cooperativas.

Foi em 2022 que a estrutura ganhou autonomia, se transformando em um hub de inovação. Paralelamente, em 2019, a Federação criou a Fesp Participações, FespPart, uma holding de gestão de ativos com o propósito de investir em outras organizações. Já em 2023 a Vitall foi integrada à holding, o que contribuiu para uma gestão mais autônoma e agilidade para tomada de decisões.

“Hoje a Vitall e a FespPart são uma empresa investida pela Unimed Fesp e pelas seis intrafederativas do estado de São Paulo, que são as Unimeds filiadas que organizam os serviços das demais em cada região do estado de São Paulo”, explica Ivisen Lourenço, head de Inovação e Investimentos na FespPart.

Desafios

A Vitall surge com o desafio de acelerar a transformação digital da Unimed Fesp e das singulares de todo o estado de São Paulo. Era necessário criar uma estrutura que pudesse ampliar e disseminar o fomento da inovação de forma ágil e sólida, atendendo as necessidades das cooperativas regionais e da federação.

Além de fomentar a inovação, a Unimed Fesp também buscava resolver problemas e dificuldades comuns no mercado de operadoras de seguros, como fraudes, ganho de competitividade e melhora da experiência do cliente. Apesar das dores serem resolvidas com projetos inovadores, era necessário implementar a cultura da inovação e incentivar o desenvolvimento de iniciativas.

Desenvolvimento

Para resolver esses desafios, a equipe da Vitall dividiu o trabalho em quatro pilares. O primeiro é o de inovação aberta, que promove conexões com startups e empresas do mercado para acelerar a inovação. O segundo pilar é o da cultura da inovação que contempla programas de capacitação e lives mensais.

O terceiro pilar é o da transformação digital, que consiste em parcerias estratégicas com fornecedores para viabilizar soluções tecnológicas às Unimeds. Já o quarto, e último, é o ecossistema. Seu papel é fortalecer conexões com atores externos e fomentar hubs regionais de inovação.

Segundo Lourenço, os pilares da Vitall são trabalhados simultaneamente. Com um modelo “mão na massa”, a equipe ganha conhecimento na prática: “A gente constrói e dissemina ao mesmo tempo”.

A Vitall também conta com um modelo de atuação estruturado que atende as necessidades das organizações e garante um bom direcionamento estratégico. O modelo funciona como um funil para decidir com quais organizações a parceria será realizada, e a primeira fase é a definição dos desafios de inovação aberta.

Para decidir qual a prioridade da vez, a equipe analisa as necessidades da Federação ou das Unimeds do estado de São Paulo. É nesse momento que o profissional junta as partes interessadas, busca objetivos em comum e define quais desafios serão apresentados ao mercado.

A segunda fase consiste na publicação das necessidades e na busca por startups que possam oferecer soluções vantajosas. Contatos feitos, está na hora de partir para a próxima etapa: triagem e avaliação técnica.

Após escolher as potenciais startups parceiras e analisá-las, a equipe da Vitall avança para a quarta etapa, construção de escopo e formalização contratual. Nessa fase também é desenvolvida a prova de conceito (PoC).

Nela, é estruturado um escopo mínimo para que sejam realizados testes capazes de validar, ou invalidar, uma hipótese de inovação, com base na proposta recebida. "A gente constrói uma hipótese e valida essa hipótese por meio da prova de conceito", explica Lourenço.

Caso os resultados sejam positivos, o projeto pode evoluir para diferentes caminhos: contratação da startup, co-criação de soluções, ou investimento por meio da estrutura de Corporate Venture. Já se a hipótese for refutada, os aprendizados são sistematizados e o ciclo pode reiniciar com novos testes ou com outra startup.

No início, a Vitall firmou uma parceria com a Liga Ventures. Juntas, as organizações promoveram três ciclos de aceleração entre 2019 e 2024. No entanto, atualmente, a Vitall optou por fazer um trabalho de fluxo contínuo e não necessita de uma parceria externa para realizar o programa.

Resultados

A Vitall alcançou resultados expressivos, que evidenciam a consolidação do seu modelo de atuação. Atualmente, mais de 20 parceiros estão conectados e colaboram diretamente para o fortalecimento do ecossistema de inovação em saúde cooperativista.

Além disso, a Vitall participa ativamente de investimentos em seis organizações, consolidando sua atuação como veículo estratégico de fomento à inovação. Já no campo da aceleração, nove startups foram impulsionadas por meio dos ciclos desenvolvidos em parceria com a Liga Ventures.

No campo da educação, a Vitall também avançou de forma consistente. O programa CreatiVi, voltado para a formação básica em inovação, capacitou 140 pessoas no estado de São Paulo em 2024 e tem a meta de formar mais 100 em 2025.

Próximos passos

Por ter se juntado à FespPart, a Vitall está consolidando o modelo de Corporate Venture Capital, enquanto conecta as iniciativas de inovação com as de investimento. A ideia é que a organização se torne referência de geração de valor para as outras Unimeds.

Outro projeto futuro da Vitall é desenvolver estruturas de inovação e ecossistemas locais para impulsionar o mercado da região. “A ideia é que a gente comece a criar ecossistemas regionais para considerar mais suas necessidades. Não dá para padronizar tudo”, finaliza o head de Inovação e Investimentos.

Contato

Ivisen Lourenço, head de Inovação e Investimentos - lourenco@fesppart.com.br

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