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<p>A transformação cultural não acontece do dia para a noite, mas vale a pena. Veja como grandes cooperativas ficaram mais inovadoras!</p>

Transformação cultural impulsiona a inovação nas cooperativas

O que Sicredi Pioneira, Bancoob, Sicoob Credicitrus e Unimed-BH têm em comum? Uma cultura inovadora construída com muita estratégia e planejamento


A cultura de uma cooperativa não se transforma da noite para o dia. Muito menos a cultura de uma cooperativa com 121 anos de existência e a mais antiga do Ramo Crédito no Brasil. Estamos falando da Sicredi Pioneira, uma das primeiras cooperativas a transformar sua cultura a partir da inovação.

A inovação, afinal, é protagonizada por pessoas e potencializada pela cultura corporativa. Um ambiente propício para que cooperados e colaboradores possam propor novas ideias faz toda a diferença. Modernizar essa mentalidade é papel da transformação cultural, um processo em que as cooperativas são exemplares!

Neste post, além da jornada da Pioneira, você vai conhecer as experiências de transformação cultural de Bancoob, Sicoob Credicitrus e Unimed-BH. Aproveite a leitura!

Pioneirismo na transformação cultural

A Sicredi Pioneira passou a olhar com mais atenção para a inovação em 2016, mas as primeiras ações de fato só surgiram no ano seguinte. Tudo começou após o entendimento de que, embora entregassem os resultados esperados, os projetos tinham um ciclo muito longo de desenvolvimento. Era preciso buscar formas mais eficientes e inovadoras de realizar processos.

Diante disso, a cooperativa criou uma Gerência de Estratégia e Inovação, formada por colaboradores de diversas áreas. Todos os funcionários puderam se candidatar ao time e, ao final, 10 colaboradores foram selecionados. A ideia era ter um time diversificado, para proporcionar a construção de soluções a partir do choque de ideias.

As primeiras iniciativas do departamento implementaram o design thinking, ferramenta que permite inovar e criar soluções com foco no cooperado. Os resultados logo vieram: criação de um programa de fidelidade, uma plataforma de financiamento de veículos e outras iniciativas.

Transformação cultural como foco nas pessoas

Além dos projetos, o objetivo era criar um processo de inovação consistente, sistematizado e perene dentro da cooperativa como um todo. Para ajudar nesse processo, a Sicredi Pioneira contratou uma consultoria que trouxe o seguinte diagnóstico: a cooperativa tinha grande capacidade de ser altamente inovadora. Ou seja, não havia apenas a vontade de inovar, mas sim as competências e estrutura necessárias para fazer a inovação acontecer.

Hoje, a inovação faz parte do dia a dia da cooperativa e qualquer novo colaborador precisa entender e se adequar a essa cultura. Inclusive, foi criada uma plataforma, chamada Goog, com toda a base de informações da cooperativa, para evitar que um novo colaborador precise ler cinco mil páginas de documentos para se adequar à cultura interna.

Além do cuidado no onboarding - integração e socialização de novos colaboradores -, a comunicação da estratégia para os colaboradores também mudou. O time de inovação entrou em ação e criou um jogo baseado na série Game of Thrones para envolver os funcionários na estratégia. Resultado: 94% das pessoas absorveram os pilares da estratégia e da cultura, e a experiência gerou muito engajamento.

Bancoob: transformação cultural por meio do intraempreendedorismo

A transformação cultural a partir da inovação precisa de inclusão. Uma das soluções para isso é a criação de programas de inovação, como é o caso do Mais 360º, programa de intraempreendedorismo do Bancoob. Essa história foi contada em detalhes em nossos cases de inovação.

Conforme explica Rodrigo Guimarães, Gerente de Gestão da Inovação do Bancoob, o gatilho para o lançamento do programa de inovação foi a criação, em 2019, do Lab 360º, um espaço físico para inovação. “Aproveitamos o entusiasmo gerado pelo novo espaço para impulsionar o programa”, lembra Guimarães.

Em resumo, um programa de intraempreendedorismo busca colaboradores com capacidade de analisar cenários/problemas e propor oportunidades/soluções. Mas isso só é possível num ambiente em que os colaboradores se sentem à vontade para inovar.

É aqui que entra a importância da abertura às novas ideias, da integração e colaboração entre departamentos, e da busca por parceiros que facilitem essa transformação. Esse contexto favorável ao surgimento de ideias faz parte de uma cultura de inovação aberta.

Mais 360° proporciona ambiente acolhedor à inovação

No caso do programa Mais 360º, o ambiente favorável foi criado a partir do uso de recursos de gamificação para envolvimento dos gestores no apoio e mentoria às ideias lançadas. A primeira edição contou com o envio de 155 ideias, impactando 30% dos colaboradores.

Segundo Guimarães, o presidente do banco foi o principal patrocinador do programa de inovação e participou pessoalmente de alguns momentos, desde o lançamento do programa até o reconhecimento dos colaboradores. “Percebemos que o papel do presidente é fundamental, não precisamos convencer a alta administração do que tinha que ser feito”, diz.

Para ativação dos demais líderes, no entanto, o programa usou recursos de gamificação, como as Bancoob Coins - moedas virtuais que os gestores receberam para investir em novas ideias apresentadas pelos colaboradores. A fim de gerar engajamento, quem melhor investia suas Bancoob Coins também era premiado.

Uma das formas de ganhar mais crédito para investimento era por meio da liberação de funcionários da equipe para participação em squads - modelo organizacional que separa os funcionários em pequenos grupos multidisciplinares com objetivos específicos.

No Bancoob, as squads eram formadas por pessoas de vários níveis hierárquicos, de maneira a criar equipes competitivas. Logo, o envolvimento foi transversal entre departamentos e as ideias eram validadas ao longo do programa.

