Oportunidades de fomento em Inovação para coops brasileiras
O desenvolvimento de projetos de inovação para cooperativas é fundamental para manter e ampliar a competitividade no cenário brasileiro e global. Entretanto, o investimento nesses projetos demanda recursos financeiros. Muitas vezes, organizações privadas hesitam em fazer tais investimentos por conta das incertezas associadas aos resultados desses projetos, sobretudo quando se referem a inovações tecnológicas em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).
Felizmente, existem oportunidades oferecidas por atores do ecossistema de inovação brasileiro, especialmente aqueles vinculados ao governo. Esses atores propõem mecanismos de fomento para compartilhar os riscos relacionados a projetos de inovação.
Os principais mecanismos de fomento são:
Recursos reembolsáveis: Correspondem a financiamentos onde a organização recebe o recurso, mas precisa devolvê-lo posteriormente. Vale salientar que agências como FINEP e BNDES, que incentivam a inovação no Brasil, oferecem taxas de juros mais baixas e prazos maiores para pagamento em comparação com bancos comerciais.
Recursos não reembolsáveis: Se a organização tiver sua proposta aprovada, não precisa devolver esse recurso.
Incentivos fiscais: São benefícios concedidos pelo governo para incentivar setores ou atividades econômicas. Incluem isenções, deduções e compensações, entre outros, reduzindo a carga tributária de empresas que investem em P&D.
Destaques para outubro:
1. No final de agosto, FINEP e BNDES lançaram o mais significativo programa de apoio à Inovação para entidades privadas da história do país, o MAIS INOVAÇÃO BRASIL. Este programa destinará R$ 66 bilhões para inovação até 2026. Neste mês, ressaltamos três oportunidades de recursos não reembolsáveis do programa já em operação pelo BNDES:
a) MAIS INOVAÇÃO - Investimento em inovação
b) MAIS INOVAÇÃO - Aquisição de bens inovadores
c) MAIS INOVAÇÃO - Difusão tecnológica
• Taxa de Juros Anual: Em comparação a bancos comerciais, financiamentos de agências que fomentam inovação possuem taxas mais atrativas. O programa MAIS INOVAÇÃO apresenta taxas ainda mais baixas. A combinação do Custo Financeiro (TR) com a Taxa do BNDES (entre 2,2% a 2,7%) resulta em uma taxa anual entre 4% e 5%.
• Período de Carência: 2 a 4 anos – tempo até iniciar o pagamento do financiamento; durante este período, só são pagos os juros.
• Tempo de Amortização: 10 a 16 anos – tempo para finalizar o pagamento do financiamento após o período de carência
2. Está aberta a chamada pública do PROGRAMA INOVAMAZ da EMBRAPA AMAZÔNIA. O edital convida empresas, cooperativas e instituições registradas no CNPJ a desenvolver soluções tecnológicas em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental. A EMBRAPA pode cobrir de 50 a 70% do valor total do projeto com recursos não reembolsáveis. Prazo para submissão: 10/11/2023.
Para maiores detalhes, não deixe de acessar o Radar de Financiamento !
País ganha cinco posições no Índice Global de Inovação e volta a figurar entre as 50 economias mais inovadoras do mundo após 12 anos
Entre os 132 países que integram o Índice Global de Inovação (IGI), o Brasil é agora a 49ª economia mais inovadora do mundo. Em 2023, o país ganhou cinco posições, ultrapassou o Chile e se tornou líder em inovação na América Latina. E entre os cinco países do BRICS, o Brasil está na terceira colocação, à frente de Rússia e África do Sul.
Os dez países mais bem colocados no IGI 2023 são: Suíça, Suécia, Estados Unidos, Reino Unido, Singapura, Finlândia, Holanda, Alemanha, Dinamarca e Coreia do Sul. A classificação, divulgada anualmente desde 2007, foi reconhecida pelo Conselho Econômico e Social das Nações Unidas como um instrumento de referência para avaliar a inovação em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O Índice Global de Inovação é divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual, em parceria com o Instituto Portulans e o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI).
Apesar do crescimento no Índice Global de Inovação, ainda temos muito a evoluir
Em resumo, a pesquisa aponta que, neste ano, os pesquisadores brasileiros conseguiram inovar mais, mesmo com menos condições em relação a 2022. Ainda segundo o estudo, o Brasil apresenta pontuações elevadas em indicadores como serviços governamentais online (14ª posição) e participação eletrônica (11ª), além de demonstrar força em ativos como marcas registradas e valor global de marcas.
Na comparação com países de renda média alta, o Brasil tem desempenho acima da média nos indicadores de: resultados de conhecimento e tecnologia; resultados de criatividade; sofisticação de negócios; sofisticação de mercados; capital humano e pesquisa; e infraestrutura.
Além disso, o valor dos unicórnios brasileiros (22ª) também é destaque, representando 1,9% do PIB nacional em 2023. O Brasil é reconhecido no ranking do IGI por abrigar 16 unicórnios (startups que atingiram valor de mercado de US$ 1 bilhão).
