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Gestão do conhecimento de inovação: como criar um legado de aprendizado contínuo nas cooperativas

Gestão do conhecimento de inovação: como criar um legado de aprendizado contínuo nas cooperativas

  • Parceiro: Coonecta

Conheça ferramentas práticas de gerenciamento que auxiliam na captura, organização e compartilhamento de insights importantes

As cooperativas enfrentam o desafio de ver projetos de inovação disruptivos se encerrarem sem que as lições aprendidas sejam absorvidas pelos colaboradores. O resultado é o desperdício de tempo e recursos, como repetição de ideias, reincidência de erros e projetos sempre começando do zero.

Quando o conhecimento não circula pela cooperativa, a organização perde a oportunidade de criar um legado sólido de aprendizado contínuo. A falta de gestão do conhecimento afeta a inovação, tornando-a esporádica em vez de parte da cultura.

Entenda mais sobre a importância da gestão do conhecimento e aprenda como obter e compartilhar conhecimento e fomentar o aprendizado!

A gestão do conhecimento

A gestão do conhecimento consiste em um conjunto de processos que são responsáveis por identificar, capturar, organizar e compartilhar o capital intelectual adquirido na organização. Para manter o processo organizado, a gestão divide o conhecimento em três categorias: tácito, implícito e explícito.

O conhecimento tácito é obtido por meio da experiência pessoal e de habilidades práticas, sendo difícil de transmitir, enquanto o implícito é a aplicação prática desse saber. Já o conhecimento explícito é a informação que está gravada em documentos, relatórios e bancos de dados.

A gestão do conhecimento é uma grande aliada da inovação por conta de sua dinamicidade. Ao garantir que as informações sejam organizadas, armazenadas, compartilhadas e constantemente testadas, a coop desenvolve soluções inovadoras com maior assertividade, transformando o aprendizado em repertório para evitar erros.

Ferramentas de gerenciamento

Para gerenciar o conhecimento dentro da cooperativa, pode-se utilizar diversas ferramentas que centralizam as informações. Conheça algumas delas e seu papel na gestão do conhecimento:

  • Intranet: rede corporativa privada que reúne a comunicação interna e o acesso a sistemas. Pode atuar como portal de conhecimento, facilitando a conexão entre os colaboradores.

  • Data warehouses: depósito de dados de diversas fontes da organização. Serve como a memória de dados, evitando informações fragmentadas e inconsistentes.

  • Wikis: plataformas colaborativas que permitem a criação e edição dos conteúdos pelos colaboradores. É a ferramenta que auxilia na captura do conhecimento tácito.

  • Sistema de gerenciamento de documentos: software responsável por armazenar, gerenciar e rastrear documentos eletrônicos. Garante que o conhecimento explícito esteja organizado e seja encontrado com facilidade.

Mecanismos práticos para capturar e compartilhar conhecimento

A gestão do conhecimento ganha vida quando se estabelecem processos e ferramentas que facilitam a obtenção e circulação da informação. Portanto, é fundamental implementar mecanismos práticos de captura e compartilhamento.

Os rituais de aprendizagem são momentos de pausa e reflexão, como retrospectivas e reuniões pós-projeto, responsáveis por criar um ambiente propício para debater o que funcionou, ou não, durante o desenvolvimento de soluções inovadoras. A ideia é compartilhar insights que podem ser utilizados em projetos futuros.

Para que a troca de informações aconteça de forma orgânica e sem tomar muito tempo, opte por fazer registros simples e úteis. Transforme o conhecimento adquirido em um formato acessível, como mapas mentais ou notas rápidas.

E para manter tudo em um só lugar e evitar que as informações se percam, use plataformas e ferramentas. Elas funcionam como uma biblioteca, onde todo o conhecimento da equipe fica guardado e organizado. É lá que os colaboradores poderão encontrar pastas compartilhadas, wikis internas e o sistema de gestão de documentos.