Sicoob Credicitrus: transformação cultural combate resistência à inovação

Na Sicoob Credicitrus, que criou sua área de inovação no início de 2019, uma estratégia para driblar possíveis resistências é incluir o gestor da área que será beneficiada pela iniciativa no processo de inovação

Tiago Sartori, Gerente de Inovação e Transformação Digital da Credicitrus, detalha a estratégia fazendo a seguinte analogia: “nós entendemos que a área de inovação precisa funcionar como fosse um levantador num jogo de vôlei, ou seja, somos a ponte para inovação ocorrer, e não a peça principal”.

Por exemplo, se uma iniciativa desenvolvida pela área de inovação é voltada à área de Tecnologia da Informação (TI), a Credicitrus convida o gestor de TI da área para fazer parte do projeto e desenvolverem juntos. Em alguns casos, o próprio gestor da área se torna o responsável pela iniciativa de inovação.

Além de quebrar possíveis barreiras ou resistências, esse modelo de cocriação é uma forma de incluir mais pessoas na inovação e, consequentemente, transformar a cultura. Prova disso é que a área de inovação da Credicitrus passou a ser mais demandada não só pelos gestores mas pela cooperativa como um todo.

Segundo Sartori, isso demonstra a importância de toda a cooperativa enxergar a inovação de forma estratégica. “Não aprendemos isso do dia para a noite. Hoje, já somos vistos de forma diferente dentro da organização e, aos poucos, a cultura vai mudando”, afirma.

Transformação cultural da Unimed-BH se inspira em modelo de startups

Ter uma cultura inovadora remete a uma tolerância maior ao erro, certo? Mas como ser tolerante ao erro numa cooperativa de saúde? É isso que veremos agora ao analisar o caso da Unimed-BH.

Antes de tudo, é importante entender que a inovação é elemento-chave da cultura organizacional da Unimed-BH, que criou seu centro de inovação em 2014.

A declaração de inovação da cooperativa diz que a “intenção é favorecer e incentivar a experimentação para criar e aprimorar soluções para o negócio. A finalidade é gerar impacto positivo e sustentabilidade, valorizando tentativas, erros e aprendizados que fazem parte do processo”.

Cultura do erro e inovação aberta

O Coordenador de Inovação da cooperativa, Rafael Garcia Paolinelli Moraes, lembra que foi bem complicado, para uma cooperativa de saúde, colocar a palavra “erros” na sua declaração de inovação. No entanto, a diretoria aceitou quando entendeu que a proposta não é errar em qualquer coisa, mas em um ambiente controlado de experimentação, como um programa de conexão com startups.

Logo surgiu o Link One, programa cuja proposta é promover inovação aberta no setor da saúde com a participação de startups. Somando as duas primeiras edições, o programa contou com 667 empreendedores e 233 startups oriundas de quatro países e 12 Estados do Brasil.

Moraes afirma que a chegada das startups trouxe forte impacto na cultura organizacional com um todo, além da mudança de mindset das pessoas que participaram do processo. “Provou que as startups podem acelerar os desafios, gerou sentimento de pertencimento entre os colaboradores das áreas de negócio e reforçou nossa posição como marca inovadora”, afirma.

A transformação cultural a partir da inovação na Unimed-BH, aliás, também foi narrada em um de nossos cases de inovação. Essa mentalidade também se mostrou fundamental para a implementação ágil da telemedicina no atendimento da cooperativa durante a pandemia de covid-19.

Conclusão: elementos essenciais na transformação cultural a partir da inovação

Ao longo deste post contamos alguns exemplos sobre a importância da transformação cultural e como ela tem ocorrido. Para concluir, vamos listar algumas dicas essenciais para manter uma cultura de inovação permanente. Afinal, a inovação deve ser um ativo estratégico para a cooperativa e não um projeto pontual.

Por fim, não devemos deixar de lado a importância das lideranças apoiarem processos de inovação e darem autonomia aos seus colaboradores. Afinal, como diria Steve Jobs, “não faz sentido contratar pessoas inteligentes e dizer a elas o que elas devem fazer; nós contratamos pessoas inteligentes para que elas possam nos dizer o que fazer”.

Que tal se aprofundar ainda mais no tema? Então confira o nosso e-book Cultura da Inovação no Cooperativismo, e conheça ferramentas, conceitos e mitos em torno da inovação!

<p>Saiba mais sobre como a simbiose entre inovação e competitividade funcionam, com casos práticos e dicas para implantar na sua cooperativa!</p>

Inovação e produtividade: o match perfeito

A relação entre inovação e produtividade é fundamental para a competitividade - veja como unir esses elementos na sua coop!


Melhorar a produtividade é um grande desafio para os negócios em um mundo de aceleração digital e surgimento de novas ferramentas tecnológicas. Quem não consegue melhorar a eficiência, corre o risco de ficar para trás. É nesse cenário que inovação e produtividade andam juntas!

A inovação soluciona problemas, agrega valor às atividades, reduz custos e, dessa forma, estimula a produtividade. Portanto, não tem como falar de aumento de produtividade sem levar em conta os efeitos das novas ideias e tecnologias.

Muito mais do que um diferencial, a produtividade é uma necessidade das cooperativas. Afinal, trata-se de um fator intimamente ligado à competitividade dos negócios. Seja nos serviços financeiros ou na lavoura, as cooperativas precisam ficar mais produtivas.

Neste artigo, você irá conhecer mais sobre a conexão que existe entre inovação e produtividade e como é possível uní-las na sua cooperativa, com direito a exemplos práticos de sucesso. Aproveite a leitura!

Como a inovação melhora a produtividade

Inovar é resolver problemas - atuais ou futuros - e aprimorar processos. A inovação pode ser contínua ou disruptiva. Mas o que torna uma inovação um sucesso é sua capacidade de melhorar a produtividade onde ela for aplicada.

