Entenda os benefícios e tendências da tecnologia no campo
A inteligência artificial está em todo lugar, inclusive no campo: é o Agro 4.0! A tecnologia já está impactando a produção agropecuária e é esperado uma participação cada vez maior da IA nessa indústria. Com o crescimento exponencial da população mundial, será necessário produzir até 60% mais alimentos até 2050, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
E é nesse momento que a IA entra em cena. Com a fusão da tecnologia e da agropecuária, a produção desse setor deve crescer significativamente. Até 2028, é esperado que o mercado agrícola movimente cerca de R$23,57 bilhões.
Essa participação da inteligência artificial no setor agropecuário se mostra cada dia mais presente com o advento do Agro 4.0. A seguir, confira como a tecnologia está impulsionando a agricultura 4.0 e levando a inovação em prol da produtividade e da sustentabilidade no campo!
Impactos da inteligência artificial no Agro 4.0
O Agro 4.0 nada mais é do que a integração de um conjunto de tecnologias que otimizam a produção e gestão agrícola,buscando melhores resultados e uma prática mais sustentável. Passamos por uma revolução industrial que está implementando o uso de tecnologias não apenas nas fábricas e no comércio, mas também no ambiente rural.
Nesse cenário, a IA é cada vez mais presente na rotina agrícola. Já passou o tempo em que a tecnologia era utilizada apenas para automatizar colheitas ou para coleta básica de dados. Desde drones e softwares até tratores autônomos, a modernização do campo está em constante avanço.
Além disso, a preocupação com o meio ambiente é outra característica do Agro 4.0. Tendo em vista as mudanças climáticas, os produtores estão se preocupando cada vez mais com questões de sustentabilidade. Tanto nos processos de planejamento da produção, quanto nos impactos ambientais e consequências climáticas, as organizações têm investido mais no acompanhamento e melhoramento de práticas sustentáveis.
A IA chega ao campo: aplicações no agro 4.0
Como visto, a tecnologia está criando raízes cada vez mais profundas no campo. Enquanto em 2017 o mercado global de inteligência artificial na agricultura foi avaliado em cerca de US$545 milhões, está previsto que alcance US$2.075 milhões até 2024. Mas de que forma exatamente a inteligência artificial tem atuado na agricultura 4.0?
Identificação de áreas para agricultura
Por meio da tecnologia de visão computacional e de dados coletados por drones e satélites, é possível identificar novas áreas para a agricultura. Além disso, o monitoramento por imagens permite a preparação e identificação do plantio, o gerenciamento do campo, a determinação da saúde das safras e o mapeamento do solo.
Fiscalização de processos críticos
Existem softwares de decisão que são desenvolvidos por Agritechs e auxiliam os produtores a tomarem decisões mais assertivas. Com a coleta massiva de dados no campo, as organizações ficam a par de uma enorme quantidade de informações.
Essas ferramentas contam com a ajuda da inteligência artificial para fazer uma análise completa de clima, fertilizantes, pragas, finanças, históricos de cultivo, informações do solo e quaisquer outros ajustes que a safra pode precisar durante o plantio.
Assim, os produtores não apenas conseguem planejar o momento ideal de plantio e colheita, como também conseguem identificar rapidamente anormalidades na safra. Por meio da fiscalização constante, fica fácil identificar um problema logo no início, antes de ele atingir um ponto irreversível ou que causaria muitos danos à organização.
Monitoramento da saúde da colheita e controle de pragas
O estudo de imagens é um grande auxílio no monitoramento da saúde da colheita. Porém, a tecnologia empregada no controle de pragas vai muito além da análise imagética. O sensoriamento remoto acompanhado de digitalização a laser 3D, por exemplo, pode fornecer métricas de milhares de hectares. Assim, os produtores podem acompanhar a saúde das safras e identificar qualquer problema.
Tecnologias como essa poupam o tempo dos agricultores e estão sendo cada vez mais desenvolvidas. Em 2022, começou a ser testado no Brasil um equipamento que, com ajuda da IA, permite capturar e simular sinais neurais para detectar doenças em estágio inicial nas plantações de soja .
Liderado pela Embrapa, o projeto consiste em um sistema que simula o funcionamento cerebral no instante em que especialistas visualizam imagens de plantas doentes. Dessa forma, ocorre a automação da rotulagem, o que torna a etapa mais rápida e eficiente.
Análise de solo
Existem tecnologias que conseguem analisar a condição do solo utilizando a inteligência artificial. Esse é o caso do sistema também desenvolvido pela Embrapa com outras instituições, por exemplo.
Utilizando o LIBS, mesma técnica usada pela NASA para avaliar o solo de Marte, a IA consegue realizar análises de carbono dos solos, da textura e do pH. Tudo isso sem gerar resíduos e de forma rápida e econômica.
