Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB, escreveu capítulo que versa sobre relações institucionais e conectividade no campo
A importância do cooperativismo para a inovação no setor agropecuário foi reconhecida no livro Relações Institucionais e Governamentais como Estratégia para Inovação Agropecuária produzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Tania Zanella, superintendente do Sistema OCB, contribuiu para o livro com o capítulo “Inovação é a chave: a representação política do Sistema OCB no âmbito do Poder Executivo”. O trecho discorre sobre a atuação do cooperativismo organizado e suas conquistas junto ao Legislativo, Executivo e Judiciário.
Ao todo, o livro conta com 14 capítulos divididos em duas partes. A primeira foca em aspectos conceituais e teóricos das relações institucionais e governamentais e a segunda esmiúça experiências da Embrapa nas relações institucionais e governamentais.
Cooperativismo, relações institucionais e inovação no Ramo Agropecuário
O capítulo escrito por Tania Zanella está na primeira parte da obra. A superintendente discorre sobre a experiência da área de relações institucionais e governamentais no Sistema OCB/Sescoop, sublinhando que a representação política institucional ocorre de forma conjunta e complementar nos três poderes.
É comum pensar que a maior parte da atuação das entidades de representação política se dê no Poder Legislativo, explica Tania. Contudo, o Sistema OCB tem uma visão diferente. A representação tem que ter sincronia, passando por Legislativo, Executivo e Judiciário.
“A administração pública federal, direta e indireta, tem um papel central nessa atuação. É impossível considerar a aprovação de um projeto de lei sem que um ou mais órgãos do Poder Executivo estejam entre as principais partes interessadas. Na implementação e regulamentação de políticas públicas, bem como no papel de supervisão dos setores econômicos, esse papel fica ainda mais claro”, escreve Tania, que ainda complementa:
“O Sistema OCB se especializou em defender o modelo de negócios cooperativista, fomentando iniciativas que tragam desenvolvimento para o cooperativismo brasileiro e trabalhando para impedir o avanço de políticas com impacto negativo ao nosso modelo de negócios”.
Sistema OCB e Embrapa: união em prol da inovação
Tania explica que o relacionamento com a Embrapa é um dos principais exemplos de atuação propositiva do Sistema OCB. “Realizam-se cotidianamente reuniões visando colocar o cooperativismo à disposição como ferramenta de disseminação e transferência de tecnologias desenvolvidas pelos centros de pesquisa da Embrapa”, escreve a superintendente.
A relação entre Embrapa e Sistema OCB na construção de políticas públicas para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro é um sucesso. Um estudo do Congresso Nacional mensurou que tanto o Sistema OCB quanto a Embrapa estão entre as entidades mais presentes nas audiências públicas das comissões de agricultura da Câmara e do Senado.
“O estudo evidencia, mais uma vez, que ações entre Executivo e Legislativo estão diretamente interligadas. E que o conhecimento técnico é um dos itens mais valorizados por parlamentares na construção de políticas públicas”, explica Tania.
Conectividade no meio rural
O Sistema OCB acredita que o acesso à informação é um direito básico para todos os brasileiros. Assim, a entidade se esforça para produzir informativos, boletins, notícias e outros tipos de conteúdo a fim de subsidiar informações para o ecossistema cooperativista. Mas essa é uma jornada de mão dupla.
Por outro lado, afinal, o Sistema OCB também utiliza de forma estratégica dados setoriais do movimento cooperativista. Essa atuação ajudou na criação, por exemplo, do programa Brasil Mais Cooperativo, com objetivo de fortalecer pequenas cooperativas, em regiões em desenvolvimento, por meio da intercooperação. A iniciativa nasceu de uma proposta do Sistema OCB.
“Outro exemplo dessa atuação de representação sistêmica é o nosso trabalho em relação à expansão da conectividade no meio rural”, conta Tania. Monitorando o Diário Oficial da União (DOU), o Sistema OCB mapeou e a formalização do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o então Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
O acordo visa promover ações de expansão da internet no campo e a aquisição de tecnologias e serviços inovadores no ambiente rural. Com isso, “o Sistema OCB solicitou reuniões com esses atores, com o objetivo de expor como as cooperativas poderiam dar capilaridade às políticas públicas de expansão da conectividade rural, obtendo reconhecimento dos técnicos do governo sobre a importância de incluir o cooperativismo como ator relevante no tema”.
“Por meio da participação do Sistema OCB no Conselho Gestor da Câmara Agro 4.0, foi possível auxiliar o Executivo na priorização das ações mais relevantes para o desenvolvimento do tema”, segue a superintendente. Os laços gerados a partir de então ampliaram a atuação da entidade com outros atores importantes na conectividade, como a Anatel.
Conclusão: relações com a Embrapa e perspectivas para o futuro do cooperativismo agropecuário
“O futuro das relações governamentais com o Executivo revela perspectivas bastante positivas”, escreve a otimista Tania Zanella. O Sistema OCB automatizou a leitura do DOU e agora a meta é profissionalizar a defesa dos programas e políticas públicas estratégicas para o cooperativismo no orçamento da União.