Além disso, é importante considerar a velocidade dos avanços. Em um mundo cheio de mudanças, a inovação aumenta a competitividade das cooperativas, tornando-as mais modernas e efetivas para cooperados e clientes.

Dessa forma, a competitividade é um grande desafio para muitas cooperativas. Cada um dos ramos tem suas particularidades, o que exige diferentes abordagens. Digitalizar o atendimento? Cortar custos? Automatizar processos? Construir uma cultura que dê valor à educação e ao cultivo de ideias? Tudo isso melhora a produtividade.

Inovação e produtividade no campo

O ramo agropecuário precisa olhar para a produtividade pensando no futuro. Com o aumento populacional, o campo vai precisar encontrar soluções para produzir mais e alimentar o mundo.

O cooperativismo brasileiro é protagonista desse movimento. As cooperativas daqui atendem não apenas o mercado interno, como também marcam presença no mundo todo. Portanto, o ramo precisa estar continuamente em busca de inovações capazes de impulsionar a produtividade de lavouras e criações.

Fecoagro/RS melhora produtividade das lavouras de milho

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro/RS) lidou com o problema na prática por meio do Programa Terra Boa. O projeto nasceu quando a entidade, formada por 11 cooperativas, percebeu que a produtividade na produção de milho estava baixa.

O diagnóstico foi de que as sementes que os produtores cooperados estavam usando não eram adequadas às características do solo na região. Assim, a produção de milho não ultrapassava a média de 4.122 kg por hectare, a ponto de que o estado de Santa Catarina não era mais autossuficiente em milho.

Diante disso, a Fecoagro/SC passou a subsidiar a compra de insumos adequados. Ainda foi necessário um processo de capacitação, para que os produtores pudessem manejar as novas sementes de maneira correta.

O resultado foi excelente! A produtividade de milho nas pequenas propriedades associadas à intercooperação passou de uma média de 4.122 kg/ha no ano 2000, para 7.835 kg/ha, em média, em 2020. Contamos essa história com mais detalhes em nossos cases de inovação.

Inovação e produtividade nos atendimentos

A tecnologia e a inovação também são grandes aliadas na busca por melhorias de produtividade no atendimento a clientes e cooperados. Automatizando atendimentos mais simples e repetitivos, por exemplo, é possível resolver problemas com mais rapidez. Ao mesmo tempo, os atendentes humanos lidam com situações mais complexas.

Chatbots e ferramentas de inteligência artificial são outras tecnologias de apoio à produtividade, efetividade, e economia de tempo durante os atendimentos. Elas são úteis para o fechamento de novas vendas, atendimento no pós-venda e para a estratégia de marketing da cooperativa.

No geral, os chatbots podem agregar produtividade em todos os ramos do cooperativismo. Mas segundo a pesquisa Panorama Mobile Time de 2022, dois setores com grande presença de cooperativas se destacam: os serviços financeiros e os de saúde.

Unimed Natal: chatbots ampliam capacidade de atendimento

Um exemplo que contamos em nossos cases de inovação é o da Unimed Natal. Em parceria com a BRbots, a cooperativa potiguar desenvolveu uma solução baseada em inteligência artificial para lidar com a grande demanda em seus canais de atendimento.

O objetivo da inovação era atender mais rápido, melhor e com menores custos - isto é, melhorar a produtividade. Após um período de transição, a nova solução foi muito bem aceita pelos clientes.

Com apoio dos assistentes virtuais, os clientes da Unimed Natal podem agendar, confirmar, cancelar ou reagendar consultas e exames, acompanhar aprovações e status de exames e consultas, negociar dívidas e obter segunda via de boletos. Antes tudo era feito por telefone ou presencialmente por atendentes humanos.

Atualmente, 50% das chamadas de clientes da Unimed Natal são totalmente atendidas pelos robôs. A melhor produtividade fez com que a fila de espera para o atendimento fosse eliminada e, além disso, gerou uma economia estimada em R$ 500 mil até o final de 2022.

Como unir inovação e produtividade na sua cooperativa?

A aliança entre inovação e produtividade, apesar de evidente, não é necessariamente simples de colocar em prática. Nesse sentido, algumas práticas podem colocar a sua cooperativa no caminho de inovar e produzir melhor em prol da competitividade. Selecionamos, então, alguns pontos de partida:

Atualizar a estrutura tecnológica: possuir uma estrutura tecnológica moderna e adequada faz uma grande diferença para os níveis de produtividade. Usar plataformas mais rápidas, com mais recursos e melhor potencial de processamento aprimora a eficiência do trabalho e facilita a adoção de novas tecnologias integradas.

Tirar proveito de ferramentas de IA: já até falamos dos chatbots, mas a inteligência artificial é muito mais do que isso. Há uma série de ferramentas que aproveitam os avanços tecnológicos e oferecem novos recursos para facilitar e automatizar tarefas diversas. Há soluções para gestão de tempo, edição de textos, produção de conteúdo em áudio e vídeo, planejamento e programação, por exemplo. Tanto é que fizemos um guia prático inteiro sobre o tema - veja aqui!

Aproveitar o conhecimento das equipes: a inteligência coletiva é capaz de encontrar respostas para muitos problemas que freiam a produtividade. Quem está com a mão na massa sabe quais processos apresentam gargalos e atrapalham a eficiência. Dessa forma, apostar no intraempreendedorismo é uma ótima pedida para inovar com eficácia.

Proporcionar treinamento e aprendizado contínuos: colaboradores e cooperados atualizados são capazes de propor ideias inovadoras em busca da produtividade. Estar por dentro de novas tecnologias, técnicas e conceitos é fundamental nesse processo. Por isso, ofereça oportunidades de aprendizado e aperfeiçoamento educacional para colher soluções. Portanto, cultive a cultura lifelong learning na sua cooperativa - e sabe como você pode fazer isso? Com os cursos do InovaCoop, clique aqui e confira!