Automação de processos
Com o auxílio de sensores e algoritmos inteligentes, as máquinas são programadas para realizar tarefas repetitivas como semear, irrigar e colher. Por meio da automação de procedimentos agrícolas, as organizações diminuem a dependência de intervenções manuais, tornando o processo mais rápido e eficiente.
Gestão agrícola: do plantio à colheita
Já vimos que existem plataformas que, por meio da coleta de dados e análise inteligente, conseguem identificar o melhor momento para o plantio e colheita. Porém, existem outras tecnologias que, unidas às citadas anteriormente, garantem uma gestão mais eficiente da plantação.
Algumas máquinas agrícolas analisam em tempo real questões chave como a umidade do solo, o estado de maturação das plantas e as condições climáticas. Dessa forma, é possível ajustar automaticamente as melhores técnicas de plantio, além da velocidade e a profundidade da colheita.
Agricultura de precisão
Você sabia que caso muito fertilizante seja aplicado em uma lavra, o excesso pode poluir os lençóis freáticos? Na agricultura de precisão a IA é utilizada para indicar a quantidade precisa de insumo que deve ser utilizado em cada situação, como em casos de detecção de pragas, doenças nas plantas ou má nutrição do plantio.
Um exemplo são sensores utilizados para identificar ervas daninhas na lavoura e que decidem qual o melhor herbicida a ser aplicado. Nesse momento, a inteligência artificial também controla a quantidade exata que deve ser aplicada na safra sem prejudicar as plantações. Dessa forma, as organizações não apenas protegem o meio ambiente, como também economizam investimentos em insumos.
Produção agropecuária sustentável
Diante das iminentes mudanças climáticas e a preocupação com o futuro do planeta, a inteligência artificial também começou a ser utilizada em prol de uma prática agrícola mais sustentável. Existem diversas tecnologias desenvolvidas apenas visando a sustentabilidade em campo.
A começar por algoritmos que conseguem ajudar no monitoramento e cálculos de emissão de carbono. Outro exemplo é o processo de irrigação, também controlado por máquinas inteligentes, que consegue ser muito mais preciso e evitar o desperdício de água.
Como a IA pode gerar valor para o Agro?
A inteligência artificial pode gerar valor para o agro em dois pontos principais: na produção e no posicionamento no mercado. O uso de tecnologias para controlar a disseminação de pestes, a saúde da safra e a automação de processos ajuda na tomada de decisões e na obtenção de resultados mais eficientes.
No âmbito de posição de mercado, a IA pode ser aplicada em setores de organização como marketing, finanças e administrativo, tornando a engrenagem organizacional mais eficaz. Além disso, ser uma cooperativa relacionada à inovações tecnológicas traz prestígio à marca, fator positivo para a reputação no mercado.
Futuro da IA no Agro 4.0
Apesar do avanço tecnológico no campo, ainda há muito que pode ser feito. O uso de drones e sensores inteligentes já está em alta, mas a tendência é que cresça ainda mais. O veículo aéreo é regulamentado no Brasil desde 2021 e tem diversas aplicações na rotina agrícola, já que permite um monitoramento completo da lavoura de forma rápida e eficiente.
Com o equipamento, os produtores são capazes de capturar imagens para análises, demarcar estrategicamente as áreas de plantio, identificar pragas, pulverizar defensivos agrícolas e detectar falhas no plantio. O drone também auxilia na segurança da fazenda e na identificação de incêndios e zonas de desmatamento.
Outra tendência é a adoção de sistemas de fazenda autônomos. A ideia de máquinas e tratores comandados apenas por inteligência artificial está mais perto do que se pode imaginar. Com isso, a eficiência no campo aumentaria significativamente, além de otimizar o fluxo de trabalho dos agricultores, que investiriam melhor seu tempo em outras atividades mais complexas.
A alteração genética é outra aposta de caminho futuro para a agropecuária. A manipulação de genes visando o aprimoramento das sementes já é uma realidade, mas ela deve se unir à IA muito em breve. Essa junção tornaria o processo de identificação de alguns genomas mais fáceis e rápidos, além de analisar qual a melhor alteração genética para que os plantios sobrevivam a novas mudanças climáticas.
IA e Agricultura Sustentável no cooperativismo
Dada a preocupação com sustentabilidade, as organizações têm investido em técnicas e procedimentos que diminuam os impactos da produção agropecuária no meio ambiente. A gestão inteligente da água e do lixo, reciclagem, optimização energética e adaptação às mudanças climáticas são algumas das ações tomadas visando um rendimento mais sustentável.
Muitos negócios já estão adotando essas políticas sustentáveis - inclusive as cooperativas. Tanto no Brasil quanto internacionalmente, a IA se mostra presente no mercado agropecuário e vem causando ótimos resultados.