“Em tempos de cobertores curtos, é cada vez mais estratégico o trabalho preventivo do Sistema OCB na defesa de recursos e da estrutura de políticas públicas cruciais para o cooperativismo brasileiro, entre as quais, a pesquisa agropecuária está na pauta de prioridades”.
A superintendente conclui defendendo a busca por um coop mais inovador. “Por fim, fica como mensagem final a necessidade contínua de busca por inovação nessa área”, argumenta. Nesse sentido, a relação com a Embrapa é bastante frutífera. “A Embrapa ensina, sempre, que o futuro está no conhecimento e na inovação. E é esse o horizonte que se pretende continuar trilhando”.
Conheça o novo produto para as cooperativas regulares que pretendem captar recursos para ações direcionadas à inovação e a aplicação de estratégias ESG
A iniciativa já está disponível , aqui no InovaCoop, e ensina os caminhos para que a cooperativa acesse da melhor maneira a Lei do Bem - Lei de Incentivo fiscal para empresas que investem em tecnologia (11.196/05); o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e outros agentes de apoio às iniciativas inovadoras, ampliando a capacidade de execução de projetos para gerar mais resultados com menor custo.
Segundo o gerente do Núcleo de Inteligência e Inovação, Guilherme Costa, mais de 70% dos gastos em iniciativas inovadoras no Brasil são feitos exclusivamente com recursos próprios e o painel significa uma chance de redução de custos ao utilizar instrumentos já disponíveis para tirar as boas ideias do papel.
“O Radar facilita a visualização de um mundo de oportunidades quando se pensa em financiamento e fomento a projetos de inovação. Este é o primeiro passo para adotar estratégias de captação de recursos para ações inovadoras e sustentáveis que são tão essenciais para impulsionar a competitividade das cooperativas nos mais variados ramos”, explicou o gerente.
Um tutorial detalhando como utilizar as informações do painel também já está disponível aqui, no InovaCoop. O Radar de Financiamento está dividido em três funcionalidades principais: conhecimento das modalidades de financiamento e fomento; acompanhamento do número de instrumentos disponíveis em um BI – painel demonstrativo; e detalhes de cada oportunidade divulgada pelos investidores, fundos e órgãos de fomento.
Além disso, para quem quiser se aprofundar ainda mais, o Sistema OCB disponibilizará, em breve curso em EAD na plataforma Capacitacoop, no qual serão explicados os principais conceitos, tipos de apoio, elegibilidade, classificações, órgãos de fomento, entre outros.
Fique atento!
A aprendizagem também passa por um processo de modernização para se tornar mais engajada e inovadora
Estamos em constante evolução, seja em tecnologia, ciência, negócios, sustentabilidade, entre outros. Por isso, é extremamente importante modernizar as maneiras de aprendizado. E, para acompanhar todo esse desenvolvimento, a inovação é uma peça fundamental.
No entanto, muitas vezes, a busca pela inovação é limitada pela falta de conhecimento, escassez de recursos ou até mesmo pela ausência de uma mentalidade aberta para absorver novas ideias. Nesse contexto, o design de experiências de aprendizagem emerge como uma abordagem poderosa para disseminar a inovação de forma eficaz e sustentável.
Ao criar experiências envolventes e imersivas, o design de aprendizagem proporciona um ambiente propício para o desenvolvimento de habilidades, a geração de novas ideias e a colaboração entre os membros da equipe.
Neste artigo, vamos explorar como essa metodologia pode ser utilizada como uma ferramenta estratégica para promover a inovação e impulsionar o sucesso das cooperativas. Aproveite a leitura!
O que é design de experiências de aprendizagem?
O design de experiências de aprendizagem é uma abordagem pedagógica que tem o intuito de criar ambientes e atividades de aprendizagem que sejam, além de envolventes, assertivas. O método se baseia na ideia de que a aprendizagem é mais efetiva quando o indivíduo está ativamente envolvido no processo, desde a exploração até a prática.
Nesse sentido, o design de experiências envolve o planejamento cuidadoso de atividades e recursos que estimulem essa participação ativa. Isso inclui a seleção de métodos de ensino, materiais didáticos, recursos tecnológicos e estratégias de avaliação que sejam adequados aos objetivos educacionais.
Uma das principais características desta abordagem é a personalização. Cada indivíduo é único e possui diferentes estilos de aprendizagem e interesses. Portanto, o design de experiências de aprendizagem busca adaptar as atividades e recursos de acordo com as características individuais de cada pessoa, promovendo um ensino mais significativo e relevante.
Além disso, o método valoriza a interatividade e a colaboração entre as pessoas, incentivando a realização de atividades em equipe, discussões, projetos colaborativos e troca de conhecimentos. Dessa forma, é possível construir seu próprio conhecimento e desenvolver habilidades de trabalho em equipe, comunicação e pensamento crítico.
Pilares do design de experiências de aprendizagem
Para uma experiência de aprendizagem completa, que leve em consideração as formas de adquirir conhecimento, é necessário considerar alguns pilares. Saiba mais sobre eles:
- Metodologia de conteúdo: planejamento e organização do conteúdo de forma clara e relevante para a aprendizagem.
- Metodologia da forma: criação de uma estrutura visualmente atraente e intuitiva que facilite a compreensão e interação do usuário. De que forma o aluno ou colaborador absorve o conteúdo, afinal?