Coagru: escola técnica eleva produtividade

Um exemplo prático de como a educação é um elo entre produtividade e inovação é a Coagru (Cooperativa Agroindustrial União) e sua Escola Técnica Avícola. Após identificar deficiências na produção de frango de corte, a cooperativa apostou na educação como forma de aprimorar a produtividade no segmento.

Assim, a Coagru percebeu a necessidade de capacitar colaboradores e cooperados com conhecimentos técnicos sobre a avicultura. Sem nenhuma entidade capaz de fornecer o treinamento adequado na região, a cooperativa criou sua própria escola técnica.

Em uma iniciativa de intercooperação com o Sicredi Vale do Piquiri, a Coagru investiu R$ 1,5 para financiar as obras e a infraestrutura do projeto, que foi inaugurado em 2015. Com a qualificação, os resultados na produtividade apareceram logo: o peso médio das aves aumentou, assim como a receita proveniente de cada ave comercializada.

Sinais de que sua coop precisa olhar para a produtividade

A baixa produtividade pode ser resultado da falta de uma cultura que dê valor a novas ideias. A aversão exagerada a riscos afeta a capacidade de inovar, o que pode levar ao comodismo e à perda de competitividade.

Diante disso, alguns sinais denunciam que sua cooperativa enfrenta desafios ligados à produtividade e à inovação. Veja três deles:

1. Falta de colaboração: a cooperação precisa existir entre as equipes que tocam a cooperativa. Afinal, a interação e a troca de ideias geram ideias inovadoras. Pode ser que sua cooperativa precise passar por uma transformação cultural.

2. Alta rotatividade: caso sua cooperativa sofra com muitos colaboradores saindo, é hora de tentar entender o que está acontecendo. As pessoas gostam de desafios. A busca por inovação e produtividade é uma forma de estimular e agregar o senso de pertencimento.

3. Falta de transformação digital: não é mais possível deixar as novas tecnologias e o mundo conectado de lado. Para tanto, a transformação digital precisa estar no planejamento da cooperativa. Dessa forma, inovações e ganhos de produtividade serão mais frequentes.

Ferramentas de produtividade

Por fim, a inovação proporciona ferramentas para que a cooperativa tenha ganhos de produtividade. Seja por meio de novas metodologias ou serviços digitais, há uma série de oportunidades para tornar sua operação mais eficiente. Algumas sugestões são:

Metodologias ágeis: a velocidade da nova economia exige que os processos também fujam do tradicional. As metodologias ágeis cumprem esse papel, dando mais rapidez às tarefas e, assim, aumentando a produtividade. Confira o material que preparamos sobre elas!

Sistema de gestão: contar com um bom software para controle, gestão e gerenciamento de processos pode render um grande ganho de produtividade nas cooperativas. Manter todas as áreas da coop integradas em um único sistema contribui para a integração de setores e aprimora a tomada de decisões.

Intercooperação: o ecossistema cooperativista é, essencialmente, colaborativo. Essa união proporciona oportunidades de melhorar a produtividade. Com a intercooperação, as cooperativas conseguem unir forças e somar recursos para obter resultados melhores e ganhar competitividade.

Conclusão: a simbiose entre inovação e produtividade

A busca pela produtividade é um dos maiores motores da inovação. Modernizar, aprimorar processos, adotar novas tecnologias, educar e dar protagonismo à criatividade: tudo isso deixa a sua cooperativa mais produtiva.

Portanto, mais do que nunca, é hora de trabalhar esses dois elementos conjuntamente, de forma estratégica e central no planejamento das cooperativas. A construção de uma cultura voltada à inovação e à busca pela produtividade é cada vez mais necessária para todo o ambiente de negócios cooperativista.

No fim das contas, inovação e produtividade nutrem uma relação de simbiose e crescimento mútuo. Ambas se estimulam em um ciclo virtuoso de novas ideias e ganhos de competitividade. Com isso, o protagonismo das cooperativas na economia digital passa por organizações mais produtivas e inovadoras.

Que tal aprender com algumas das companhias mais inovadoras - e produtivas - da economia global? Então confira nosso e-book que esmiúça como Apple, Google e Amazon se organizam estrategicamente para inovar!

<p>Inspire-se com modelos de programas de ideias que têm tido excelentes resultados e aprenda a criar uma versão para a sua cooperativa.</p>

Conheça 5 programas de ideias que ajudam a transformar o mundo cooperativista

Veja como os programas de ideias podem dar origem a iniciativas inovadoras


William Shakespeare escreveu que “as ideias das pessoas são pedaços da sua felicidade”. Pode parecer um pouco filosófico iniciar este artigo com uma citação tão forte, mas ela materializa perfeitamente o assunto que abordaremos hoje: os programas de ideias.

Tem quem diga que elas valem ouro, tem quem diga que elas são a inteligência ganhando formas criativas: seja como for, as ideias têm um valor significativo no mercado atual. Em um ambiente em que milhões de projetos já foram iniciados e tantas inovações já foram propostas, ter algo genuíno é realmente promissor.

Mas não basta ter boas ideias: nos negócios, uma gestão receptiva e disposta a escutar e apoiar as mudanças positivas é fundamental para o sucesso da inovação. Os programas de ideias têm justamente essa intenção.

Por meio deles, os colaboradores têm a oportunidade de encaminhar projetos a uma bancada que vai selecionar os mais interessantes e encaminhá-los para que eles saiam do papel. Essa estratégia tem o nome de “intraempreendedorismo” e se concentra em mostrar que é possível empreender, mesmo não estando em uma posição de liderança.