Coopavel usa IA para monitorar abate de aves
A Coopavel decidiu usar a inteligência artificial como ajudante no processo de sangria, uma das etapas mais importantes no abate de animais. Tradicionalmente, o monitoramento desse procedimento acontece por meio de uma inspeção manual e visual. Muitas vezes as aves não eram sangradas adequadamente e as cooperativas ficavam sujeitas a multas.
Agora a Coopavel conta com uma câmera que fica acompanhando o procedimento, um hardware de processamento que utiliza IA e um sistema de sinalização. Caso aconteça algum problema, um alerta luminoso comunica ao responsável que é necessário realizar o processo corretamente.
Integrada identifica áreas agricultáveis com IA
A Integrada Cooperativa Agroindustrial lançou em parceria com o Hub de Inovação do SENAI projeto Áreas Agricultáveis, que possibilita a identificação, através de imagens de satélite e com o auxílio da IA, de áreas com potencial produtivo em toda região de atuação da cooperativa.
A partir desse programa surgiu a ferramenta CIA Field, que com a ajuda da inteligência artificial consegue analisar imagens de satélite automática e mensalmente, e cruza as informações obtidas com o banco de dados da cooperativa.
Cases internacionais de IA no Agro 4.0
• A cooperativa americana Land O’Lakes fechou uma parceria com a Microsoft para aprimorar a cadeia de suprimentos e tornar sua operação mais sustentável. As soluções de inteligência artificial ajudam os agricultores com os principais desafios do setor.
• A Zen-noh, uma federação nacional de cooperativas agrícolas do Japão, contou com a ajuda da IA para suprir a falta de mão de obra. Em parceria com a BASF, o serviço produz análises sobre a produção das lavouras com informações de satélite e dados meteorológicos, auxiliando os produtores com a gestão do campo.
• A Fonterra, produtora de leite e laticínios neozelandesa, se uniu à agritech Connect Terra para criar uma assistente virtual. A ferramenta conta com inteligência artificial para elaborar recomendações personalizadas para cada produtor a partir de dados coletados pela cooperativa.
Conclusão
A inovação no campo é imprescindível. Com o avanço da tecnologia, a inteligência artificial está criando raízes não apenas no cooperativismo, mas no ambiente agrícola. Com análises de solo, controle da saúde das safras, máquinas autônomas e agricultura de precisão, a IA tem ajudado a rotina dos produtores rurais.
E para não passar batido no mercado, as organizações precisam acompanhar esse ritmo de inovação. Por isso, o InovaCoop desenvolveu o e-book Como a tecnologia está redefinindo a sociedade e transformando os negócios cooperativos.
O material discute como as mudanças tecnológicas afetam a interação humana com o mundo ao seu redor, e como as cooperativas podem atender os novos desafios e oportunidades sem perder seus princípios.
Para prosperarem, os negócios precisam fomentar a cultura da inovação e mantê-la viva
A inovação é uma necessidade, mas isso não significa que ela ganha vida naturalmente. Como costumamos falar aqui no InovaCoop, o processo de inovar precisa ser estimulado pelos líderes e gestores de maneira constante. Manter a chama da inovação acesa é, portanto, um grande desafio.
Essa dificuldade foi evidenciada, por exemplo, na segunda edição da Pesquisa de Inovação do Sistema OCB. O estudo aponta que, apesar de reconhecerem a importância da inovação, dando, em média, uma nota de 9,6, as cooperativas pecam no fomento da cultura da inovação, apresentando uma média de apenas 6,4.
O papel das lideranças
Para que a inovação faça parte das cooperativas, o envolvimento das lideranças é imprescindível. De acordo com estudo do Boston Consulting Group, os CEOs foram apontados como fomentadores da inovação em quase 50% das companhias.
A pesquisa da OCB também evidencia o papel da alta administração nas decisões relacionadas à inovação: mais de 75% delas são feitas pela presidência ou pela diretoria. Fica claro, portanto, que as lideranças devem colocar a inovação no centro da estrutura organizacional.
No entanto, ter a consciência da importância da inovação não é suficiente; ela precisa ser fomentada constantemente. É por isso que todos os líderes precisam estimular a cultura da inovação dentro da instituição, enquanto se aperfeiçoam e adquirem novas posturas diante de práticas e projetos inovadores.
Como evitar a inércia e promover a urgência pela inovação
Toda e qualquer organização passa por períodos tranquilos e turbulentos. No entanto, em ambas as situações, o show deve continuar. A inovação é parte essencial dos elementos que não podem entrar em um estado de inércia. Com tantas mudanças e o surgimento de novas tecnologias, a inovação precisa ser constante.