- Metodologia emocional: neste pilar é necessário analisar como os alunos reagem a estímulos emocionais e incorporar elementos que despertem emoções positivas. Com isso, é possível motivar e engajar o aprendiz.
- Metodologia estrutural: como o nome já diz, a metodologia estrutural refere-se à estrutura de aprendizagem. É preciso definir uma sequência lógica e coerente de atividades e recursos para otimizar o processo de aprendizagem.
6 passos essenciais para um design de aprendizagem de sucesso
Para implantar o design de experiências e aprendizagem na sua cooperativa é necessário seguir alguns passos essenciais. Confira, então, quais são as seis etapas dessa jornada:
- Definir os objetivos: estabeleça metas de aprendizagem específicas e mensuráveis que direcionem o design do processo de ensino e aprendizagem.
- Conhecer seu público-alvo: compreenda as características, necessidades e preferências dos indivíduos para adaptar as experiências de aprendizagem de acordo com seus atributos específicos.
- Selecionar métodos e recursos adequados: escolha estratégias de ensino, materiais didáticos e recursos tecnológicos que sejam apropriados para alcançar os objetivos de aprendizagem e engajar a equipe.
- Promover a interatividade: crie oportunidades para a participação ativa dos participantes por meio de atividades práticas, discussões, jogos, simulações ou projetos colaborativos.
- Avaliar o aprendizado: desenvolva estratégias de avaliação que permitam monitorar o progresso dos alunos e identificar áreas de melhoria, garantindo a eficácia das experiências de aprendizagem.
- Iterar e aprimorar continuamente: analise os resultados obtidos, colete feedback e faça ajustes no design das experiências de aprendizagem com base nesses dados, buscando sempre aprimorar a efetividade do processo educacional.
A inovação com o design de experiências de aprendizagem na prática
Como vimos, o design de experiências de aprendizagem é uma abordagem inovadora, estruturada e cuidadosamente planejada para promover a efetividade do processo educacional.
Mas, antes de embarcar nessa jornada, é essencial estabelecer uma base sólida por meio de um processo de implementação bem definido. Esse processo compreende várias etapas interligadas, cada uma delas desempenhando um papel crucial na criação de experiências de aprendizagem significativas e envolventes.
1. Questionamento
O processo de implementação do design de experiências de aprendizagem começa com uma fase de questionamento. Nessa etapa, é importante identificar e compreender os objetivos de aprendizagem desejados, bem como as necessidades e características dos alunos.
2. Pesquisa
A fase de pesquisa é fundamental para coletar informações relevantes que ajudarão a embasar o design da experiência de aprendizagem. Isso inclui, por exemplo, investigar tópicos relacionados ao conteúdo do curso, estudar abordagens pedagógicas eficazes e analisar as melhores práticas do setor. A pesquisa fornece uma base sólida para a criação de um design eficaz.
3. Design
Uma vez que as informações necessárias tenham sido reunidas, a etapa de design pode começar. Nessa fase, o designer de experiências cria um plano estruturado para a experiência educacional.
Isso envolve determinar o formato da experiência (por exemplo: aulas presenciais, aprendizado online), organizar o conteúdo de forma lógica e estabelecer atividades e recursos adequados para promover a aprendizagem.
4. Desenvolvimento
Na fase de desenvolvimento, o design conceitual é transformado em realidade. É nessa etapa que os materiais e recursos educacionais são criados, como apresentações, vídeos, materiais de leitura, atividades práticas, avaliações, entre outros.
O desenvolvimento também pode envolver a escolha e personalização de plataformas de aprendizagem, sistemas de gerenciamento de conteúdo ou outras ferramentas tecnológicas necessárias para a experiência de aprendizagem.
5. Teste
Após o desenvolvimento, é importante realizar testes para verificar se a experiência de aprendizagem atende aos requisitos estabelecidos e se alcança os objetivos desejados.
Os testes podem ser conduzidos com um grupo piloto de alunos ou com colegas educadores, com o objetivo de identificar possíveis falhas, avaliar a eficácia do design e fazer ajustes necessários antes do lançamento oficial.
6. Lançamento
A última etapa é o lançamento da experiência de aprendizagem. Isso envolve disponibilizar o conteúdo e os recursos aos alunos, seja por meio de uma plataforma online, sala de aula física ou outro ambiente de aprendizagem.
Durante essa fase, é importante fornecer orientações claras aos alunos sobre como acessar e utilizar os materiais educacionais. Além disso, é crucial estar disponível para fornecer suporte contínuo, tirar dúvidas e acompanhar seu progresso durante a experiência.
Ainda vale ressaltar que esse processo de implementação pode ser iterativo. Ou seja, ele pode exigir ajustes e refinamentos ao longo do tempo com base no feedback dos alunos e na avaliação contínua dos resultados. Portanto, a melhoria contínua é uma parte essencial do design de experiências de aprendizagem eficazes.
Conclusão
Em suma, o design de experiências de aprendizagem é uma abordagem inovadora que busca revolucionar a forma como adquirimos conhecimento e promover a disseminação da inovação.
