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Business Model Canvas

O que é

Business Model Canvas é uma ferramenta estratégica e visual que ajuda a organizar e entender os principais elementos de um modelo de negócios. Ela é amplamente utilizada para criar, descrever, ou inovar modelos de negócios, permitindo uma visão integrada dos segmentos de clientes, proposta de valor, canais, receitas, custos e atividades principais.

Como usar

  1. Defina os Segmentos de Clientes: Identifique os públicos-alvo que sua organização pretende atingir.

  2. Estabeleça a Proposta de Valor: Determine como sua organização resolve problemas ou atende às necessidades de seus clientes.

  3. Mapeie os Canais: Identifique os meios pelos quais sua organização entrega valor aos clientes.

  4. Identifique Relacionamentos: Descreva como sua organização interage e se comunica com seus clientes.

  5. Liste Fontes de Receitas: Determine como o negócio gera receita a partir das propostas de valor.

  6. Mapeie Recursos-Chave: Relacione os ativos necessários para que o modelo de negócios funcione.

  7. Detalhe Atividades-Chave: Identifique as atividades essenciais para entregar a proposta de valor.

  8. Identifique Parceiros-Chave: Relacione organizações ou indivíduos essenciais para o sucesso do modelo.

  9. Analise a Estrutura de Custos: Liste os principais custos para a operação do modelo de negócios.

Dica extra

  • Colaboração: Inclua diferentes stakeholders no preenchimento do Canvas para capturar todas as perspectivas.

  • Iteração: Atualize e revise o Canvas regularmente conforme o modelo de negócios evoluir.

  • Visualização: Utilize cores ou símbolos para diferenciar categorias e facilitar a análise visual.

Blueprint

O que é

Blueprint é uma ferramenta de mapeamento visual utilizada para projetar e compreender a jornada de um usuário, destacando as interações com um serviço, seus bastidores e os processos necessários para sua execução. A técnica divide a jornada em etapas prévias, durante e pós, permitindo uma análise detalhada das ações do usuário e das operações internas de suporte.

Como usar

  1. Defina a jornada: Mapeie as etapas principais da experiência do usuário, desde o momento inicial de interação até o pós-serviço.

  2. Identifique ações do usuário: Em cada etapa, registre o que o usuário faz para avançar na jornada.

  3. Mapeie atividades internas: Liste as ações necessárias dentro da organização para que o serviço ocorra.

  4. Determine canais de interação: Identifique os pontos de contato disponibilizados ao usuário para realizar suas atividades.

  5. Analise os processos de suporte: Mapeie os processos internos que garantem a execução do serviço e o suporte às interações.

  6. Desenhe as camadas: Separe as ações do usuário (frontstage) das atividades invisíveis para ele (backstage), conectando ambas por meio de processos.

Dica extra

  • Colaboração interdisciplinar: Envolva equipes de diferentes áreas para garantir que todas as perspectivas e processos sejam considerados.

  • Documentação clara: Utilize diagramas e descrições para tornar o Blueprint compreensível e útil para análise e melhoria contínua.

  • Iteração contínua: Revise o Blueprint regularmente para adaptá-lo a mudanças no serviço ou nas necessidades dos usuários.

Matriz MoSCoW

O que é

Matriz MoSCoW é uma ferramenta de priorização que ajuda a organizar requisitos, funcionalidades ou atividades de um projeto, atribuindo níveis de importância para garantir foco e eficiência no planejamento e execução.

Como usar

  1. Must Have (Deve Ter): Liste os itens essenciais que são indispensáveis para o sucesso do projeto. Eles representam necessidades não negociáveis do projeto ou produto.

  2. Should Have (Deveria Ter): Identifique os itens importantes, mas não críticos, que podem ser incluídos se houver recursos disponíveis. Você pode considerar os recursos adicionais, melhorias de usabilidade ou outras funcionalidades que melhoram a experiência ou a eficiência do produto, mas se deixadas de fora, o produto ou projeto ainda funciona. No entanto, se forem incluídas, agregam um valor significativo.

  3. Could Have (Poderia Ter): Relacione os itens desejáveis, mas que não comprometem o projeto caso sejam excluídos ou adiados.