Porém, sabemos que essa não é uma tarefa fácil, especialmente quando os líderes não incentivam práticas inovadoras ou dificultam a execução delas. Pensando nisso, separamos algumas dicas para que a urgência pela inovação continue constante em sua cooperativa.
Inovar para sobreviver
Estamos nos aproximando cada vez mais de uma realidade tecnológica. Assim como os computadores tomaram o lugar das máquinas de escrever, a falta de inovação pode lhe custar uma posição no mercado. Inovar, portanto, se tornou um requisito para crescer e se manter ativo.
Diante dessa mudança, é fundamental que os líderes cooperativos assumam a responsabilidade de viabilizar projetos. Além disso, eles devem incentivar a inovação constantemente, seja em momentos de calma ou agito.
Errar para evoluir
Para inovar, também é necessário experimentar. No entanto, sabemos que erros fazem parte da experimentação e não devem ser vistos como falhas. Ao contrário do que muitos pensam, errar é essencial para a inovação.
A cultura inovadora sabe lidar com as falhas e aprender com elas. O importante é que elas sejam identificadas rapidamente, minimizando os prejuízos e aumentando o aprendizado da equipe.
Com a implementação dessa ideia nas cooperativas, pode-se observar ambientes colaborativos que incentivam a autonomia com responsabilidade e o protagonismo dos colaboradores e cooperados. Dessa maneira, todos se sentem pertencentes e trabalham visando o sucesso da organização.
É melhor prevenir do que remediar
Por que esperar o problema, se podemos evitá-lo? Ao fomentar a inovação, comitês, equipes e até mesmo laboratórios de inovação podem ser criados. Com eles, inovar se torna parte da cultura da cooperativa gradativamente.
Segundo uma pesquisa da Harvard Business School, negócios passam por um ciclo de inovação que, por vezes, é instável. É por isso que prevenir problemas através de projetos inovadores em constante desenvolvimento se apresenta como uma alternativa viável e segura.
Momentos turbulentos são normais e imprevisíveis, porém, com uma equipe de inovação e projetos sólidos, superar situações como essa torna-se uma tarefa fácil.
Aproveite cenários positivos
Que tempo melhor para inovar se não o de calmaria, não é mesmo? Em momentos de crise, qualquer mudança, inclusive as relacionadas à inovação, é implementada rapidamente, sem muito planejamento. Apesar da situação demandar agilidade, essa rapidez pode trazer consequências.
É por isso que o melhor momento para inovar - e garantir maior sucesso - é durante a calmaria. Sem crises ou problemas iminentes que possam afetar os resultados da cooperativa, a equipe de inovação foca em desenvolver iniciativas e projetos que, a longo prazo, tragam resultados positivos.
Diante de um ambiente propício, a inovação se torna indispensável. O ato de inovar passa a ser constante, ou seja, mesmo sem problemas a resolver, projetos são criados, desenvolvidos e analisados. Dessa forma, sua cooperativa é capaz de não apenas sobreviver e, sim, de prosperar, trazendo resultados positivos.
Fique atento às tendências tecnológicas e sociais
Não adianta nada promover a urgência pela inovação sem ao menos ter conhecimento sobre as tendências tecnológicas e sociais do momento. Apesar da inovação, em sua totalidade, ser essencial para o crescimento dos negócios, não podemos esquecer o poder das tendências.
Além de pensar nos problemas que podem e devem ser resolvidos em sua cooperativa, por exemplo, a liderança não pode esquecer de se atentar às novidades tecnológicas e sociais apresentadas, por exemplo, em eventos, como o SXSW.
Desafios para o futuro da inovação
Fica claro, portanto, que não podemos esquecer de inovar e devemos fomentar a cultura da inovação constantemente. No entanto, inúmeras organizações, inclusive cooperativas, enfrentam desafios para implementar a inovação no dia a dia.
A Inventta, consultoria especializada em inovação e estratégia, apurou dados sobre o futuro da inovação e elencou as principais dificuldades para inovar. O principal desafio apontado pela consultoria é a cobrança por resultados a curto prazo, com 46% de frequência, sendo seguido pela falta de tempo para se dedicar à inovação, 43%, e a falta de orçamento, 37%.
Apesar das dificuldades, a visão da consultoria para o futuro da inovação é positiva. Segundo ela, as organizações terão um modelo de governança eficaz e ágil, capaz de acompanhar as tecnologias e a inteligência artificial. Já as lideranças vão assumir o papel de catalisadores da inovação, incentivando e fomentando a prática nas instituições.
Para que esse sonho vire realidade, a inovação precisa ser implementada no dia a dia das cooperativas desde já. Por ser um processo lento e a longo prazo, a cultura da inovação precisa se manter constante. Só assim os desafios para o futuro da inovação podem ser superados.
