Não perca essa chance!
Foi prorrogado até o dia 22/09 o período de inscrições para o Prêmio SomosCoop Melhores do Ano, que tem o propósito de reconhecer as boas práticas das cooperativas de todo o país.
Para a categoria Inovação podem ser inscritos cases com iniciativas que promoveram mudanças no dia a dia das cooperativas, em seus processos, produtos e serviços, com resultados efetivos.
Lembrando que este ano , além do troféu, as primeiras colocadas serão contempladas com duas vagas para um intercâmbio cooperativista.
Podem participar cooperativas registradas e regulares no Sistema OCB, através do site: https://melhores.premiosomoscoop.coop.br/ .
Vai perder essa oportunidade?
O programa encerra sua segunda edição com a apresentação das soluções dos desafios propostos.
A 2ª edição do Programa Conexão com Startups, do Sistema OCB, realizou a apresentação de três soluções de desafios de cooperativas, nesta terça-feira (06/09). O evento ocorreu de forma virtual e é uma parceria entre o Sistema OCB e o Silo Hub (Hub de inovação originado da parceria entre a Embrapa e a Neo Ventures). As cooperativas Cemil (MG), Coplana (SP) e Santa Clara (RS) foram selecionadas nesta segunda edição do programa, que é voltado para inovações no Ramo Agro.
O desafio da CEMIL era prever os preços do leite longa vida (UHT) desse o início da produção até a chegada ao varejo para ter mais competitividade. A Startup UpTech aceitou o desafio e desenvolveu um sistema integrado para precificação que utiliza também Inteligência Artificial. O sistema consiste na utilização de modelos matemáticos e métodos de IA para gerar relatórios de validação e garantir a assertividade de 95% na precisão dos preços.
A Coplana buscava estimar e prever a colheita de amendoim devido a particularidade da sua cultura, tendo em vista como as vagens são formadas no inteior do solo, a percepção visual da produtividade da lavoura é dificultada. A Daedalus, startup selecionada para resolver o desafio, apresentou um APP capas de calcular a estimativa por meio do processamento de imagens registrado pelos agrônomos diretamente na plataforma. O Aplicativo identifica a imagem coletada pelo produtor e faz a contagem automática de amendoins detectando quantas das vages estão presentes na imagem, então é realizado a estimativa de sacas por hectares, por produção e até mesmo perdas para os produtores.
Como fracionar produtos de pesos e formas variadas em pedaços exatos era o desafio da Santa Clara. Para resolver esse problema, e Eixo Consultoria, startup empresa júnior de Recife, optou pelo desenvolvimento de uma máquina cortadora de queijo para fracionar os produtos. A máquina, que também utiliza inteligência artificial e lâmina ultrassônica adequada as normas regulatórias vigentes, está em fase de construção e irá proporcionar à cooperativa, além da automação do corte do queijo, a diminuição de desperdícios e perdas consideráveis que ocorrem com o processo de corte atual.
Fabíola Motta, Gerente Geral da OCB, destacou a importância dessa segunda edição do programa. “Esta edição voltada ao agro é para viabilizar desenvolvimento, aumentar a eficiência e reduzir custos. O Conexão com Startups é mais um programa que vem ao encontro do desafio de gerar R$ 1 trilhão em prosperidade e congregar 30 milhões de cooperados, em cinco anos. A inovação certamente vai nos ajudar a chegar lá”.
Com isso, a segunda edição do Conexão com Startups foi encerrada apresentando soluções inovadoras para o agro, apontando a capacidade dos projetos em atender diversas cooperativas e levar a inovação cada vez mais longe.
O Conexão com Startups
O programa buscou conectar as cooperativas com as startups por meio da resolução de problemas com soluções inovadoras. Na primeira etapa, as startups participantes conheceram os desafios e puderam se inscrever para resolvê-los. Em seguida, foi feita a triagem das startups. As selecionadas se apresentaram em formato de Pitch e as melhores soluções foram escolhidas para seguir para a fase de parceria com as coops.
Concluído o processo seletivo, foi iniciado a fase de execução do projeto piloto, que contou com um período de imersão entre startup e cooperativa, fase em que também foi firmado o contrato para prestação de serviços. Por fim, foi realizada a reunião de avaliação de resultados do piloto e possível parceria comercial.