Ao adotar o método, as cooperativas podem promover a inovação, modernizar a forma como adquirem conhecimento e garantir o sucesso em um mundo em constante evolução.
Outra metodologia extremamente importante e que pode contribuir para o sucesso do seu negócio é o Design Thinking, uma abordagem que visa resolver problemas complexos, sempre focado nas pessoas.
Quer saber mais sobre o assunto? Aqui no InovaCoop temos uma trilha online sobre Design Thinking. Nela, você aprenderá: o que é e como aplicar o design thinking; buscar soluções mais centrada nas pessoas e resolver problemas de forma colaborativa.
A facilitação impulsiona a inovação, a cooperação e o trabalho em equipe. Entenda aqui como ela funciona na prática!
Imagine uma situação em que você terá que gerir uma equipe composta por pessoas de gerações diferentes e com perfil multicultural. Ou então aquelas reuniões demoradas e pouco efetivas, das quais poucos participam enquanto a maioria se distrai no celular. Como você faria todo mundo se comunicar, construir a partir da ideia do outro? Como você conduziria esse grupo? É nesse cenário que a facilitação para inovação se mostra uma ferramenta poderosa.
Profissionais e organizações estão cada vez mais conscientes da necessidade de se adaptarem e adquirirem conhecimento para atender às exigências do mercado. Isso, afinal, incentiva práticas como a inovação e a colaboração na criação de valor.
Mas como fazer isso de uma forma inteligente e eficiente? Descubra como o conceito de facilitação pode contribuir de maneira positiva, nos processos de criação, inovação e colaboração na sua cooperativa!
O que é facilitação?
A facilitação é uma prática que tem ganhado destaque no ambiente corporativo e cooperativo. O termo não possui uma definição exata, já que existem diversas visões, percepções sobre o conceito.
Mas, em resumo, a facilitação se trata de um processo que tem como objetivo tornar as atividades e interações mais eficientes, produtivas e colaborativas.
No contexto de negócios, a facilitação envolve a criação de um ambiente propício para o aprendizado, a troca de ideias e a tomada de decisões. É um processo participativo que visa, acima de tudo, orientar e apoiar um grupo de pessoas que têm algum objetivo em comum.
Qual é o papel do facilitador?
O papel do facilitador é atuar como uma espécie de guia, proporcionando suporte e estrutura para que os cooperados possam explorar temas, contribuir para a solução de problemas e atingir os objetivos.
Um bom facilitador é capaz de criar um ambiente seguro e inclusivo, onde as ideias são valorizadas, as diferenças são respeitadas e a colaboração é incentivada. Para isso, ele pode utilizar diversas técnicas e metodologias para engajar os participantes, como dinâmicas de grupo, brainstorming, gamificação, design thinking, entre outras.
Esse profissional deve ter a capacidade de sustentar boas perguntas, a fim de atingir os resultados esperados; organizar e conduzir reuniões, de maneira que o tempo seja melhor aproveitado e, impactar de maneira estratégica toda a sua cooperativa, trazendo mais sinergia, comunicação, colaboração e propósito para todos.
Além disso, o facilitador desempenha uma função essencial no design de experiências de aprendizagem. Sua responsabilidade envolve o planejamento e a organização de atividades e recursos que estimulem os cooperados a explorarem o conteúdo de forma interativa e significativa. Tem, ainda, o objetivo de fomentar o engajamento, a reflexão e a aplicação prática do conhecimento adquirido.
Facilitação para inovação
Cada etapa desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de ideias criativas e na implementação de soluções inovadoras. Vamos explorar cada uma delas:
1. Descoberta
A primeira etapa envolve a exploração e compreensão do contexto, desafios e oportunidades. É o momento de realizar pesquisas, coletar dados relevantes, ouvir os stakeholders e identificar as necessidades dos clientes. Por meio da descoberta, é possível obter insights valiosos que servirão de base para o processo de inovação.
2. Interpretação
Na etapa de interpretação, os dados e informações coletados na etapa anterior são analisados e interpretados. O facilitador ajuda a identificar padrões, tendências e lacunas que podem gerar oportunidades de inovação. Essa análise permite uma compreensão mais profunda dos desafios e direciona a criação de soluções criativas.
3. Ideação
Na etapa de ideação, o foco é gerar o maior número possível de ideias. O facilitador utiliza técnicas e ferramentas de estímulo à criatividade para promover uma atmosfera de colaboração e encorajar a participação de todos os envolvidos. Com isso, é possível incentivar a geração de ideias e ampliar as possibilidades de soluções inovadoras.
4. Experimentação e prototipagem
Após a fase de ideação, é hora de transformar as melhores ideias em ações concretas. Nesta etapa, o facilitador auxilia na criação de protótipos (prototipagem) e experimentos para testar as soluções propostas. O intuito é obter feedbacks rápidos e iterar o processo, refinando as ideias com base nas aprendizagens.
5. Teste e feedback
A última etapa envolve a implementação das soluções escolhidas após a experimentação. O facilitador apoia a realização de testes pilotos, coleta os feedbacks dos usuários e analisa os resultados. Com base nessas informações, ajustes e melhorias são realizados antes da implantação final.