  4. Won’t Have (Não Terá): Especifique os itens que não serão considerados neste momento ou ciclo do projeto. Mapear as iniciativas que não serão desenvolvidas é uma maneira de ajudar a evitar o aumento do escopo

Dica extra

Uma forma de diferenciar o SHOULD HAVE do COULD HAVE é revisar o nível de dano caso determinada iniciativa não seja implementada. Caso a não implementação demandar algum tipo de improviso para a entrega, ela deveria estar no seu lançamento, por isso ela é um should have. Contudo, se essa funcionalidade tiver um impacto muito menor no resultado final, ela é algo que poderia ter, por isso um could have.

5 Porquês

O que é

A técnica dos 5 Porquês é uma ferramenta simples e eficaz para identificar a causa raiz de um problema. Desenvolvida por Sakichi Toyoda, um dos fundadores da Toyota, essa metodologia é amplamente utilizada no gerenciamento de qualidade e na resolução de problemas. A ideia central é perguntar "Por quê?" repetidamente (cinco vezes é uma regra geral) até chegar à causa fundamental de um problema.

Como usar

  1. Defina o problema: Comece descrevendo claramente o problema que você está enfrentando.
  2. Pergunte "Por quê?": Pergunte por que o problema ocorre e anote a resposta.
  3. Repita o processo: Para cada resposta, pergunte novamente "Por quê?" e registre a nova resposta.
  4. Continue até a causa raiz: Repita o processo até que a causa raiz do problema seja identificada. Normalmente, isso ocorre após cinco perguntas, mas pode variar.
  5. Implemente soluções: Uma vez identificada a causa raiz, desenvolva e implemente soluções para resolver o problema de forma eficaz.

Dica extra

  • Seja específico e factual: Ao responder cada "Por quê?", baseie-se em fatos e dados concretos, evitando suposições ou opiniões.
  • Colaboração: Envolva uma equipe diversificada no processo para obter diferentes perspectivas e garantir que todas as possíveis causas sejam exploradas.
  • Documentação: Registre todas as perguntas e respostas para referência futura e para ajudar na implementação das soluções.

 

Barco a vela

O que é

A ferramenta "Barco a vela" é uma metáfora visual utilizada para ajudar indivíduos e equipes a identificar fatores que impulsionam o progresso, obstáculos que retardam o avanço e recursos disponíveis que podem ser aproveitados. O barco representa a jornada em direção a um objetivo, enquanto os diferentes elementos ao redor simbolizam forças que influenciam essa jornada.

Como usar

  1. Identifique os componentes:

    • Motor: Representa os fatores que impulsionam o barco para frente, ajudando a alcançar o objetivo. Pergunte-se: "O que te impulsiona? O que te faz chegar mais longe?"
    • Âncora: São os obstáculos ou desafios que seguram o barco para trás, dificultando o progresso. Pergunte-se: "O que te segura para trás?"
    • Vela: Representa os recursos e apoios disponíveis ao seu redor que podem ser utilizados para avançar. Pergunte-se: "O que está ao seu redor que você pode usar para te apoiar?"

  2. Mapeie os fatores:

    • Liste os fatores que atuam como "motor", impulsionando o barco para frente.
    • Identifique as "âncoras" que estão segurando o barco para trás e pense em como eliminá-las ou mitigá-las.
    • Considere os recursos e apoios que funcionam como "vela" e planeje como utilizá-los de forma eficaz.

  3. Planeje as ações:

    • Defina as ações necessárias para fortalecer o "motor" e aumentar o impulso.
    • Desenvolva estratégias para remover ou reduzir o impacto das "âncoras".
    • Planeje como aproveitar ao máximo os recursos e apoios representados pela "vela".

  4. Implemente e monitore:

    • Execute as ações planejadas, monitorando constantemente o progresso e ajustando conforme necessário para manter o barco no curso certo.

Dica extra

  • Visualização: Utilize um quadro ou ferramenta visual para mapear os componentes do barco, facilitando a compreensão e o engajamento de todos os envolvidos.
  • Colaboração: Envolva toda a equipe no processo de identificação de fatores impulsionadores, obstáculos e recursos, garantindo uma visão abrangente e colaborativa.
  • Revisão contínua: Revise regularmente o progresso e ajuste as ações conforme necessário para garantir que o barco continue avançando em direção ao objetivo.
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