5 programas de ideias inspiradores no cooperativismo

Nós poderíamos passar todo esse artigo falando sobre como é importante valorizar as ideias da sua equipe. Mas, em vez disso, optamos por mostrar a relevância desta atitude na prática. Confira cinco programas de ideias inspiradores que vão demonstrar como o intraempreendedorismo está crescendo.

Fábrica de inovação da Unimed Cascavel mostra força de cultura inovadora

Existem muitas desculpas que as empresas usam para não inovar e não apoiar iniciativas internas. No entanto, a Unimed Cascavel provou que nenhuma barreira é grande o suficiente para te afastar de iniciativas transformadoras.

Os números da cooperativa impressionam: com mais de 98 mil beneficiários e com cerca de 600 médicos cooperados, a marca se posiciona como uma referência no segmento. Ainda assim, ela enfrentava desafios para competir com a concorrência e otimizar processos internos.

A solução criada foi a Fábrica de Inovação, que convida tanto os colaboradores quanto os cooperados a enviarem propostas que podem beneficiar toda a comunidade. O grande diferencial está no sistema de bonificação, que é feito a partir de “unimiles”, a moeda interna da cooperativa que pode ser trocada por brindes.

Os resultados foram muito além da confiança que os participantes conquistaram. Entre eles, se destacam a substituição de mexedores de café de plástico por versões em fibra de coco, bem como o aumento de pontos de coleta de materiais recicláveis.

Além disso, a implementação de painéis solares já gerou uma economia de mais de R$ 200 mil. Por fim, a captação de água da chuva também já contribuiu com a conservação de recursos hídricos e o uso de assinaturas eletrônicas evitou a emissão de 874 kg/ano de CO2.

Mais 360º é o programa de ideias que faz o Sicoob girar!

Certas cooperativas têm uma forte cultura de inovação. O Sicoob é uma delas, com certeza. No entanto, apesar de já trabalhar com esse viés há algum tempo, a cooperativa se viu distante das ideias de seus próprios colaboradores e percebeu que isso fazia falta na hora de aumentar sua relevância no mercado.

O Mais 360º surgiu com o intuito de fortalecer o intraempreendedorismo, utilizando a gamificação como base para aumentar as chances de participação. Uma moeda fictícia também foi usada nesse caso e, ainda na primeira edição, foram registradas cerca de 155 ideias: uma média acima do esperado.

Outro dado promissor é o de que cerca de 25% dos colaboradores se envolveram com a iniciativa. Com 500 cooperados diretamente impactados pelas ações da incubadora, o programa conseguiu modificar a cultura da coop em sua base.

Um ponto interessante é a transparência durante a seleção. Com um edital claro, objetivo e simplificado, os candidatos podem se preparar melhor e acompanhar toda a jornada de melhoria pela qual suas ideias passam.

Lar Cooperativa leva a inovação e a economia ao campo

O caso da Lar Cooperativa é uma evidência de como a delimitação de metas estratégicas e a continuidade podem ser grandes aliadas dos programas de ideias. Apesar de iniciativas como essa já existirem na coop, ela diagnosticou a necessidade de optar por sistemas contínuos e que, aos poucos, se tornassem parte da cultura organizacional.

A adesão voluntária era um dos grandes objetivos do projeto e, para que ela fosse alcançada, a cooperativa propôs desafios condizentes com seus desafios atuais.

Os resultados atingiram duas das principais conquistas que os programas de ideias podem ter. Além de sugestões promissoras como o uso de sensores para otimizar os pedidos de ração na avicultura, as implementações também geraram economias de cerca de R$ 124,8 milhões.

Silo de ideias aproxima a Integrada Cooperativa Agroindustrial de uma nova era

Os silos são usados para armazenar alguns dos produtos mais valiosos da agricultura. Recentemente, eles ganharam a oportunidade de receber um estoque de outro material enriquecedor: as ideias.

O “Silo de Ideias” foi desenvolvido pela Integrada Cooperativa Agroindustrial com o pensamento de que ninguém tem mais potencial de melhorar os resultados da marca do que os próprios colaboradores. Fundado como uma forma de reconhecer e estimular o intraempreendedorismo, ele tem um regulamento simples e transparente.

Assim como outros programas de ideias, esse modelo fortalece as iniciativas ao longo de diversas fases. Vale destacar a participação do “agente de inovação”, um profissional qualificado nesse segmento que é inserido nos grupos para otimizar e lapidar os planejamentos de submissão.

Uma vez que o programa é implementado, a celebração é dobrada. Além de receber um prêmio em dinheiro, os participantes também podem ver suas sugestões fazendo a diferença para a cooperativa.

Programa de Ideias da Coprel usa a tecnologia para incentivar a colaboração

A busca da Coprel por melhorias levou a cooperativa a uma jornada que envolve tecnologia, união e confiança. Depois de amplas pesquisas, o lançamento do programa de ideias da coop foi feito por meio de um evento online.

Enxergada como uma estratégia de ganha/ganha, esse recurso visa beneficiar tanto os colaboradores, que passam a ter suas iniciativas vistas e consideradas, quanto a liderança, que encontram soluções capazes de gerar algum retorno para a cooperativa, seja ele financeiro, estrutural ou operacional.

Desafios na implementação de programas de ideias em cooperativas

Vendo exemplos tão inspiradores, a impressão que fica é de que os programas de ideias são soluções infalíveis. E apesar delas serem uma opção extremamente viável, é preciso ter cuidado com o processo de preparação para que alguns desafios não atrapalhem seus resultados.

Eis alguns fatores que podem causar um distanciamento entre o público-alvo e o projeto:

Baixo comprometimento

Inconsistências no regulamento

Falta de oportunidades

Premiações desinteressantes

Basicamente, as pessoas precisam saber que suas ideias apresentadas serão respeitadas e que há chances reais de que elas ganhem vida. Do contrário, elas acabarão inseguras e com a sensação de que com chances tão baixas, nem vale a pena tentar.