Facilitação na prática: o Experience Learning
Agora que já discorremos sobre a facilitação na teoria, chegou o momento de falarmos sobre a facilitação na prática. Esse processo busca promover a aprendizagem por meio de experiências que sejam significativas e envolventes.
Para isso, utilizamos o chamado "Experience Learning". Ele envolve a criação de atividades interativas e imersivas, permitindo aos participantes vivenciar e aplicar o conhecimento de forma prática.
Essa abordagem vai além da simples transmissão de informações e proporciona um ambiente de aprendizagem dinâmico e participativo. Ao adotar o Experience Learning, os facilitadores têm a oportunidade de engajar os participantes de maneira mais profunda, estimulando a reflexão, o diálogo e a colaboração.
Isso permite uma aprendizagem mais significativa, uma vez que os participantes têm a chance de experimentar, errar, aprender com os erros e encontrar soluções inovadoras para os desafios propostos.
Como superar a resistência dos que estão sendo facilitados?
Superar a resistência dos participantes é um desafio comum na facilitação. Alguns colaboradores podem se sentir desconfortáveis com a ideia de expressar suas opiniões ou participar ativamente das atividades propostas.
No entanto, existem estratégias que os facilitadores podem adotar para minimizar essa resistência. Confira algumas delas:
- Crie um ambiente seguro e acolhedor: é importante estabelecer um ambiente de confiança, onde os participantes se sintam à vontade para compartilhar suas ideias e perspectivas. O respeito mútuo e a valorização das contribuições individuais são fundamentais para superar a resistência.
- Estimule a participação ativa: incentive os participantes a se envolverem ativamente nas atividades, por meio de perguntas abertas, dinâmicas de grupo e exercícios práticos. Isso os ajuda a se conectar com o conteúdo e a se sentir parte do processo de aprendizagem.
- Demonstre o valor da facilitação: explique os benefícios da facilitação e como ela pode contribuir para o desenvolvimento individual e coletivo. Mostre exemplos de casos de sucesso e histórias inspiradoras que demonstrem os resultados positivos obtidos por meio da facilitação.
- Adapte-se às necessidades dos participantes: reconheça e respeite as diferenças individuais, adaptando as atividades e abordagens de facilitação de acordo com as necessidades e preferências dos participantes. Isso ajuda a promover a sensação de pertencimento e reduzir a resistência.
- Dicas e boas práticas na facilitação para inovação
- Para facilitar a inovação, é importante adotar algumas dicas e boas práticas que estimulem a criatividade e a colaboração. Acompanhe algumas sugestões:
- Estabeleça um ambiente criativo: Crie um espaço físico e emocional propício à criatividade, com recursos visuais, materiais de prototipagem, espaços para brainstorming e estímulo à troca de ideias.
- Promova a diversidade de perspectivas: Incentive a participação de pessoas com diferentes experiências, habilidades e conhecimentos. Isso traz uma variedade de perspectivas e enriquece o processo de inovação.
- Utilize técnicas de pensamento criativo: Explore técnicas como o brainstorming, o pensamento lateral, e o design thinking. Essas metodologias ajudam a estimular a geração de ideias e a pensar de forma não convencional.
- Encoraje o feedback construtivo: Crie um ambiente onde o feedback seja valorizado e encorajado. Isso ajuda a aprimorar as ideias e a promover a colaboração entre os participantes.
- Promova a experimentação: Incentive a prototipagem e a realização de testes para validar as ideias geradas. A experimentação permite aprender com os erros, iterar e aperfeiçoar as soluções propostas.
Técnicas de facilitação
Existem diversas ferramentas de facilitação que podem contribuir para o processo de inovação.
Cada uma dessas ferramentas pode ser utilizada respeitando cada etapa do processo de facilitação, desde a fase de descoberta até a sua implantação de fato. Entre elas podemos citar:
Grupos focais
Um grupo focal é uma técnica de pesquisa qualitativa que reúne um pequeno grupo de pessoas com características específicas para discutir um tema em profundidade. Com isso, proporciona insights e opiniões detalhadas sobre o assunto em questão.
Esses participantes são encorajados a compartilhar suas experiências, percepções, atitudes e opiniões em relação ao assunto em questão, enquanto o facilitador do grupo direciona a discussão e mantém o foco no tema central.
Shadowing
O shadowing é um método de pesquisa qualitativa onde o pesquisador acompanha o usuário na utilização de um produto ou serviço, a fim de identificar melhorias.
Essa ferramenta proporciona a obtenção de informações mais confiáveis sobre o comportamento dos usuários, tendo em vista que é realizada por meio da observação dos usuários e não na descrição dos acontecimentos.
Brainstorming individual
O brainstorming (tempestade mental) é o processo de pensar e gerar de idéias livremente, sugerindo possibilidades, alternativas e desenvolvendo novas abordagens. Em suma, é uma forma de tirar as amarras da criatividade, em que ideias podem ser expostas sem julgamentos.
Normalmente, o brainstorming é um processo coletivo. Mas um brainstorming individual, onde as pessoas desenvolvem seus pensamentos antes de uma conversa em grupo, ajuda a tornar as reuniões mais assertivas e com a apresentação de ideias mais bem formatadas.