Corra e inscreva a sua Coop!
Dia 15/09 (às 18h) será encerrado o período de inscrições para o Prêmio SomosCoop Melhores do Ano, que tem o propósito de reconhecer as boas práticas das cooperativas de todo o país.
A cada dois anos, um seleto grupo de cooperativas recebe do Sistema OCB o título de “Melhores do Ano” – um reconhecimento à criatividade, à visão e aos resultados obtidos por elas ao longo do biênio.
O Prêmio SomosCoop Melhores do Ano é uma forma de destacar as boas práticas de cooperativas que tenham proporcionado benefícios aos seus cooperados e à comunidade.
Os cases premiados podem ser replicados em outras cooperativas. Por isso, conheça um pouco mais da história da premiação e assista aos vídeos sobre as vencedoras da edição de 2020.
Para a categoria Inovação podem ser inscritos cases com iniciativas que promoveram mudanças no dia a dia das cooperativas, em seus processos, produtos e serviços, com resultados efetivos.
Exemplos: modernização de produtos e serviços; implementação de processos, métodos, técnicas e ferramentas de gestão da inovação; fomento de ambiente adequado à geração de inovações; ações que promovam ganhos de produtividade e melhores resultados financeiros, dentre outras ações com cunho inovador.
Na edição passada dezoito coops foram premiadas em seis categorias. O ranking na categoria inovação ficou assim:
- 1º lugar - Coplacana (SP): Avance Hub: O Hub de Inovação da Coplacana
- 2º lugar - Unicred União Agência Mais – A Primeira Agência Digital do Cooperativismo de Crédito Brasileiro
- 3º lugar - Lar (PR): Gestão de Ideias Lar Cooperativa
Neste ano, além do troféu, as primeiras colocadas serão contempladas com duas vagas para um intercâmbio cooperativista.
Podem participar cooperativas registradas e regulares no Sistema OCB, através do site: https://melhores.premiosomoscoop.coop.br/ .
Corra e inscreva a sua Coop!
Processo criativo em adultos se desenvolve a partir de jogos, criações artísticas e viagens
A Psicologia da Inovação foi um dos temas tratados com destaque durante a Semana de Competitividade promovida pelo Sistema OCB entre os dias 22 e 26 de agosto. A psicóloga, Fernanda Furia explanou sobre o que está por trás da capacidade de inovar. Segundo ela, “a capacidade de inovar nasce da influência familiar, das experiências da infância e do ato de brincar que, por sua vez, desenvolve habilidades para inovação”.
Ajudar as pessoas a entenderem os novos contextos de mercado é o desafio central para que comecem a inovar, segundo a psicóloga. “Criatividade é a capacidade de pensar diferente, de ter ideias originais. Inovar é procurar entender, transformar e implementar as novas ideias. O adulto traz o medo de se arriscar, o que é um ato instintivo do ser humano, basta observarmos as crianças. Há resistência à inovação é cerebral e traz com ela o medo da mudança gerando reações de fuga, paralisação ou luta”.
A psicóloga falou sobre as personalidades do brincar na fase adulta e como elas contribuem com os processos de inovação. De acordo com Fernanda, os adultos desenvolvem o processo criativo, por meio do brincar, gostando de jogos, desfrutando de novas experiências em uma viagem, em criações artísticas, em exercícios e até mesmo levando a vida com mais leveza. Para ela, as referências estão dentro do nosso banco de dados interno.
“Outro ponto a ser salientado é aceitar as mudanças, as transformações, os riscos. Ter mais autonomia para adquirir novos conhecimentos, ser curioso e investigar para além do que está sendo visto. Neste sentido, a colaboração é bastante importante para que a gente consiga resolver temas complexos e antecipar situações difíceis”, acrescentou.
A psicóloga destacou que o medo de inovar é um sentimento que acomete muitos adultos e que a nova realidade pede mais coragem, instinto humano. “A capacidade de funcionar em estado beta, que é quando um produto está em construção e é ofertado para um grupo de pessoas experimentarem e apontarem melhorias, é necessário no contexto atual. Não temos mais muito tempo de deixar tudo redondinho para lançar, então, é construir um avião no ar. Para isso, o medo dos riscos deve ser deixado de lado e uma nova mentalidade aflorar, para poder avançar e agir de um jeito mais saudável, tranquilo e menos sofrido”, pontuou.