Mesmo diante dos resultados positivos pelo terceiro ano consecutivo, o Brasil, que tem a 12ª maior economia do mundo, ainda está aquém do seu potencial. Essa é avaliação do presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.
“Precisamos de políticas públicas modernas e atualizadas e, para isso, o índice tem o papel fundamental de auxiliar na compreensão dos pontos fortes e fracos do Brasil.”, disse Andrade ao site da Exame.
Oportunidade para ecoinovação
A busca por melhores resultados significa também uma oportunidade para as organizações brasileiras. E essa oportunidade, segundo os organizadores do Índice Global de Inovação, pode passar pelo estabelecimento de uma cultura de ecoinovação - ou "inovação verde" - no país.
Na prática, os especialistas entendem que as áreas de gestão de resíduos, conservação de energia, energia alternativa e transporte oferecem capacidades inovadoras promissoras na indústria brasileira.
Inclusive, apostam que o Brasil tem uma oportunidade histórica de se tornar um líder verde globalmente, já que possui mais patentes verdes em comparação às principais economias (16,1% no Brasil contra 14,9% nos EUA, 14,3% na UE e 15,3% na China).
Como funciona o Índice Global de Inovação (IGI)
O IGI de 2023 utiliza 80 indicadores para monitorar as tendências mundiais no campo da inovação em mais de 130 economias. A posição global dos países no índice é resultado de um cálculo que divide os indicadores em “insumos de inovação” (inputs) e “resultados de inovação” (outputs), em que há pesos diferentes para cada indicador.
A categoria resultados de inovação indica o desempenho dos países quanto à inovação produzida. Por exemplo: produção científica, patentes, novos produtos, serviços e processos, entre outros indicadores.
No geral, o estudo também evidencia que um grupo de economias emergentes vêm melhorando sistematicamente seu desempenho no IGI devido aos seus investimentos no ecossistema de inovação, que faz toda a diferença, segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Daren Tang.
"O IGI de 2023 reforça que, apesar da desaceleração do financiamento de capital de risco em âmbito mundial, a capacidade inovadora segue crescendo em ritmo pujante, embora esse crescimento tenda a ser cada vez mais qualitativo e menos quantitativo", afirma Tang.
O relatório completo do Índice Global de Inovação 2023 pode ser baixado clicando aqui.
Quantos likes teve seu último post? Os criadores digitais podem impulsionar seus números e dar uma cara para sua marca
A forma com que consumimos conteúdo mudou. Agora, os criadores digitais são protagonistas do entretenimento e da informação na era digital. Estamos conectados o tempo todo e, portanto, em contato com suas postagens e interações cada vez mais influentes. Essa é a economia dos criadores.
Os criadores de conteúdo para a internet e influenciadores digitais atuam em um mercado ainda muito novo, mas já enorme. Tanto em números quanto em impacto. Essa nova realidade está mudando, também, o marketing digital e a publicidade nas redes.
O uso da imagem desses criadores para potencializar e dar visibilidade às marcas ficou conhecido como marketing de influência. Associar a marca a uma pessoa famosa não é exatamente novidade, mas a economia dos criadores tem características próprias.
É isso que veremos neste artigo. Você vai entender melhor o que é a economia dos criadores, verá a força do marketing de influência, conhecer etapas para inserir sua cooperativa nesse ambiente e aprender quais são as armadilhas que você deve ficar de olho para evitar. Aproveite a leitura!
O que é a economia dos criadores
As plataformas digitais se tornaram uma fonte quase infinita de conteúdo. Fotos, vídeos, stories, textos, tweets, podcasts, memes e tudo o mais que consumimos nas redes. Esse mercado cresceu tanto que consolidou uma nova classe: os influenciadores digitais.
Essa é a economia dos criadores: um fenômeno que está tornando os influenciadores digitais cada vez mais protagonistas no mercado de conteúdo. Se antes era necessário aparecer na mídia tradicional para ganhar relevância, agora as redes sociais democratizaram a produção de conteúdo, quebrando barreiras e fronteiras.
Esse mercado ainda passa por uma fase de amadurecimento e profissionalização, mas os números já mostram que o impacto é grande. Uma pesquisa da Opinion Box revela que 77% dos entrevistados acompanham influenciadores. Além disso, 55% das pessoas ouvidas no estudo admitem que já compraram algo indicado por um influenciador.
Ou seja, a economia dos criadores tem muita coisa a contribuir para o marketing digital - o que o mercado já está percebendo. A pesquisa Youpix+Nielsen ROI & Influência 2023 mostra que as marcas estão dando cada vez mais valor aos influenciadores. Isso resulta em mais investimento: quase 85% das marcas participantes do levantamento têm a intenção de aumentar os valores dedicados aos criadores.