Outras possíveis ferramentas são dinâmicas de conversa, exercícios de feedback, dinâmicas de diálogo para apresentação de resultados, e processos de reflexão. Confira diversas outras ferramentas clicando neste link.
Os pilares da facilitação para inovação
Como vimos, a facilitação é uma abordagem essencial para promover a participação ativa, a colaboração e a inovação. E esse processo tem como guia quatro pilares - são eles:
- Guiar pessoas: o facilitador orienta e direciona os participantes, estabelecendo metas e objetivos claros, para ajudar os indivíduos a alcançarem o seu melhor desempenho.
- Criar conexões: o processo de facilitação cria conexões entre as pessoas, promovendo a comunicação e a colaboração.
- Observar e intervir: o facilitador está constantemente observando o grupo e identificando oportunidades de intervenção, percebendo o progresso e as necessidades individuais dos participantes.
- Consenso ou consentimento: o objetivo final da facilitação é buscar consenso ou consentimento entre os participantes, garantindo que todas as vozes sejam ouvidas e respeitadas.
Quem pode ser facilitador?
Toda pessoa que esteja disposta a ser o fio condutor dentro de uma equipe, com o objetivo de alinhar os participantes e, assim, aproveitar o que cada um tem de melhor a oferecer para o todo. Ao contrário do que alguns podem pensar, facilitação não é um assunto trivial.
Essa arte tem a força de potencializar talentos individuais e construir conquistas coletivas, para assim atingir o sucesso desejado por todos. Dentre muitas outras coisas, você deverá estar preparado para:
- Sustentar boas perguntas, para assim atingir os resultados desejados;
- Organizar e conduzir reuniões, sempre buscando aproveitar o tempo da melhor forma possível;
- Desenvolver as competências necessárias para compreender e exercer a essência da facilitação;
- Impactar de maneira estratégica e positiva toda a sua organização, trazendo mais sinergia, comunicação, colaboração e propósito para todos.
14 passos para implementar habilidades de facilitação no dia a dia
Implementar habilidades de facilitação pode ser desafiador. Por isso, confira essas 14 técnicas para impulsionar esse processo!
- Mantenha as expectativas alinhadas: é papel do facilitador entender e respeitar o propósito da cooperativa, a fim de que todos os envolvidos estejam na mesma sintonia.
- Envolva as pessoas: assim, o grupo se mantém ativo. Estimular a participação é fundamental.
- Improvise, mas sem perder o foco: a criatividade deve ser encorajada - no entanto, sem perder o propósito principal de vista.
- Não seja sabichão: o facilitador não deve bancar o expert e se colocar acima das outras pessoas. A facilitação é uma via de mão dupla em que todos aprendem.
- A visão é coletiva: o facilitador não deve agir como um mestre, uma vez que a visão do grupo é mais importante do que a opinião do facilitador.
- Não faça julgamentos precipitados: o julgamento precoce é o reflexo de querer solucionar o problema de forma rápida, mas muitos acabam confundindo agilidade com pressa.
- Mantenha a calma: o facilitador precisa ser uma pessoa serena, empática e humilde para criar um ambiente de harmonia.
- Saiba se expressar: o facilitador deve se comunicar com clareza, mas sem abrir mão de sua individualidade.
- Pratique a escuta ativa: ouvir as pessoas com interesse genuíno e prestando atenção aos detalhes é essencial na facilitação.
- Aprecie o silêncio: o facilitador não precisa ter todas as soluções nem responder todas as perguntas, mesmo quando ninguém mais tem uma resposta.
- Respeite o ritmo coletivo: não adianta o facilitador tentar impor o seu próprio ritmo ao processo. Ele deve, portanto, entender a velocidade do grupo.
- Faça mediação dos conflitos: se estiver sintonizado com o grupo, o facilitador vai conseguir identificar possíveis desentendimentos antes que eles estourem. Sua função é mediar e usar bom senso.
- Troque as dinâmicas: o ideal é conhecer diversas dinâmicas e adaptá-las conforme a situação e o perfil do grupo.
- Pratique: o facilitador não deve ficar decepcionado se o resultado não for o que esperava. Um bom facilitador é formado por meio da prática, afinal. Ninguém nasce sabendo tudo.
Conclusão
Em suma, a facilitação para inovação é uma abordagem que visa a otimizar o processo de aprendizagem e colaboração, proporcionando uma experiência enriquecedora para os participantes. Uma vez que o grupo é protagonista desse processo, os profissionais se sentem automaticamente donos e o engajamento do grupo aumenta sensivelmente.
O papel do facilitador é essencial nesse processo, atuando como um guia experiente e habilidoso. Com o design adequado das experiências de aprendizagem, é possível potencializar o desenvolvimento de habilidades, o compartilhamento de conhecimento e a conquista de resultados significativos para sua cooperativa.
As boas ideias, as grandes inovações, os maiores avanços das organizações têm dois pontos em comum: surgem das pessoas e são potencializadas pelas relações entre elas. E no centro dessas trocas de conhecimento está a figura do facilitador.
Quer saber como introduzir esse conceito na sua equipe? Acesse o curso “Facilitação de Times” e saiba mais sobre o assunto.
A mentalidade de aprendizado contínuo pode mudar sua vida e seu desempenho profissional. Descubra as razões para se tornar lifelong learner!