Uma dica importante é a de sempre garantir que os projetos escolhidos sigam sendo acompanhados pelas pessoas envolvidas. Mostrar avanços e resultados é uma maneira de firmar legitimidade e reforçar o conceito de intraempreendedorismo.

Portanto, use a criatividade: faça eventos online, envie e-mails de atualização, mostre depoimentos e cases de sucesso. Tudo é válido para manter o imaginário das pessoas sempre ativo e gerando resultados inovadores.

Conclusão: é hora de partir para a prática

Agora que você conhece exemplos e conceitos que circulam os programas de ideias, é hora de tirar seus projetos do papel e começar a trilhar o seu próprio caminho de inovação. E lembre-se: você não está só!

No universo do cooperativismo, sempre existe uma possibilidade de conquistar apoio e aprender com quem já passou por jornadas como a sua. Portanto, procure continuar sua pesquisa e seguir descobrindo estratégias para ter sucesso ainda nas primeiras tentativas de implementação.

Para lhe ajudar, separamos um material com um conteúdo riquíssimo. O Guia Prático: Ferramentas para testar ideias - InovaCoop foi desenvolvido por experts e traz dicas extremamente relevantes para quem quer acolher a inovação, mas sempre com a assertividade em mente. Boa leitura!

<p>Criar bons comandos requer uma série de habilidades. Veja como aproveitar melhor o que a IA tem a oferecer para sua coop!</p>

Pilotando o ChatGPT: as habilidades para extrair o potencial da IA

Bons comandos fazem toda a diferença para obter bons resultados com a Inteligência Artificial


O potencial das novas ferramentas de inteligência artificial generativa, sobretudo o ChatGPT, ainda estão sendo explorados, testados e descobertos. No entanto, já é possível vislumbrar como essa tecnologia pode ajudar a tornar uma série de atividades mais produtivas.

Só que isso não é tão fácil quanto pode parecer a princípio. Extrair o potencial do ChatGPT e de outras ferramentas semelhantes demanda que as pessoas tenham a mente aberta para ampliar os horizontes, aprender continuamente e desenvolver novas habilidades.

A parte mais importante de ter em mente é que a ferramenta não faz nada sozinha. O ChatGPT é somente um copiloto que vai dar apoio às tarefas. Dessa forma, a qualidade do resultado obtido com seu uso é proporcional à qualidade do comando. Bons comandos geram boas respostas, enquanto comandos pouco precisos proporcionam textos genéricos.

Ou seja: saber como elaborar comandos bem escritos, claros, precisos e adequados ao objetivo é uma habilidade central para quem quer utilizar a IA no dia a dia. Neste artigo, iremos entender mais sobre os principais aprendizados para conseguir tornar o ChatGPT em um grande aliado. Boa leitura!

Gerar comandos: a grande habilidade para dominar a Inteligência Artificial

O grande desafio para conseguir usar o ChatGPT e outras ferramentas de IA - como o Google Bard, também de textos, ou o Dall-E, que produz imagens - é escrever o melhor comando. A tecnologia não consegue fazer nada sozinha, de maneira que precisa ser guiada para entregar resultados satisfatórios.

A tecnologia está, de fato, apoiando muitas pessoas em seus trabalhos. Uma pesquisa da Fishbowl revela que 30% dos profissionais entrevistados já usaram o ChatGPT ou algum outro programa de Inteligência Artificial. A ferramenta, afinal, pode ser muito útil para facilitar a execução de tarefas repetitivas e mecânicas.

O fator humano nunca será deixado de lado, portanto. Nesse sentido, aliás, já até surgiu uma nova profissão: os engenheiros de prompt. São pessoas especializadas em produzir comandos assertivos para a IA em busca de respostas específicas e adequadas ao objetivo.

A IA, afinal, não consegue fazer interpretações complexas. Assim, o comando precisa conseguir direcionar a ferramenta para que ela faça exatamente o que se espera. Essa é uma tarefa mais difícil do que muita gente pode imaginar. Os engenheiros de prompt são pessoas que dominam e desenvolvem as técnicas para elaborar comandos bons e efetivos.

Mas nem todo mundo precisa ser um engenheiro de prompt para conseguir tirar proveito do ChatGPT. Por isso, selecionamos uma série de habilidades e elementos que você pode aprender e desenvolver a fim de tornar sua relação com a IA cada vez mais frutífera - confira!

Defina os seus objetivos

O primeiro passo é essencial: saiba aquilo que você quer que a ferramenta faça. Qual é o tipo de texto que você precisa? Qual é a finalidade: informar, gerar leads, anunciar alguma novidade da sua cooperativa, fazer um resumo para consulta, consolidar algum dado?

Por isso, defina os seus objetivos antes de tudo. Seja para escrever um e-mail aos cooperados ou gerar relatórios que só você vai acessar. Tudo isso vai afetar o seu comando para a ferramenta.

Tenha clareza para alcançar bons resultados

Diferente de uma pessoa, a IA não é capaz de entender subtextos, contextos gerais e presumir orientações tácitas. Portanto, seja o mais claro e descritivo possível, evitando qualquer dúvida ou ambiguidade. O ChatGPT é literal e vai fazer exatamente o que você pedir - nada mais do que isso.

Logo, em busca de melhores resultados, especifique o objetivo do texto, a linguagem (se é algo formal ou informal, por exemplo), o tamanho, o tema e as informações essenciais que devem estar presentes. Além disso, apresente o contexto e aplique restrições. Isto é: seja minucioso em seu comando para que o conteúdo seja adequado àquilo que você almeja obter.