As características da economia dos criadores
A economia dos criadores é fruto de uma série de dinâmicas peculiares. Algumas de suas características são:
• Produção independente: a grande maioria dos criadores atuam por conta própria, sem grandes estruturas de mídias por trás. Conforme o mercado cresce, novas formas de organização e agências estão surgindo, mas não é necessário fazer parte de uma companhia de mídia para crescer na economia dos criadores.
• Nativos digitais: as novas gerações já nasceram com a internet difundida e cresceram conectadas. Assim sendo, seus grandes ídolos não estão mais na TV, nos jornais ou no cinema, mas sim no YouTube, no Instagram e no TikTok.
• Conteúdo de nicho: os criadores digitais conseguem formar comunidades de interesse em temas específicos e nichados que não teriam espaço em mídias tradicionais. Jogos antigos de um console obscuro? Rock progressivo contemporâneo? Esportes de inverno? Se tem gente interessada, vai ter gente criando conteúdo sobre.
• Conexão constante: vivemos conectados incessantemente em nossos aparelhos. Com isso, o fluxo de consumo de conteúdos é muito veloz e em grandes quantidades. Quantas telas você vê por dia só no seu celular? Todo esse tempo online gera demanda para mais conteúdo dos criadores.
• Poder dos algoritmos: as plataformas de conteúdo e redes sociais usam algoritmos para seguir continuamente oferecendo conteúdo. Para isso, elas identificam os gostos, interesses e hábitos e, então, distribuem conteúdo com base nisso, mesmo que tenha sido feito por alguém que você nunca viu antes. Neste artigo, explicamos melhor como esses algoritmos funcionam.
• Identidades e conexões: na economia dos criadores, as pessoas podem seguir influenciadores com que se identificam. Isso torna a relação muito mais próxima e fomenta comunidades digitais centradas em temas ou até mesmo nos próprios criadores.
• Alcance: a internet não tem (muitas) fronteiras. Com isso, criadores podem fazer sucesso no mundo todo. Um brasileiro pode acompanhar um influenciador de qualquer lugar do mundo, assim como criadores têm capacidade de se tornarem fenômenos globais sem nem sair de casa.
A nova lógica de consumo de conteúdo
O consumo de internet está crescendo sem parar nos últimos anos, segundo a pesquisa #PUBLI: o impacto da Creators Economy entre os internautas brasileiros, da IAB Brasil. No Brasil, já são quase 150 milhões de usuários de internet consumindo a produção de criadores, por exemplo.
Ademais, as telas diminuíram. O aparelho mais comum para consumir conteúdo é o celular, um fenômeno central para a construção da economia dos criadores. Quanto mais tempo as pessoas passam nas redes sociais, mais conteúdo consomem.
O resultado disso é que os usuários estão passando mais tempo com conteúdos produzidos pelos criadores digitais do que com produções profissionais. Ao todo, segundo a IAB Brasil, os conteúdos de criadores representam 39% das horas semanais de mídia consumidas pelos americanos com mais de 13 anos de idade. Streaming pago e TV, somados, chegam a 38%.
Monetização e oportunidades de marketing digital na economia dos criadores
As dinâmicas financeiras da economia dos criadores têm lógicas próprias. Na maioria dos casos, os criadores recebem uma fração da publicidade veiculada pelas plataformas em seus conteúdos. No geral, porém, os valores são relativamente baixos.
Os criadores também podem receber diretamente do público, por meio de serviços de financiamento coletivo. Além disso, influenciadores também transformam a própria imagem em uma marca para vender produtos.
Por fim, a economia dos criadores abriu um novo mercado em que marcas aproveitam a imagem e a proximidade desses influenciadores com o público para realizar ações de marketing digital. Esse é o marketing de influência, que iremos conhecer melhor agora. Será que sua cooperativa pode tirar proveito disso?
A força do marketing de influência na economia dos criadores
O marketing de influência acontece quando as marcas utilizam a imagem dos criadores de conteúdo para se comunicar com seu público. Com isso, as marcas ampliam o alcance de sua estratégia de marketing digital com os diferenciais desse tipo de ação. Alguns pontos que tornam o marketing de influência tão atrativo são:
• Segmentação: é muito melhor produzir um conteúdo de marketing que via chegar ao público específico almejado pelo seu negócio. Os criadores são mais segmentados do que a mídia tradicional, nesse sentido. É uma cooperativa que produz carnes? Então que tal fazer uma parceria com um canal que ensina técnicas de churrasco?
• Conversão: dados da Nielsen apontam que mais de 70% dos consumidores confiam na opinião dos influenciadores sobre produtos e serviços. Com isso, ter a marca da sua cooperativa recomendada por um criador consegue melhorar a conversão com o público que o segue.
• Engajamento: parcerias com influenciadores também ajudam na construção de marca com os consumidores. Os criadores contam com o engajamento do público e ações patrocinadas também proporcionam engajamento das pessoas com as marcas.
A classe dos influenciadores digitais segue um crescimento vertiginoso. Segundo a Nielsen, são 500 mil profissionais atuando com marketing de influência só no Brasil.