Conclusão: a cultura da inovação é fundamental para o sucesso
Podemos concluir que o papel de manter a urgência pela inovação passa principalmente pelos gestores. Construir uma cultura de inovação que valoriza a criatividade e o movimento é o caminho para fugir da inércia e manter a produção de ideias frescas.
Sendo assim, os líderes devem nutrir o sentimento de urgência pela inovação em todas as equipes da cooperativa. Com a liderança envolvida no processo, fica mais fácil explicar aos cooperados, clientes e equipes de colaboradores que ideias inovadoras produzem bons resultados.
E se você quiser uma mãozinha para fomentar a cultura da inovação em sua cooperativa, confira o e-book "Cultura da Inovação no Cooperativismo". Lá você entende mais sobre a inovação, a transformação digital e quais as ferramentas que podem ser utilizadas para inovar.
Versátil, a tecnologia oferece segurança e agilidade para inúmeros produtos e serviços.
O futuro está cada vez mais tecnológico com o avanço das blockchains. Sendo assim, inúmeras organizações estão aproveitando as inovações para deixar seus processos, produtos e serviços conforme as demandas do mercado
Nesse cenário, as cooperativas têm uma gama de possibilidades e oportunidades com a tecnologia e com o blockchain. Mas não se engane, o blockchain já não é apenas usado em transações com criptomoedas.
Neste artigo, vamos entender mais sobre as possibilidades abertas pela tecnologia blockchain e veremos como ela está sendo usada na prática por cooperativas de diversos ramos. Aproveite a leitura!
Blockchain: conceitos e aplicações
De maneira geral, a tecnologia blockchain é um grande banco de dados descentralizado que registra transações de seus usuários. O propósito é deixar as operações registradas e imutáveis, ou seja, sem a capacidade de qualquer alteração fraudulenta, já que cada movimento fica guardado nessa rede compartilhada.
A rede blockchain é capaz de registrar tanto ativos tangíveis, como casas, dinheiro e carros, quanto ativos intangíveis, como patentes, marcas e direitos autorais. Com essa tecnologia, os registros de propriedade estão seguros e podem ser negociados com menos riscos e mais transparência.
Como a tecnologia blockchain funciona?
A primeira aplicação prática da blockchain surgiu junto ao Bitcoin, uma criptomoeda 100% virtual. A tecnologia torna o bitcoin uma moeda totalmente descentralizada em que todas as transações de compra e venda ficam registradas na rede.
Basicamente, quando ocorre uma transação, ela é registrada em uma espécie de bloco de informação. Quando o bloco fica cheio de operações, ele é selado, marcado com data e hora, e guardado com um identificador. Já as correntes são formadas a partir de outras transações que provêm da inicial.
Imagine: a pessoa “A” vende suas criptomoedas para “B”, criando um bloco de operação. Quando “B” faz uma transação com “C”, a corrente é criada, já que ela só aconteceu devido à interação com o indivíduo “A”. Ou seja, todo bloco novo conta com informações do anterior e, portanto, estão interligados.
Aplicação da tecnologia blockchain
Em um primeiro momento, o blockchain era utilizado apenas para criar e manter criptomoedas circulando mundialmente. Ao passar do tempo, e com o sucesso da tecnologia, organizações e instituições passaram a enxergar o potencial da blockchain.
É por isso que atualmente vemos que a tecnologia é utilizada em inúmeros setores da economia, não apenas no mundo das criptomoedas. A tecnologia blockchain já integra inúmeras organizações que buscam usar a tecnologia para agilizar o trabalho com segurança digital.
Existem dois tipos de blockchain: a pública e a privada. Na blockchain pública, assim como o nome já aponta, qualquer pessoa interessada pode fazer parte e acompanhar todas as movimentações. Além disso, não há nenhuma instituição controlando as informações.
Já as blockchains privadas são controladas por uma entidade, organização ou governo. São eles quem ditam as regras do uso da tecnologia e de quem pode fazer parte, e monitoram as informações. A ideia de usar esse modelo é manter a discrição, enquanto se aproveitam da tecnologia disponível.
Blockchain no cooperativismo
Para se manterem relevantes no mercado, diante dos concorrentes, as cooperativas precisam oferecer aos colaboradores, clientes e cooperados serviços e produtos inovadores. E a chave para continuarem no caminho da inovação é ficar atento às tendências.
Cada vez mais, o mercado, e as cooperativas, usam a blockchain para oferecer serviços seguros, que podem ser realizados com facilidade, como a tokenização. Fica claro, portanto, que a tecnologia blockchain já está presente no mundo cooperativista. Vamos conhecer alguns exemplos?
Coffee Coin: a moeda da Minasul
Pensando em inovar de uma maneira inusitada, a cooperativa Minasul criou sua própria criptomoeda. A organização pensou em juntar a tecnologia ao produto que é seu carro chefe, o café, resultando na equivalência: uma moeda Coffee Coin para 1kg de café.