Veja esse exemplo que apresentamos em nosso guia prático sobre IA. Pedimos o seguinte para o ChatGPT:

“Escreva um e-mail de feliz aniversário para ser enviado aos cooperados em uma cooperativa de crédito. O texto deve mencionar planejamento financeiro. O e-mail deve ser feliz, com linguagem descontraída e ter, no máximo, dois parágrafos curtos”. 

Veja como ficou:

Assunto: Feliz Aniversário! Desejamos um ano planejado e próspero

Caro cooperado,

A equipe da cooperativa de crédito deseja-lhe um feliz aniversário! Esperamos que seu novo ano de vida seja repleto de felicidade e realizações. E, para ajudar a tornar esse novo ciclo ainda mais especial, gostaríamos de lembrá-lo da importância de ter um planejamento financeiro sólido.

Afinal, sabemos que a vida é imprevisível e muitas vezes enfrentamos situações que podem afetar nossas finanças. É por isso que uma boa gestão financeira é fundamental para garantir a tranquilidade e a segurança financeira a longo prazo. Conte conosco para ajudá-lo em cada etapa desse processo e desejamos que seu novo ano seja planejado e próspero!

Feliz aniversário e um grande abraço!”

Criatividade faz toda a diferença

A criatividade é um combustível e tanto para o ChatGPT e as ferramentas de IA. Elas abrem novas possibilidades para executar novas ideias. Uma ideia muito interessante pode ser de difícil execução - e é aí que entram essas ferramentas para ajudar.

O quão complexo seria produzir a imagem de um robô pintando um retrato no estilo artístico steampunk? Com o Dall-E, bastou um comando e poucos segundos de processamento. O que acha do resultado?

Entenda as limitações das ferramentas

Por mais impressionantes que sejam, as ferramentas de IA ainda são cheias de limitações técnicas e conceituais. Para que você consiga usá-las da melhor maneira possível, é fundamental estar ciente do que ela pode ou não fazer.

A base de dados do ChatGPT, por exemplo, tem como referência informações até setembro de 2021. Essa limitação torna a ferramenta mais pobre para lidar com assuntos contemporâneos. Além disso, o ChatGPT não é uma ferramenta de pesquisa ou referências - na prática, ele pode até mesmo inventar informações ou fontes.

Há, ainda, limitações impostas pelo próprio código. O ChatGPT pode identificar temas sensíveis e abdicar de produzir materiais sobre eles. No mais, o chatbot tem uma alta propensão a erros - conforme ele mesmo admite, basta perguntar.

O fator humano não pode ser deixado de lado

As pessoas devem continuar sendo responsáveis pelas tarefas, mesmo com o apoio do ChatGPT e outras ferramentas de IA. Todos os resultados devem ser revisados e validados por humanos - não basta copiar e colar o texto que o ChatGPT gera.

Afinal, o ChatGPT é somente uma ferramenta a ser usada pelas pessoas que, no fim das contas, serão responsáveis pelo resultado obtido com o uso. Assim sendo, a aliança entre o fator humano e a inteligência artificial pode ser poderosa quando cada um desempenha seus papéis de forma complementar.

Use plugins e extensões

Uma série de ferramentas ajudam a enriquecer ainda mais a experiência com o ChatGPT. Por isso, fique de olho nas extensões que deixam o programa mais atualizado e completo para realizar diversas tarefas.

A própria OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, disponibiliza uma série de plugins que possibilitam, por exemplo, produzir resumos de vídeos no YouTube, criar playlists personalizadas, interagir com documentos em PDF, obter indicações de restaurantes e converter textos em áudio.

Dicas para melhorar os seus comandos

Além disso, veja essas outras dicas para melhorar ainda mais a sua experiência com os comandos do ChatGPT:

Continue a respostas: o ChatGPT vai limitar o tamanho máximo do texto produzido. Contudo, se você não estiver satisfeito com a extensão do material produzido, basta pedir para que ele continue o texto. Se você pediu alguma lista e quer mais resultados, também é só pedir mais opções.

Melhore os textos: você fez um comando e o texto gerado é bom, mas não ideal? Então aponte os ajustes necessários e melhore o material. Correções no estilo ou a exclusão de um parágrafo, por exemplo.

Especifique o formato: deixe bem claro se você quer que a resposta venha em dissertação, lista, tabelas ou até mesmo versos. A criatividade é o limite.

Coloque suas habilidades em prática: para que usar o ChatGPT

Gerar novas ideias: quer um título criativo para uma campanha de marketing ou algum nome engraçado para uma personagem? Descreva a situação e peça alternativas para o ChaGPT. Mesmo que você não use uma das alternativas apresentadas, elas podem servir de inspiração para alguma boa ideia!

Dar suporte às decisões: a IA em geral é muito competente para lidar com dados. Aproveite esse potencial para extrair insights e tomar decisões baseadas em dados na sua cooperativa!

Organizar informações: uma outra habilidade da IA envolvendo dados tem a ver com a organização das informações. Quer, por exemplo, organizar uma tabela usando algum critério? Ela pode te ajudar. Ou então, que tal definir o cronograma da sua semana de forma simples?

Facilitar o brainstorming: por que não usar ferramentas de IA durante os processos de facilitação em busca de novas ideias? Como uma ferramenta de apoio, a tecnologia pode ajudar na construção de premissas e refinamento de ideias promissoras.

Conclusão: habilidades para potencializar a IA

As ferramentas de Inteligência artificial estão ganhando espaço na vida profissional. Com novos recursos e habilidades, a IA é a tecnologia do momento e, diferentemente de outras tendências passageiras, tudo leva a crer que ela veio para ficar.

Dessa forma, é importante entender como tirar o melhor proveito delas. O ChatGPT, por exemplo, é uma ótima tecnologia de suporte. Por isso é tão importante saber manuseá-lo e interagir com ele. Os comandos fazem toda a diferença.