Qual é o nível de conhecimento que você deve ter para se tornar um expert em alguma coisa? Quando devemos entender que já sabemos o suficiente para não precisarmos mais nos preocupar com aprender algo? Para a cultura lifelong learning, a resposta é “nunca”.
Este tema envolve, literalmente, “aprender a aprender”. Afinal, é necessário criar hábitos para que possamos seguir nos qualificando e nos aprofundando em temas, mesmo enquanto nossa carreira progride.
Independente da área em que você atua, certamente existe algum tema em que você pode se desenvolver, seja uma teoria, uma ferramenta, uma qualidade socioemocional ou um método de trabalho.
É comum ver profissionais que, por acharem que já estão em um nível muito alto de conhecimento, acabam tendo seus pensamentos ultrapassados pela evolução do mercado. Hoje, já conhecemos técnicas para evitar isso e para nos abrirmos para o futuro. É o lifelong learning, que iremos apresentar e discutir neste artigo. Boa leitura!
O que é lifelong learning
A Capela Sistina demorou quatro anos para ser pintada por Michelangelo. A Catedral de Notre Dame, em Paris, levou cerca de 200 anos para ter sua obra finalizada. Já A Grande Muralha da China levou aproximadamente 2.000 anos para ficar pronta.
Esses exemplos não servem para te assustar ou dar a ideia de que você nunca vai conseguir criar algo tão grande. Mas essa informação serve para entendermos como o tempo pode enriquecer qualquer produção.
É justamente isso que o lifelong learning representa. Trata-se, portanto, de um modelo que enxerga o aprendizado como algo constante, definitivo e que não deve se limitar ao que é aprendido em sala de aula. É preciso investir em cursos, vivências, debates e tudo que pode aumentar seu conhecimento.
Benefícios do lifelong learning
Há dezenas de benefícios do uso do lifelong learning na sua cooperativa. Entre eles, o mais destacado é o aumento do potencial e da capacidade técnica do seu time, aumentando assim a produtividade, a inovação e, consequentemente, a competitividade da sua coop!
Há também o rompimento da barreira das hard skills (habilidades mais objetivas e condizentes com a profissão) e das soft skills (características humanas, de relacionamento e de autoconhecimento).
Você se considera uma pessoa criativa e inovadora? Se não, saiba que o lifelong learning também pode te ajudar a alcançar essas skills. Acontece que, à medida que você navega por mais disciplinas diferentes, sua bagagem de referências aumenta.
Quer alguns exemplos? Aprender mais sobre uma ferramenta de automação vai permitir que você otimize processos e seja mais eficiente nas tarefas. Desenvolver sua inteligência emocional pode melhorar suas relações com o time. Se você se aventurar em conhecimentos de áreas diferentes, ainda terá como vantagem poder se comunicar melhor com profissionais de outros departamentos.
Quanto mais estudo, maior é a confiança dos seus colaboradores e maiores são as chances de que eles tomem decisões concisas, conscientes e benéficas para todas as partes envolvidas.
Pilares do Lifelong Learning
Os quatro pilares do aprendizado ao longo da vida foram estabelecidos pela Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI da Unesco. Eles são, então:
- Aprender a conhecer: tem a ver com a capacidade de aprender, compreender, desenvolver habilidades de pensamento crítico e análise. Trata-se de, com isso, de seguir procurando o conhecimento constantemente, entendendo o valor das pesquisas e aplicando as melhores soluções para cada contexto.
- Aprender a fazer: é claro que não devemos nos limitar à parte teórica. Em algum ponto, é necessário respirar fundo e colocar os conceitos absorvidos em prática, sem medo de errar. Estágios, programas de incentivo e experimentos internos são excelentes caminhos para fazer isso sem tantos riscos.
- Aprender a conviver: você se lembra do que falamos sobre as soft skills? É aqui que elas ganham ainda mais força. Não adianta você ser um expert no assunto se não for capaz de transmitir suas ideias com empatia e clareza, afinal. O desenvolvimento de habilidades humanas vem sendo cada vez mais relevante nos setores de RH das cooperativas. Com uma frequência maior, os profissionais humanizados conseguem se destacar perante a concorrência.
- Aprender a ser: e se você pudesse reunir absolutamente tudo o que aprendeu durante a vida para criar uma versão muito mais completa de si mesmo? Isso envolve aspectos cognitivos, emocionais, éticos e até estéticos. Tem a ver, ainda, com a compreensão da própria identidade e o aumento da autorreflexão.
Caminhos para implantar o lifelong learning na sua cooperativa
O acolhimento do lifelong learning não acontece de um dia para o outro. Para que esse conceito se torne definitivo na sua cooperativa, é preciso introduzi-lo à sua cultura de gestão, abraçando todos os processos que o envolvem.
Aqui vão algumas dicas para que você consiga implementar o lifelong learning na sua cooperativa de forma natural e eficiente, confira!
Identificar necessidades de aprendizagem
Vamos supor que a sua cooperativa seja de crédito. Nesse caso, é evidente que a sua equipe vai precisar de conhecimentos de áreas exatas com muito mais frequência, bem como de tópicos que envolvem a legislação brasileira e a regulamentação dos serviços financeiros.