Os microinfluenciadores
Um cuidado importante para a estratégia de marketing de conteúdo é não olhar somente para os números de seguidores dos criadores. Não adianta falar com muita gente se uma grande parte dessas pessoas não tem o perfil do seu produto ou serviço.
Nessa seara, os microinfluenciadores ocupam um papel importante no ecossistema da economia dos criadores. Muitas vezes abordando assuntos de nicho, eles criam comunidades com proximidade e engajamento.
Então sempre leve isso em conta. Vale mais a pena fazer uma ação com um influenciador grande, mas que aborda temas genéricos e dispersos ou com criadores menores, mas relevantes naquilo que sua cooperativa quer vender? A proximidade com o público também é um valor.
O impacto dos influenciadores no momento da compra
O levantamento Marketing de Influência no Brasil, realizado pela Opinion Box, apurou quais os principais motivos que levam as pessoas a fazer compras após conteúdos de criadores digitais. Essas foram as respostas mais frequentes:
• Eu já queria comprar e foi decisivo ver alguém testando e aprovando o produto: 38%
• Já precisava do produto e o influenciador ou influenciadora me fez lembrar dessa necessidade: 27%
• O preço estava baixo e valia a pena comprar: 26%
• Era um produto que eu não conhecia e me despertou curiosidade: 24%
• O influenciador ou influenciadora ofereceu um cupom de desconto exclusivo: 24%
• Confiei no bom gosto do influenciador ou influenciadora: 23%
• Era um produto novo que eu queria testar: 21%
• Quis ter o mesmo resultado mostrado pelo influenciador ou influenciadora: 16%
• Era um produto que estava em alta/ na moda e eu queria tê-lo: 13%
• Comprei para me sentir parecido(a) com o influenciador ou influenciadora: 5%
A economia dos criadores e o cooperativismo
O ecossistema cooperativista já deixa os seus impactos na economia dos criadores, tanto por meio do surgimento de influenciadores dedicados ao cooperativismo quanto por ações de marketing e conteúdo com personalidades relevantes no ambiente digital.
O Sistema OCB de forma institucional, assim como as cooperativas, lideram ações que dão mais visibilidade para o modelo de negócios e marcas cooperativistas nas mídias sociais. Tanto é que o Prêmio SomosCoop 2022 contou com a categoria “Influenciador Coop”.
A categoria foi vencida por Marcelo Vieira Martins, diretor-executivo da Unicred União e presença garantida no Instagram, Facebook, canal no Youtube e página no LinkedIn, além de livros publicados.
“Eu assumi um compromisso comigo de devolver para a comunidade, para a sociedade tudo aquilo que pude ter, todos os ensinamentos, o crescimento pessoal e profissional”, disse o executivo e influenciados ao SomosCoop.
Sistema OCB faz campanhas para difundir o coop
O Sistema OCB também liderou a campanha #BoraCooperar, com a presença de ex-participantes do reality show Big Brother Brasil com influência nas redes. Eles contaram como deixaram de competir entre si e decidiram começar a cooperar.
O objetivo da campanha foi gerar uma conexão com o coop de forma educativa. Os influenciadores Thelma Assis, João Luiz e Caio Afiune refletiram: e se em vez de competir a gente decidisse cooperar? A ação contou ainda com a participação de páginas de fofoca com milhões de seguidores nas redes sociais.
Outra iniciativa com a participação do Sistema OCB na economia dos criadores foi o apoio ao podcast Naruhodo, dedicado à divulgação científica. No episódio, o podcast discutiu se a cooperação entre seres vivos é inata e apontou quais são os pontos positivos em cooperar.
Frimesa ganha prêmios na economia dos criadores
A cooperativa agropecuária integrou o marketing de influência em sua estratégia de marketing e foi premiada. A coop conquistou duas medalhas consecutivas do Prêmio ABEMD (Associação Brasileira de Marketing de Dados) de marketing digital.
Em 2021, a cooperativa ganhou a medalha de ouro pela iniciativa #EuRecomendoFrimesa, que contou com diversas ações de conteúdo, dentre elas uma websérie, com criadores de conteúdo digital preparando receitas com os produtos da marca. Por meio do marketing de influência, a iniciativa gerou engajamento e ainda produziu um e-book de receitas.
Já em 2022, outra iniciativa de marketing de influência ganhou a medalha de prata. Foi a campanha Ceia Prática Frimesa, que, no Natal anterior, reuniu 15 influenciadores mostrando que é possível fazer uma ceia mesmo sem experiência na cozinha - e usando os produtos da cooperativa.
Como inserir a cooperativa na economia dos criadores
Depois de tudo isso dito, já percebemos que, na economia dos criadores, o marketing de influência pode ser um grande aliado para a estratégia digital da sua cooperativa. Mas colocar em prática de forma eficaz exige planejamento e cuidados.