Ainda segundo Fernanda, o movimento cooperativista está alinhado a realidade das inovações. “O modelo das cooperativas segue a tendência da colaboração, de passar pelo olhar das pessoas. Falamos muito sobre inovação em termos de ferramentas, mas deve ser observado também que o que acontece dentro das pessoas. As cooperativas são terreno fértil para esse cenário de cuidar de quem inova”.
Fernanda Furia – A mestre em Psicologia clinicou para crianças e adolescentes por 17 anos. Em 2013, passou a atuar como consultora em diversos projetos que integram as áreas de Psicologia, Inovação, Educação, Ciência do Brincar e Estudos sobre o Futuro. É a idealizadora do blog Playground da Inovação.
Lideranças de grupos com pouca representatividade têm auxiliado organizações a aumentar projeções
A fundadora e a diretora-executiva da Olabi, Gabi Augustini e Silvana Bahia, contribuíram para abertura de novas ideias sobre lideranças e diversidade dentro do cooperativismo com a palestra Diversidade é Negócio, apresentada durante a Semana de Competitividade organizada pelo Sistema OCB, entre os dias 22 e 26 de agosto. Silvana iniciou sua fala instigando os participantes com a pergunta: Por que diversidade e inclusão?
“Muita gente se sensibiliza, mas o fato é que percebemos no mundo afora que as organizações de variados portes e tipos se tornam mais fortes quando o clima organizacional conta com a diversidade em seus quadros. Faço outra indagação: As mulheres são a maioria da nossa população, mas quais posições estão ocupando? Sim, os espaços não espelham a sociedade em que vivemos. Fato é que 85% dos juízes são brancos, mesmo com 56% da população negra”, declarou, reforçando a importância de as organizações romperem o racismo estrutural que cria barreiras para a população negra.
Outro conceito estrutural presente no universo corporativo identificado por ela é o machismo. “Fica evidente quando não vemos mulheres nestes espaços. E todas as organizações que não têm ações afirmativas vão repetir as opressões sociais ocasionadas pela estrutura social”, alertou Silvana.
Segundo Gabi Augustini, “a diversidade é um guarda-chuva muito amplo. Tanto os líderes precisam levar em consideração as questões demográficas, como as pessoas precisam se ver refletidas nos produtos e serviços ofertados. O mundo está em constante transformação e inovar é necessário”. Sobre o que tem sido feito em ambientes de negócios, Gabi afirma que o ponto de partida é o diagnóstico interno da organização para entender o que é possível fazer para criar um conjunto de pactos e metas.
“O diagnóstico auxilia na criação dessas metas, mas outros indicadores podem ser formulados ao longo do processo. As ações de conscientização de gênero, racial e de outros públicos minorizados na história podem surpreender e criar oportunidades de mercado. Fizemos um processo seletivo para área de tecnologia e a vaga foi preenchida por uma pessoa da favela que levantou questões de conectividade com as quais os funcionários não estavam acostumados. Sanamos ali um problema enfrentado por muitos e que não estava no radar dos grandes centros urbanos”, reforçou Gabi.
Silvana endossou que a criação de comitês e grupos de afinidade atuam como espaços propositivos para pautar uma organização e são fundamentais para passar o conjunto de diretrizes sobre o que precisa ser feito. “Um exemplo é como as vagas são expostas. Há real convite para a pessoa integrar a organização? A intencionalidade é fundamental, pois é um saber-ação para a prática das cooperativas. Precisamos mudar nossa lente para não perdermos oportunidades”, complementou.
Elas defenderam ainda que o entendimento sobre os contextos culturais serve como chaves importantes neste processo. E, além de canais de denúncia para práticas racistas, machistas ou homofóbicas, sugeriram a criação de políticas de sanções e punições de práticas discriminatórias.
Olabi - Com oito anos de atuação, o Olabi desenvolve trabalhos nas áreas de inovação social, tecnologia e criatividade. O foco é democratizar as tecnologias por meio de conteúdos e metodologias que se espalham pelo mundo e agregam mudanças positivas na sociedade.