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Como a inovação aberta auxilia as cooperativas de pequeno e médio porte a acessarem fontes de financiamento
- Parceiro: Coonecta
Entenda como a inovação aberta e as parcerias com startups ajudam cooperativas de pequeno e médio porte a transformar ideias em projetos
Cooperativas de pequeno e médio porte não precisam inovar sozinhas, desenvolvendo projetos inovadores do zero. Elas podem contar com recursos, estratégias e boas práticas.
Por meio da inovação aberta, é possível estabelecer parcerias com startups e outros atores do ecossistema de inovação para desenvolver soluções, reduzir riscos e ampliar as oportunidades de acesso a fontes de fomento e financiamento.
Ecossistema de inovação e inovação aberta
As pequenas e médias cooperativas têm menos acesso a crédito estruturado, isto é, uma solução financeira customizada para as demandas de cada projeto. Isso porque os altos custos fixos de estruturação e a falta de escala tornam a operação financeiramente inviável.
Sem acesso ao crédito estruturado, essas cooperativas têm dificuldade de criar propostas com escopo e planos de execução para convencer investidores ou ter acesso a uma linha de fomento. Além disso, há a dificuldade de monitorar e analisar os editais e de atender às exigências técnicas e burocráticas.
Na prática, o problema não é falta de ideia, e sim de conexão entre a cooperativa e quem tem capital e experiência para desenvolver soluções. Os gestores sabem onde estão os gargalos da organização e como a tecnologia pode auxiliar, porém, falta capacidade técnica e processos para tirar o projeto do papel.
Esse é o papel do ecossistema de inovação: conectar startups, universidades, órgãos governamentais, incubadoras e fontes de fomento. Juntas, essas organizações criam condições para que as iniciativas se desenvolvam.
Inovação aberta como solução para as cooperativas
Para cooperativas pequenas e médias, uma forma viável de participar da rede de inovação é pela inovação aberta. Em vez de desenvolver tudo internamente, as coops buscam conhecimento, ferramentas, tecnologias e parcerias com outras instituições.
A prática reduz os riscos, já que o desenvolvimento do projeto passa a ser dividido com quem já é dono da tecnologia. O investimento inicial é menor e o risco é diluído entre ambos os lados. Com o projeto testado na prática, a busca por crédito ou financiamento é facilitada.
O Avance Hub, da Coplacana, é um ótimo exemplo de como a inovação aberta vale a pena. Em 2018, a cooperativa criou um hub próprio por meio de parcerias com startups, universidades e centros de pesquisa. Além de gerar resultados positivos, a iniciativa também criou uma cultura de inovação dentro da organização.
Em suas duas edições realizadas, o projeto Conexão com Startups, do InovaCoop, auxiliou cooperativas de diferentes ramos e portes a se conectarem com startups. A ideia é encurtar o caminho entre o problema das cooperativas e as soluções direcionadas aos desafios do cooperativismo.
Como as cooperativas menores podem acessar fontes de fomento, recursos e adaptar estratégias
Para conseguir o financiamento necessário de uma inovação, as cooperativas podem contar com apoio de recursos, fomento e ajudas financeiras. Além disso, algumas adaptações de estratégias e inovações abertas podem contribuir para esse processo.
Projetos desenvolvidos em parceria
Uma das formas de colocar a inovação aberta em prática é por meio da conexão com startups. Entre os modelos de relacionamento estão a realização de provas de conceito (PoC) e projetos-piloto.
Nessa modalidade, a parceria parte de uma prova de conceito com metas específicas atreladas ao sucesso no curto prazo. Se a meta for cumprida dentro do prazo, a startup pode ser contratada ou a solução pode ser oferecida aos clientes e cooperados.
Além disso, startups contratadas por cooperativas ajudam a: validar problemas em inovações, testar solução rapidamente com uso da prática de Mínimo Produto Viável (MVP) e gerar evidências para o financiamento.
A inovação aberta também permite que a cooperativa tenha acesso a conhecimentos e tecnologias que não estão dentro da organização. Ao longo desse relacionamento com a startup parceira, também é possível gerar aprendizados, estimular a cultura de inovação e conhecer novas ferramentas e métodos.
Fontes de fomento e financiamento
Além das parcerias, as cooperativas podem recorrer a diferentes modalidades de apoio para viabilizar projetos de inovação. O Radar de Financiamento, desenvolvido pelo Sistema OCB, reúne oportunidades voltadas para iniciativas de inovação, sustentabilidade e impacto social, concentrando em um único ambiente alternativas que vão desde incentivos fiscais até linhas de crédito direcionadas.
As oportunidades disponíveis na plataforma estão organizadas em três categorias: apoio financeiro direto, apoio financeiro indireto e outras formas de apoio. Além dos recursos financeiros, também são apresentadas oportunidades de parceria com órgãos públicos e instituições de pesquisa, compartilhamento de infraestrutura, redes de cooperação e aceleração de negócios.
Adaptação e estratégias de inovação aberta
A inovação aberta não está restrita ao desenvolvimento de novas tecnologias. Em muitos casos, ela acontece por meio de parcerias que solucionam desafios operacionais, logísticos ou produtivos, utilizando conhecimentos e recursos de diferentes organizações. Alguns exemplos mostram na prática como isso ocorre:
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A Coopertrans-PV supera entrave logístico para crescer: diante do risco de perder o espaço onde seus ônibus permaneciam estacionados, a cooperativa buscou uma parceria com o supermercado Novo Atacarejo para utilizar parte do estacionamento do empreendimento. Além de melhorar as condições de trabalho dos motoristas, a mudança permitiu ampliar o trajeto da linha, aumentar o número de passageiros atendidos e estabelecer uma relação de benefício mútuo entre as duas organizações.
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Uso de intercooperação aliada à inovação aberta: a Cooxupé desenvolveu o projeto "Sustenta Mais: Agricultura Regenerativa" em parceria com a startup Quanticum e o IFSuldeMinas para tornar o mapeamento da saúde do solo mais acessível aos pequenos cafeicultores. A iniciativa combinou a necessidade identificada pela cooperativa, a tecnologia desenvolvida pela startup e o apoio técnico do instituto de pesquisa para oferecer uma solução de menor custo e ampliar o acesso dos cooperados à agricultura de precisão.
Em vez de desenvolver todas as soluções internamente, as cooperativas podem estabelecer parcerias para resolver desafios específicos, compartilhar conhecimentos e ampliar o acesso à inovação.
Conclusão
Inovar em cooperativas menores depende mais de conexões certas e visão estratégica do que de volumosos aportes financeiros. Com o estilo “passo a passo”, é possível começar pequeno (modo piloto), focar em problemas reais e buscar parceiros que facilitem esse processo.
Para se aprofundar mais no assunto, confira o Curso Fontes de Fomento para Inovação do CapacitaCoop e conheça os principais tipos de mecanismos disponíveis para a captação de recursos.