Por isso, então, selecionamos alguns critérios para te ajudar a colocar a sua cooperativa na economia dos criadores. Afinal, não basta somente procurar nomes famosos com muitos seguidores, como vimos. Para associar a marca da sua coop a um criador, fique de olho em:
• Alinhamento de valores: se você quer associar a marca da sua cooperativa, tenha certeza de que os valores são compartilhados entre ambas as partes. O criador precisa estar em consonância com a visão de mundo da cooperativa.
• Engajamento: ter muitos seguidores pode valer pouco caso o engajamento seja baixo. Isso significa que o conteúdo é fugaz e o influenciador não consegue construir uma comunidade com base em sua popularidade.
• Conexão entre criador e produto: o perfil do produtor e seus temas de interesse precisam combinar como o produto que ele está divulgando para sua cooperativa. Será que faz sentido divulgar um plano de saúde para crianças com um criador de conteúdos sobre moda?
• Análise de conteúdo: mesmo quando houver o match entre valores e temas, olhe a qualidade do conteúdo que o influenciador publica e veja se condiz com o que você quer que pensem da sua marca.
• Comportamento: o mundo digital tem poucos filtros e muitas polêmicas. Pra que correr o risco de ligar a sua cooperativa com um influenciador que arranja confusão? Verifique se o comportamento e a imagem que ele transmite é adequada.
De olho nas métricas
Para mensurar bem a efetividade da estratégia de marketing digital da sua cooperativa na economia dos criadores, é importante acompanhar e analisar os resultados e métricas. Esse processo contribui para diagnosticar o que está sendo feito de certo e errado na incursão da cooperativa no marketing de influência.
São essas métricas, afinal, que irão subsidiar as decisões para futuras colaborações e campanhas junto com os criadores digitais. Portanto, é necessário entender o retorno que o investimento está dando. Eis algumas métricas para acompanhar:
• Alcance e impressões: imprescindível para medir o efeito do criador para dar visibilidade à marca. No fim das contas, você quer ser visto, não é? Nesse sentido, dominar os algoritmos faz toda a diferença.
• Engajamento: conteúdo bom gera interação: curtidas, comentários e compartilhamentos, por exemplo. Assim, essa métrica ajuda a entender a recepção do público tanto de forma quantitativa (número de likes), quanto qualitativa (explorando os comentários).
• Cliques e leads: confira quantas vezes o link que o influenciador postou para seu site foi clicado. Dessa forma, a sua cooperativa vai entender melhor qual é a capacidade de engajamento do influenciador. Além disso, confira quantos leads foram gerados a partir desses cliques.
• Reconhecimento de marca: os influenciadores podem ajudar a tornar sua marca mais popular e reconhecida por potenciais clientes ou cooperados. Com a colaboração de um criador, as cooperativas podem começar a ser conhecidas pelas pessoas com uma imagem positiva.
• Vendas: muitas campanhas de marketing digital têm o objetivo de vender mais. Para mensurar se a iniciativa está dando o resultado esperado, dê links específicos e rastreáveis para cada influenciador parceiro e veja quantos geram cliques que se convertem em negócios fechados.
Conclusão: economia dos criadores e marketing digital
A economia dos criadores proporciona uma série de novas possibilidades para a estratégia de marketing digital das cooperativas. O crescimento desse mercado motivado pelas mudanças tecnológicas e culturais não deve ser deixado de lado na inclusão do cooperativismo na nova economia.
Esse meio passa por muitas mudanças. Profissionalização, melhores práticas, organização por meio de agências. Mas a maioria dos produtores ainda surge de forma independente para falar de suas paixões e realizar seus sonhos. Por que não fazer uma cooperação de benefício mútuo, então?
Para saber mais sobre marketing digital, confira o nosso guia prático dedicado ao tema! Nele, ensinamos tudo o que você precisa saber para começar: desde os conceitos básicos até o passo a passo para implementar uma estratégia inicial na sua coop!
Equipes diversas são mais inovadoras e competitivas
A diversidade é capaz de trazer muitos benefícios às organizações, incluindo cooperativas. E para promover a diversidade é importante fazer sua gestão. Afinal, não basta apenas contratar pessoas em percentuais de raça, etnia, religião etc. semelhantes aos da sociedade. É preciso promover a diversidade nos diversos escalões e frentes de atuação da cooperativa.
Para tanto, há algumas ferramentas para tornar esse processo mais dinâmico. Algumas delas são a realização de treinamentos, elaboração de programas e apresentação aos colaboradores sobre a maneira como todos devem ser tratados.
Por meio de diretrizes nesse sentido, a cooperativa apresenta aos colaboradores, clientes, fornecedores e à sociedade como um todo as diferenças entre os grupos existentes. Neste artigo, iremos entender um pouco mais sobre as maneiras de promover a diversidade nas cooperativas. Boa leitura!
Promover a diversidade com gestão ativa
A gestão ativa da diversidade implica na intervenção na realidade da cooperativa por meio de ações como essas para tornar o ambiente mais dinâmico. O que se espera, com isso, é favorecer interações, trocas e aprendizados.