Além de oferecer as garantias básicas que caracterizam a tecnologia blockchain, a moeda da Minasul é uma stablecoin, ou seja, uma moeda estável, em tradução livre. Por ser ligada a um ativo de reserva, o café, a moeda sofre menos com a alteração de preços.
A ligação com o café também é benéfica em outros aspectos. Isso porque, além de contar com maior estabilidade no mercado, é possível retirar o quilo de café equivalente a uma moeda, e aproveitar outros produtos da cooperativa. A criptomoeda também pode servir de garantia para empréstimos, já que, após a compra, ocorre a emissão de um Certificado de Depósito Agrário.
Sistema Financeiro Digital: iniciativa pioneira do Sicoob
Em 2017, o Sicoob deu um grande passo e, em parceria com outras instituições financeiras nacionais, criou o Sistema Financeiro Digital (SFD). A iniciativa, que utilizou a tecnologia blockchain, foi responsável por realizar a primeira transferência em tempo real entre instituições.
Mas foi só em 2019, durante o Ciab, maior evento de tecnologia de automação bancária e de serviços financeiros da América Latina, que o SFD passou a ser aderido por outras cooperativas de crédito. Diante dessa mudança, e avanço na tecnologia das instituições, o nome foi alterado para Rede Blockchain do Sistema Financeiro Nacional (RBSFN).
Sibraar: parceria entre Embrapa e Coplacana para monitoramento
Em parceria, a cooperativa Coplacana e a Embrapa desenvolveram o primeiro software capaz de rastrear a produção de cana-de-açúcar da cooperativa, o Sibraar, Sistema Brasileiro de Agrorrastreabilidade. Por ter sido desenvolvido usando a tecnologia blockchain, o sistema armazena os dados dos produtos em blocos digitais em cadeia que contam com informações de fabricação.
O Sibraar também atua na transparência dos produtos da Coplacana ao fornecer um código QR Code para o consumidor conferir os dados imutáveis de fabricação. Tudo se inicia com as informações de lotes de fabricação, gravadas e disponibilizadas em blocos interligados e organizados de forma cronológica.
Em seguida, os dados obtidos são criptografados, comprimidos e encadernados, gerando, portanto, assinaturas digitais. Dessa maneira, nenhuma das informações podem ser alteradas e os consumidores garantem a qualidade do produto que compram.
Próximos passos do blockchain no cooperativismo
Com tantas vantagens, a tecnologia blockchain segue crescendo no mundo cooperativista e permeia inúmeros ramos. Por ser versátil, o sistema de blocos de dados interligados é capaz de se adaptar conforme a demanda.
O cooperativismo de transporte pode contar com a ajuda da tecnologia blockchain no setor de logística, ao tornar as transações transparentes entre as organizações envolvidas. O sistema pode ser utilizado como uma espécie de contabilidade digital capaz de:
• Rastrear e armazenar dados com segurança
• Gerenciar riscos
• Controlar cargas e estoque
• Compartilhar a frota de caminhões
• Precificar veículo usado
No ramo da saúde, o blockchain também se destaca, já que a tecnologia pode ser a resposta para o incansável trabalho de organização, logística e reembolsos. Isso se deve a característica do sistema de gravar informações e não permitir alterações, e, portanto, sendo capaz de:
• Criar prontuários eletrônicos seguros
• Unir informações dos pacientes
• Plataforma única para os profissionais
Blockchain no cooperativismo: produção e sustentabilidade
O sistema de blocos digitais em cadeias também é funcional no ramo agropecuário. A tecnologia pode ser utilizada para a criação de tokens de commodities, ou até mesmo de uma safra inteira. Com a produção tokenizada, é possível vendê-la antecipadamente.
E falando em sustentabilidade, a tecnologia blockchain também está presente na geração de energia elétrica. Com a capacidade de descentralização, o sistema pode ser útil na criação de redes energéticas que conectam produtores de energia renovável aos consumidores. A tecnologia também é capaz de:
• Rastrear transações de energia elétrica
• Integrar fontes de energia renovável à energia elétrica
• Reduzir custos
Já na gestão e governança de dados, a tecnologia blockchain é crucial. Sabemos que com tantas ameaças físicas e digitais, os dados armazenados precisam ser bem protegidos. E é nesse momento que o blockchain entra em ação.
No entanto, para manter a discrição, dados pessoais e comerciais sensíveis precisam ficar fora da rede blockchain. Eles devem ser mantidos apenas pelo tempo necessário em cadeia.
No setor alimentício, o blockchain pode rastrear e armazenar informações sobre um alimento desde seu plantio até o produto final, disponível para compra nos supermercados. Dessa maneira, o consumidor tem a garantia de que o produto é certificado e de qualidade.