Para entender melhor de que maneira você pode fazer para aproveitar o ChatGPT, confira o nosso guia prático sobre como usar a Inteligência Artificial na prática! Lá, você vai entender o que ele tem de tão especial, quais suas aplicações práticas e como você faz para acessá-lo - confira!

 

<p>Marcas com propósito conseguem se conectar mais rapidamente com os consumidores. Marcas inovadoras, relevantes e admiradas são capazes de gerar maior fidelidade. Que tal, então, sua marca coop ser uma referência desse novo espírito do tempo??</p>

Cooperativismo é naturalmente uma marca líder

Fred Gelli apresenta um olhar inovador para a gestão de marcas por meio da biomimética


A ciência que se inspira na natureza na busca por estratégias, formas e soluções para qualquer área de conhecimento humano, a biomimética, foi apresentada na Semana de Competitividade do Cooperativismo 2023, nesta quarta-feira (9). Com base nessa ciência, o designer Fred Gelli, cofundador e CEO da Tátil Design, proferiu a palestra: Qual marca sua marca deixa pra nós? A sustentabilidade ambiental e as novas formas de engajar e fidelizar público e clientes foi explicada pelo CEO em uma palestra imersiva no mundo natural.

“Marcas com propósito conseguem se conectar mais rapidamente com os consumidores. Marcas inovadoras, relevantes e admiradas são capazes de gerar maior fidelidade. Que tal, então, sua marca coop ser uma referência nesse novo espírito do tempo?”, iniciou o CEO, ao explicar que as inspirações presentes na natureza sempre fizeram parte de seu processo criativo, mesmo quando muitos desacreditaram de suas ideias.

“Comecei a utilizar essa ciência ainda na faculdade, produzindo a partir de materiais recicláveis, em 1989. Na época, todos diziam que eu estava maluco, mesmo explicando o conceito do ecodesign e os termos de proposta de valor. Hoje, nossa agência é certificada dentro dos indicadores ESG e nos tornamos especialistas em marcas. Falamos bastante de design thinking, que é a ideia de pensar processualmente e ter uma abordagem de jornada de consumo, os nossos amados post-its. Mas provocamos e complementamos essa visão com o design feeling, que leva em conta as soluções de baixo impacto ambiental, mas alto impacto sensorial. Utilizamos, inclusive, essa técnica nas Paralimpíadas de 2016 com obras que vibram e pulsam”, explicou.

Tudo que há na natureza instiga o processo criativo de Gelli. A questão da diminuição do lixo e o papel da reciclagem o levaram a propor a seus clientes embalagens biodegradáveis para reduzir os impactos ao meio ambiente. O CEO também observa o propósito das ‘embalagens naturais’ e afirma que se inspira nas cascas das frutas como banana e mexerica, por exemplo, na própria atmosfera do planeta e até mesmo na ‘super embalagem’ que é a barriga de uma mulher gestante. 

“Temos um desafio evolutivo diante da perspectiva de futuro como homo consumos, um lugar bastante delicado onde todos vivemos de vender coisas para alguém. Temos que desatar nós nas questões ambientais, climáticas e energéticas. Há ainda a Inteligência Artificial, um desafio criativo diante de nós, e há a Inteligência Natural como um contraponto para reinventar o presente e garantir futuros desejáveis. A natureza tem muito a nos dizer, afinal, são 3,8 bilhões de anos de evolução e hoje temos 15 milhões de espécies desenvolvendo estratégias para inovar e evoluir. E inovar é a capacidade de conectar coisas que não foram feitas antes”, pontuou.

Gelli fez um comparativo da evolução dos humanos a outras espécies e enfatizou que no reino animal há muita cooperação, especialmente entre os insetos. “O humano é o único mamífero que se junta em quantidades enormes para promover algo em comum. Os outros mamíferos se unem, mas em grupos menores para estabelecerem espaços. O fato é que as motivações para cooperarmos podem ser ideológicas, religiosas, financeiras, mas basicamente o que está por trás é o propósito. A economia do grupo deve ser distributiva e regenerativa por natureza. Assim como o planeta que se reinventa, precisamos mudar e garantir nossa sobrevivência. E isso tem a ver como trabalhamos e paramos”, destacou.

O designer salientou que as grandes corporações concentram as maiores competências, e, logo, precisam se organizar para atuar de maneira similar à lógica do cooperativismo, que se utiliza da união de pessoas dispostas a levar ganho para todos ao invés de concentrar renda. “Tivemos a transformação digital e agora estamos na transformação ESG, que tem tudo haver com o futuro que queremos desenhar. Todo negócio terá que gerar impactos positivos e tem que ser social. É necessário diversificar, selecionar e amplificar para promover a diversidade. Quanto mais diverso é o ecossistema, mais resiliente ele é. Isso está presente no cooperativismo que não tem a hierarquia clássica de uma empresa, as decisões mais rápidas são tomadas nas pontas”.

De acordo com ele, o equilíbrio entre competir e cooperar é saudável e a marca cooperativismo já traz em sua identidade princípios e valores com capacidade de criar diferenciação e aumentar a procura pelo modelo de negócios. “Uma marca forte constrói reconhecimento, entrega percepção de qualidade, cria associações desejáveis e conquista preferência. Marca não é promessa, é entrega. O branding é contínuo e precisa evoluir. Reforço, marcas fortes ocupam lugar na cabeça da gente, as marcas amadas nos induzem a ter uma conexão emocional, mas as marcas protagonistas são, além de fortes e amadas, responsáveis na construção de um futuro melhor. O cooperativismo tem naturalmente habilidade e protagonismo na construção desse futuro melhor porque, além de tudo, gera valor compartilhável”, completou. 

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