Algumas métricas podem ser observadas para medir a diversidade dentro de uma cooperativa. Dentre elas:
• Recrutamento: trata-se de comparar o número de candidatos a vagas em abertos que se incluem dentro do grupo monitorado com a representação deles no mercado de trabalho.
• Engajamento e satisfação: pesquisas para medir o engajamento e a satisfação dos funcionários permitem diagnosticar o clima atual e criar condições para a inclusão.
• Grupos focais: a formação de grupos focais permite coletar informações sobre problemas e desafios enfrentados pelas pessoas dentro das cooperativas.
• Retenção: para medir a diversidade é importante comparar a retenção de funcionários de grupos monitorados, não monitorados ou dominantes.
• Pagamento e benefícios: compare a remuneração e os benefícios não financeiros concedidos a colaboradores de grupos monitorados com os de grupo não monitorados.
Diversidade e inclusão
Associados, estes dados têm a capacidade de indicar sobre o viés da diversidade e inclusão dentro das cooperativas.
Além disso, há ferramentas que podem ser utilizadas pelas cooperativas para medir e estimular a diversidade e a inclusão. Dentre elas:
• Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça
• Indicadores Ethos para Negócios Sustentáveis
• CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades)
• Relatórios Dinâmicos - Empoderamento das Mulheres
Recomendações para promover a diversidade em cooperativas
Ações internas também podem ser eficientes para a promoção da diversidade e da inclusão. Isso é o que mostra a pesquisa “O valor da diversidade racial nas empresas”. Confira as dicas elencadas pelo estudo:
1. Crie um comitê ou conselho de diversidade;
2. Realize treinamentos internos e externos, incluindo fornecedores;
3. Inicie um diálogo e crie parcerias com entidades do terceiro setor e outras empresas sobre promoção de diversidade;
4. Busque alinhamento entre ações externas e ações internas na promoção da diversidade;
5. Mensure o número de minorias no quadro de funcionários;
6. Estabeleça metas específicas de longo prazo para aumentar a presença dessas minorias na empresa em todos os níveis;
7. Ofereça incentivos financeiros aos gestores para cumprirem essas metas;
8. Adote ações afirmativas.
Promover a diversidade é estratégia de negócios
O artigo “Diversidade: inclusão ou estratégia?”, da Harvard Business Review, aconselha ações em dois momentos diferentes, conforme esmiúça o quadro abaixo:
Recrutamento e seleção de equipes diversas
De qualquer maneira, a política de recrutamento é parte fundamental da promoção da diversidade e inclusão em cooperativas. Afinal, diversidade é a mais recente tendência em recrutamento, conforme aponta o estudo Global Recruiting Trends, feito pelo LinkedIn.
Nesse sentido, algumas recomendações são:
• Não limite a escolha de candidatos a faculdades de primeira linha, pois dessa forma pode descartar pessoas que superaram muitas adversidades;
• Mantenha o compromisso de ter ao menos uma mulher na etapa final de cada processo seletivo;
• Siga o conceito de seleção às cegas, entregando para o líder currículos que não identifiquem o gênero e a faculdade do candidato, por exemplo;
• Escolher apenas candidatos que moram perto da empresa pode excluir profissionais capacitados.
Sicredi Pioneira dá exemplo de promoção da diversidade
Divulgação Sicredi Pioneira
A cooperativa financeira mais antiga do país, reconhecida por ser inovadora, nomeou uma mulher para o cargo de vice-presidente do Conselho de Administração. Heloísa Helena Lopes se tornou a primeira mulher a ocupar tal posição em mais de 100 anos de existência da Sicredi Pioneira.
Ela, que é professora, formada em direito e mestre em gestão e negócios de cooperativas, conduz o Comitê Mulher na cooperativa. A finalidade deste projeto é discutir a liderança da mulher na sociedade, com foco na inclusão e desenvolvimento local.
De acordo com ela, as mulheres, que representam mais da metade da população nacional, são criativas, dedicadas, superam desafios e contribuem de diversas formas. “Um balanceamento harmonioso entre os gêneros em corporações é benéfico, pois agrega potencialidades e gera melhores resultados do ponto de vista econômico e social”, afirma.
Conclusão: promover a diversidade fortalece o cooperativismo
A diversidade fortalece o surgimento de novas ideias e, consequentemente, a inovação. Ambientes com pessoas de múltiplas culturas e histórias de vida diferentes são mais vivos, empáticos e abertos às novidades.
Dessa forma, além de representar o papel social do cooperativismo, promover a diversidade também gera vantagem competitiva para as cooperativas. A boa notícia é que, apesar de ter muito caminho pela frente, as cooperativas brasileiras estão ficando mais diversas.
Tanto é que há diversas histórias inspiradoras sobre a promoção da diversidade e inclusão no cooperativismo - e nós reunimos seis delas neste artigo. Confira!