Além de oferecer segurança e autenticidade ao consumidor final, o uso da tecnologia blockchain no setor também pode prevenir fraudes e promover práticas sustentáveis.
DAOs: blockchain para cooperativas digitais
As DAOs, Organizações Autônomas Descentralizadas, ficaram conhecidas por seus contratos inteligentes, operados de maneira automatizada, ou seja, sem envolvimento humano. Ao financiar uma DAO, você obtém o direito de voto na tomada de decisões - muito parecido com o cooperativismo, não é?
Nos Estados Unidos, apenas dois estados possuem regulação específica para as DAOs. Diante disso, uma saída tem sido classificá-las como cooperativas, revela a advogada brasileira Jacqueline Radebaugh, que atua em um escritório americano e trabalha com cooperativismo desde 2017.
Nesse sentido, a Employment Commons, que negocia coletivamente planos de saúde e outros benefícios a trabalhadores sem registro formal, é um exemplo de DAO constituída como cooperativa.
“Os membros trabalham em vários lugares e a folha de pagamento dos membros passa pela DAO, e a DAO negocia benefícios para eles”, explica Jacqueline. “Os usuários são como membros em uma cooperativa de consumo”.
Blockchain no cooperativismo financeiro
Por fim, mas não menos importante, vemos que o blockchain pode se tornar um grande aliado das cooperativas de crédito e de outras organizações financeiras. Afinal, tudo começou com a compra e venda de criptomoedas.
A tecnologia blockchain oferece ao ramo crédito inúmeras oportunidades de transações instantâneas, seguras e econômicas. Além disso, o blockchain também pode:
• Evitar fraudes por meio da gestão de identidade visual;
• Administrar ativos;
• Auxiliar no cumprimento de regulamentos;
• Auxiliar no financiamento coletivo.
Conclusão
A tecnologia blockchain segue conquistando inúmeros espaços, inclusive no cooperativismo. Devido às características inovadoras que trazem segurança e agilidade, a tecnologia é vista como uma alternativa para tornar serviços e processos ainda melhores.
Mas não é só o blockchain que está deixando o cooperativismo mais inovador. Com tantas novidades, o InovaCoop produziu o e-book Como a tecnologia está redefinindo a sociedade e transformando os negócios cooperativos. Assim, você consegue entender um pouco mais sobre todas as tecnologias disponíveis para alavancar sua cooperativa.
Oportunidades de fomento em Inovação para coops brasileiras
O desenvolvimento de projetos de inovação para cooperativas é fundamental para manter e ampliar a competitividade no cenário brasileiro e global. Entretanto, o investimento nesses projetos demanda recursos financeiros. Muitas vezes, organizações privadas hesitam em fazer tais investimentos por conta das incertezas associadas aos resultados desses projetos, sobretudo quando se referem a inovações tecnológicas em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).
Felizmente, existem oportunidades oferecidas por atores do ecossistema de inovação brasileiro, especialmente aqueles vinculados ao governo. Esses atores propõem mecanismos de fomento para compartilhar os riscos relacionados a projetos de inovação.
Os principais mecanismos de fomento são:
Recursos reembolsáveis: Correspondem a financiamentos onde a organização recebe o recurso, mas precisa devolvê-lo posteriormente. Vale salientar que agências como FINEP e BNDES, que incentivam a inovação no Brasil, oferecem taxas de juros mais baixas e prazos maiores para pagamento em comparação com bancos comerciais.
Recursos não reembolsáveis: Se a organização tiver sua proposta aprovada, não precisa devolver esse recurso.
Incentivos fiscais: São benefícios concedidos pelo governo para incentivar setores ou atividades econômicas. Incluem isenções, deduções e compensações, entre outros, reduzindo a carga tributária de empresas que investem em P&D.
Destaques do Guia de Fomento do Sistema OCB (Inovação e ESG) para junho:
1. FUNBIO | Edital Floresta Viva - Conectando Paisagens
Região: Sul da Bahia e Norte do Espírito Santo, Brasil
Setor: Restauração Ecológica
Tipo de Suporte: Recurso não reembolsável
Tipo de organização apoiada: Instituições sem fins lucrativos (Associações civis, Fundações privadas, Cooperativas)
Prazo para submissão da proposta: 05/08/2024
Objetivos: O edital busca apoiar a implementação de ações de restauração ecológica para a formação de corredores ecológicos, visando conectar fragmentos florestais e promover a biodiversidade nas áreas de abrangência. O programa é focado em fortalecer as capacidades locais e melhorar as condições ambientais através de projetos sustentáveis e com impacto significativo na conservação da natureza.