Por fim, temos a curadoria, o processo de selecionar, organizar e apresentar conteúdos, conectando-os entre si. Mas, para que esse mecanismo funcione, é necessário que algum colaborador seja responsável por transformar informações e experiências em conhecimento concreto.

Como fomentar o aprendizado nas cooperativas

Incentivar os cooperados e colaboradores a manterem a cultura de aprendizado requer algumas ferramentas e iniciativas. As cooperativas podem criar comitês de inovação, oferecer cursos de capacitação e aplicar metodologias ativas.

Vamos entender mais sobre essas ferramentas e conhecer algumas cooperativas que já estão colocando-as em prática?

Cursos de capacitação

Cursos de capacitação são uma ótima opção para manter os cooperados e colaboradores atualizados sobre mudanças dentro e fora da cooperativa. Os treinamentos são de curta duração e focam no desenvolvimento de habilidades técnicas e práticas.

O Sicoob Costa do Descobrimento, por exemplo, implementou cursos de capacitação voltados ao protagonismo feminino para atender ao quinto princípio cooperativista e promover a equidade de gênero. A cooperativa ministrou aulas sobre empreendedorismo e liderança.

Você também pode encontrar cursos de capacitação no CapacitaCoop, do Sistema OCB. A plataforma dispõe de cursos de temáticas variadas, como tecnologia, governança, marketing e educação, além de trilhas de desenvolvimento.

Comitês de inovação

Fomentar a cultura da inovação não é um trabalho tão simples. Por isso, é interessante contar com comitês de inovação. Seu papel dentro da cooperativa é centralizar a gestão de ideias inovadoras, além de definir e alinhar estratégias com os colaboradores.

A cooperativa Santa Clara criou um comitê de inovação para sistematizar a geração de ideias e incentivar práticas inovadoras. A coop percebeu que, embora houvesse vontade de inovar, faltava um órgão coordenador que pudesse captar, avaliar e acompanhar a implementação de melhorias sugeridas pelos colaboradores.

Já o Sicoob Credicaf estruturou um comitê após identificar que, apesar de desenvolverem projetos inovadores, a inovação precisava ser implementada na cultura da cooperativa. Para isso, a coop reuniu um time multidisciplinar para organizar as ideias e manter as informações em um único lugar.

Aplicação de metodologias ativas

As metodologias ativas colocam os colaboradores e cooperados no centro da aprendizagem. Além disso, a técnica pedagógica foca no desenvolvimento de habilidades, e não somente no aprendizado técnico, por meio de métodos dinâmicos, como gamificação, design thinking, estudos de caso, seminários e oficinas.

Com o objetivo de se aproximar das novas gerações e fomentar o aprendizado sobre o cooperativismo, o Sicredi apostou na gamificação e criou o jogo Cidade do Cooperativismo na plataforma Roblox. A ideia é que os jovens aprendam sobre educação financeira, democracia e ajuda mútua enquanto jogam.

Cultura da inovação e aprendizado contínuo

Implementar técnicas de aprendizagem modernas é uma ótima maneira de dinamizar o ensino. No entanto, elas não atingem seu potencial completo sem uma cultura de inovação e aprendizado contínuo fortalecida.

Metodologias, comitês e cursos, se utilizados isoladamente, tornam-se meras ferramentas. Dessa forma, podem ser facilmente negligenciados, levando os cooperados a perderem o engajamento e a motivação para participar.

Por isso, é essencial que a cooperativa crie uma cultura da inovação que estimule a troca de experiências, a experimentação e a aceitação do erro como parte do processo. Com essa mentalidade, as equipes passam a fazer parte da inovação da cooperativa, além de se dedicarem ao estudo contínuo.

Conclusão: o valor da gestão do conhecimento

Para causarem impacto real, a gestão do conhecimento e a inovação devem andar juntas. No contexto cooperativista, o alinhamento otimiza os processos e cria uma cultura de aprendizado contínuo, além de gerar um legado de conhecimento para o futuro da organização.

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