A diversidade é o conjunto de diferenças e valores compartilhados em sociedade pelas pessoas.
A diversidade é o conjunto de diferenças e valores compartilhados em sociedade pelas pessoas. Ou seja, diversidade é a coexistência de valores, culturas, etnias, religiões, raças, gênero, orientação sexual, status socioeconômico, idade e habilidades. O fato de existirem pessoas com culturas, hábitos e origens diferentes faz com que existam percepções variadas sobre a vida, o trabalho, o ensino, sobre tudo. Da mesma maneira, há demandas e interesses diferentes devido à diversidade e inclusão.
No entanto, praticar diversidade e inclusão não é somente reconhecer que há pessoas diferentes de nós na sociedade, significa também ter consciência e repensar a relação entre nós e os outros. Afinal, nós também somos diversos aos olhos do outro.
Ao começar a pensar na diversidade que existe em nossa sociedade, vem à tona a questão da inclusão, que é a ação de envolver e incluir todas as categorias de pessoas que representam a sociedade como um todo. Ou seja, considerar categorias excluídas historicamente do processo de socialização e promover a diversidade dentro das organizações.
Do ponto de vista do negócio, é interessante praticar a inclusão para criar produtos e serviços que estejam de acordo com as demandas do público existente na sociedade. E é claro que, antes disso, é preciso considerar o aspecto humano. A inclusão acontece na interação colaborativa, colocando pessoas com diferentes perspectivas para resolverem conflitos e desafios em conjunto gerando resultados mais justos e criativos.
Ao pensar em diversidade e inclusão não basta pensar em questões quantitativas. Ou seja, em números a serem apresentados em concordância com as relações existentes na sociedade. Inclusão significa garantir e proporcionar igualdade de condições para recrutamento, desenvolvimento e promoção dentro das instituições.
Falta diversidade e inclusão às organizações no Brasil
Um indício de que há pouca diversidade no mercado de trabalho como um todo está na discrepância entre a proporção de negros na população em geral e sua representatividade em cargos gerenciais.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 29,5% dos cargos gerenciais são ocupados por pretos ou pardos. Em paralelo, o mesmo IBGE indica que os negros representam 53,8% da população brasileira.
Com relação ao gênero, a situação é semelhante. Números da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostram que os homens ocupam 71% das posições de decisão no setor e somente 14% das organizações têm áreas específicas dedicadas à promoção de igualdade de gênero no local de trabalho.
Desigualdade no cooperativismo
Dentro das cooperativas brasileiras, as mulheres ocupam apenas 22% dos quadros de dirigentes, apesar de comporem 41% do quadro social das cooperativas, revela o AnuárioCoop 2023, produzido pelo Sistema OCB.
O cooperativismo, contudo, está construindo um futuro focado em diversidade e inclusão. Nesse sentido, diversas cooperativas colocam em prática iniciativas e programas focados no impacto social - e nós reunimos seis exemplos neste artigo.
A despeito dos impactos sócio-econômicos decorrentes desta configuração, investir em diversidade é muito benéfico às próprias organizações, independente de sua natureza, especialmente no que diz respeito à inovação. Afinal, diversidade e inclusão também são ESG. É o que veremos a seguir.
Diversidade e inclusão impulsionam os negócios
A legislação ou o desejo de criar uma imagem positiva são motivadores para promoção da diversidade em organizações. Entretanto, não deveriam ser os principais, pois a diversidade aumenta o potencial de obter lucros acima da média, conforme aponta o estudo Diversity Matters (Diversidade Importa), da McKinsey.
A pesquisa analisou 366 instituições de diversos setores nas Américas e na Europa. Alguns dos resultados foram:
• Organizações no quartil superior em diversidade racial e étnica são 35% mais propensas a obter retornos financeiros acima da média do setor.
• Organizações no quartil superior em diversidade de gênero são 15% mais propensas a obter retornos financeiros acima da média do setor.
• Organizações no quartil inferior tanto em diversidade de gênero quanto em etnia e raça são menos propensas a obter retornos financeiros acima da média do que empresas médias do conjunto de dados. Isso significa que organizações no quartil inferior ficam cada vez mais para trás.
• A relação entre diversidade racial e étnica e melhor performance financeira é linear nos Estados Unidos. Assim, para cada 10% de aumento na diversidade racial e étnica dos executivos seniores, o lucro antes dos juros e impostos (EBIT) aumenta 0,8%.
• Diversidade racial e étnica tem impacto mais forte do que diversidade de gênero sobre a performance financeira nos Estados Unidos.
• No Reino Unido, a diversidade de gênero entre executivos seniores correspondeu ao maior aumento da performance dentre os países do conjunto de dados considerado pela McKinsey. Lá, para cada 10% de aumento na diversidade de gênero, o EBIT aumentou 3,5%.
De acordo com a McKinsey, portanto, a performance desigual de empresas do mesmo setor num mesmo país mostra que a diversidade é um diferencial competitivo. Além disso, a diversidade, aponta o estudo, é responsável por ganhos de market share.