Certas coisas simplesmente fazem sentido. Mas ainda assim, pode ser que esse quadro de colaboradores precise também de um curso sobre atendimento ao cliente, caso algum indicador seu esteja um pouco negativo.
O ideal, dessa forma, é mergulhar na cultura da sua cooperativa, analisar dados com atenção e entender quais são os aprendizados que podem beneficiar a sua rotina na prática.
Definir objetivos
Se você faz um curso de confeitaria, provavelmente quer melhorar seus bolos. Com o lifelong learning, também é importante ter objetivos claros em mente. Seguindo o exemplo do tópico anterior, é possível ter uma boa visão disso.
Se os seus indicadores de atendimento ao cliente estão baixos, você pode oferecer alguns cursos na área, como o de Customer Support, do ConexãoCoop. A sua meta pode ser aumentar em 10% essa medição dentro de um ano, ou qualificar alguns líderes para gerenciarem esse setor.
Proporcionar educação corporativa - e cooperativa
A sua cooperativa, no entanto, não precisa ser da área da educação para proporcionar aprendizados dentro dela. Você pode criar programas de treinamento, de capacitação, de estágio e até mesmo de formação de líderes sem precisar revolucionar o seu sistema.
Isso vai fidelizar sua equipe, diminuindo a rotatividade de colaboradores e trazendo mais confiança para cada um dos profissionais.
Integrar a aprendizagem ao fluxo de trabalho
Você quer que todos ao seu redor aprendam, evidentemente. Mas você também não pode deixar que esse foco prejudique o bom trabalho que já vem sendo feito na sua gestão. É para isso que existe o processo de integração de aprendizagem ao fluxo de trabalho.
Adaptar horários, flexibilizar responsabilidades de indivíduos que estejam focando no conhecimento e unir grupos para que eles se ajudem são ótimas maneiras de continuar com a produção firme e andando de mãos dadas com o conhecimento.
Executar a inovação aberta
Você se lembra de quando, ainda no período da escola, os professores promoviam aulas abertas com debates? Em um ambiente de cooperativismo, é difícil fazer isso, dado que os ambientes são maiores e as pessoas estão em momentos diferentes.
Mas isso não quer dizer que o pessoal não possa interagir e compartilhar conhecimento. Sempre que possível, organize rodas de conversa, painéis abertos e debates para que todos possam dividir o que estão aprendendo.
Essa é a premissa por trás da inovação aberta, capaz de proporcionar trocas de ideias, tecnologias e, assim, gerar conexões inovadoras. Confira, por exemplo, o nosso guia prático Inovação aberta: como se relacionar com startups!
Como tornar o aprendizado uma parte natural da rotina
O aprendizado contínuo deve estar integrado ao cotidiano para que possa ser mais efetivo. Assim sendo, reunimos algumas dicas para você se aderir ao lifelong learning no dia a dia, veja!
- Se habitue a ler livros e blogs da sua área e de outras;
- Acompanhe perfis em redes sociais que trazem pílulas de conhecimento;
- Coloque documentários sobre temas variados na sua lista de filmes;
- Aproveite momentos de deslocamento para ouvir um podcast;
- Crie metas de desenvolvimento;
- Aposte em cursos rápidos e focados;
- Não se esqueça de desenvolver também as soft skills;
- Participe de eventos;
- Navegue por outras áreas de conhecimento;
- Encontre formas de tornar o aprendizado ativo e prático.
Conclusão: o lifelong learning cooperativista
Existem muitas definições para o conhecimento. Para Sócrates, “o verdadeiro conhecimento vem em reconhecer a própria ignorância". Já para René Descartes, “o conhecimento é uma crença verdadeira e justificada". Então, ative sua curiosidade e explore. Você vai descobrir que há sempre muito mais a aprender e que todo conhecimento absorvido vai estimular sua mente para uma atuação relevante e multidisciplinar na sua cooperativa.
Há, portanto, diversas formas de pensar nesse assunto, mas uma coisa é sempre igual: o lifelong learning vai muito além de um pensamento para organizações. Ele é um conceito que deve ser levado por todos, durante toda a vida.
Os profissionais do futuro não são os que nunca erram ou os que sabem de tudo. Eles são adaptáveis, flexíveis, humanos, aprendem com os erros e criam soluções a partir de dificuldades. Na inovação, isso é ainda mais importante.
É preciso estar preparado para os desafios que vão surgir e ter um olhar treinado para identificar oportunidades onde os outros não enxergam. Para isso, é necessário estudar, afinal, a inovação e conhecimento são jornadas infinitas!
Mais do que importante, o aprendizado contínuo é essencial para profissionais do futuro. Ao estar confortável com o fato de continuar aprendendo ao longo da vida, você terá a chave para encarar as instabilidades do cenário atual e se adaptar às mudanças que ainda estão por vir.
A nossa dica é: na dúvida, aprenda. Mas faça isso com pessoas que possuem valores alinhados aos seus, que entendem a importância da ética e da colaboração. Um ótimo lugar para fazer isso é o InovaCoop. Confira os nossos cursos online e gratuitos para ficar sempre atualizado e cada vez mais completo para encarar a jornada de inovação cooperativista!