Diversidade e inclusão: benefícios além do lucro
O artigo Diversidade: inclusão ou estratégia?, da Harvard Business Review, mostra que a diversidade favorece a inovação.
Fonte: Hay Group
De acordo com o estudo, cerca de 76% dos funcionários de organizações preocupadas com diversidade reconhecem que há espaço para expor ideias e inovar no ambiente de trabalho. Por outro lado, em empresas que a diversidade não faz parte da agenda, esse valor cai para 55%.
Da mesma maneira, quando os colaboradores percebem a diversidade presente dentro da organização, eles se sentem mais motivados. Logo, entendem que empenhar esforços resulta em ganho para a companhia e para seu desempenho individual. Em instituições reconhecidas pelo incentivo à diversidade, os funcionários são 17% mais engajados e dispostos a ir além de suas responsabilidades formais.
Por fim, a diversidade e abertura a diferenças reduzem conflitos que impactam na produtividade e na eficiência. Assim, a incidência de conflitos chega a ser 50% menor em organizações que investem em diversidade.
Inovação, diversidade e inclusão
Uma vez que a inovação está diretamente relacionada à mudança de mentalidade, ela também é beneficiada quando há diversidade nas organizações. É o que afirmou a gerente sênior de sustentabilidade e inovação da Schneider Electric na América do Sul, Regina Magalhães, durante o evento “Ring The Bell For Gender Equality”, promovido pela B3.
Para ela, contar com equipes diversas é premissa para sobreviver à transformação digital. Isso porque, ao representar a variedade da população, é mais fácil entender suas necessidades e, assim, criar produtos e serviços.
Afinal, afirma ela, ofertas de valor para a sociedade visam à solução de problemas reais. E somente é possível entender e endereçar tais problemas quando a realidade da população está refletida no quadro de profissionais da cooperativa.
A afirmação da executiva é corroborada por pesquisa da Accenture que mostra que diversidade e inclusão tornam as organizações até 11 vezes mais inovadoras, com colaboradores seis vezes mais criativos do que os dos concorrentes.
Criando um ambiente de empatia
Um instrumento que pode ser usado como aliado da inclusão é a empatia. De forma geral, podemos considerar que empatia é se colocar no lugar do outro. No entanto, vai um pouco além disso.
Num contexto mais amplo, empatia é procurar se sentir como a outra pessoa está se sentindo. Ou então entender o que está por trás dos pensamentos que ela tem. Empatia envolve presença e escuta ativas.
Há quatro passos iniciais para colocar a empatia em prática:
Para aprender como praticar a empatia cada vez mais, utilize a ferramenta do mapa de empatia proporcionada pelo Sistema OCB.
Inovação, impacto social e competitividade
A diversidade e a inclusão não são apenas essenciais para a justiça social e, consequentemente, para a redução das desigualdades acentuadas que existem no Brasil. Ao investir em políticas que equalizam as relações entre pessoas de diferentes origens e características, as cooperativas têm muito a ganhar.
Além de tornar mais dinâmica a inovação devido à pluralidade de pensamentos, a diversidade agrega valor financeiro às organizações, incluindo as cooperativas. E, conforme a gestão democrática pregada nos princípios do cooperativismo, todos devem ter os mesmos direitos e deveres.
Entretanto, para qualquer que seja a organização, a prática da gestão da diversidade e inclusão traz benefícios. Isso porque, ao reconhecer e valorizar grupos de minorias, a organização indica que está disposta a criar um ambiente plural.
Ou seja, mostra que aprecia o seu colaborador por conta da sua competência. Dessa forma, cria-se oportunidades e mecanismos que aumentem a empatia no ambiente de trabalho, assim como nas entregas dos serviços e produtos da cooperativa.
Conclusão: diversidade e inclusão como protagonistas da inovação
No âmbito do trabalho é possível ver resultados positivos com aumento da criatividade e produtividade. Outro efeito colateral positivo é a sensação de pertencimento e a redução na rotatividade de profissionais.
Da mesma maneira, ao se sentir incluído, o profissional sente-se também valorizado, o que leva ao desenvolvimento de habilidades e crescimento profissional. Um quadro de profissionais diversificado, por sua vez, proporciona à cooperativa equipes flexíveis e, portanto, capazes de entender as necessidades da sociedade. Consequentemente, é mais fácil definir estratégias assertivas no desenvolvimento de produtos e serviços vendáveis.
A diversidade e a inclusão proporcionam a entrada em novos nichos de mercado, o que leva a vantagem competitiva. Não bastassem todos esses benefícios, além de atender aos princípios do cooperativismo, cooperativas que promovem a diversidade e a inclusão são percebidas de forma mais positiva pela população em geral.
Proporcionar um ambiente diverso e inclusivo é essencial para engajar as equipes e fomentar novas ideias, Confira, também, nosso e-book Gestão de Equipes: Como engajar seu time para inovar!