Valor máximo: Até R$ 8.400.000,00 distribuídos entre as propostas aprovadas, com financiamento individual de até R$ 200.000,00 para projetos de Estágio 1 e projetos maiores para Estágio 2.
% Apoiada: Não especificado, mas requer contrapartida das instituições participantes.
Custos elegíveis: Ações de restauração ecológica, criação e fortalecimento de pequenas organizações locais, desenvolvimento de cadeias produtivas associadas à restauração e outras atividades que contribuam para a restauração e conservação ambiental.
Duração do Projeto: De 12 a 48 meses, dependendo do estágio do projeto.
Link da chamada: https://chamadas.funbio.org.br/floresta-viva-conectando-paisagens
2. FAPEMIG | Chamada 10/2024 para Desenvolvimento e Inovação em Arranjos Produtivos Locais
Região: Minas Gerais, Brasil
Setor: Diversos (engenharia de materiais, mecânica, elétrica, computação, agronomia, biologia, entre outros)
Tipo de Suporte: Recurso não reembolsável
Tipo de organização apoiada: ICTMGs em parceria com sociedades empresárias, startups ou cooperativas mineiras
Prazo para submissão da proposta: 15/07/2024
Objetivos: O programa visa apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação que abordem desafios tecnológicos específicos dentro dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) mineiros. O foco é o desenvolvimento ou aperfeiçoamento de produtos e processos inovadores, aumentando a competitividade e promovendo o desenvolvimento econômico do Estado de Minas Gerais. Além disso, busca fortalecer os níveis de maturidade tecnológica dos APLs e estimular a cultura de inovação nas entidades participantes.
Valor máximo: R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais)
% Apoiada: 20% de contrapartida obrigatória sobre o valor solicitado à FAPEMIG, sendo 10% proveniente das parceiras e 10% da proponente. Pelo menos metade da contrapartida das parceiras deve ser financeira.
Custos elegíveis: Desenvolvimento de novos produtos, processos inovadores e melhorias significativas em produtos/processos existentes que atendam às demandas dos APLs. Os custos podem incluir pesquisa e desenvolvimento, equipamentos, consultorias, entre outros, desde que diretamente relacionados ao projeto.
Duração do Projeto: Até 24 meses.
Link da chamada: /arquivos/indica/FAPEMIG___Chamada_10_2024.pdf
Para maiores detalhes, não deixe de acessar https://inova.coop.br/radar-inovacao
Iniciativa coordenada pelo Sistema OCB reconhece impacto positivo das cooperativas na sociedade
As inscrições para o Prêmio SomosCoop Melhores do Ano 2024 já estão abertas! Promovida pelo Sistema OCB, a premiação ocorre sempre em anos pares e tem como objetivo destacar as boas práticas das cooperativas que proporcionam benefícios significativos aos seus cooperados e à comunidade em geral. Mais uma vez, há a categoria de inovação, incentivando as cooperativas a submeterem seus projetos de novas soluções e melhorias para o setor. Cada participante pode concorrer com um projeto por categoria, a fim de diversificar e aumentar a qualidade das iniciativas apresentadas.
Cooperativas singulares e centrais, confederações e federações sediadas no Brasil, que estejam registradas e regularizadas no Sistema OCB podem se inscrever para concorrer ao prêmio até o dia 22 de agosto. A data limite para regularizar a adimplência e garantir a participação é 2 de setembro. A divulgação dos finalistas será feita no dia 29 de outubro e a cerimônia com a revelação dos premiados será realizada em Brasília, no dia 3 de dezembro.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, lembra que o SomosCoop Melhores do Ano é uma forma importante de reconhecer o papel das cooperativas para aprimorar a qualidade de vida da sociedade em suas mais diversas perspectivas. "O prêmio é uma oportunidade única de destacar as práticas que geram impactos positivos nas comunidades onde estamos presentes e inspirar outras cooperativas a seguirem esses exemplos”, afirma.
Categorias
Este ano, o Prêmio vem com uma novidade especial: a categoria Imprensa, que contemplará jornalistas e veículos de comunicação que divulgam o cooperativismo brasileiro em quatro subcategorias: Jornalismo Impresso/Digital; Radiojornalismo; Telejornalismo; e Mídia Cooperativa (Assessoria de Imprensa). Nesse caso, a inscrição será feita após a indicação das Organizações Estaduais (OCES) que apontarão matérias de destaque veiculadas no período compreendido entre janeiro de 2023 e maio de 2024.
Além da nova categoria, permanecem as já contempladas nos anos anteriores:
• Comunicação Coop: contempla as cooperativas que promovem a comunicação, a cultura e a imagem do cooperativismo. Os cases envolvem campanhas de marketing; estratégias para redes sociais; ações com influenciadores e formadores de opinião; atuação junto à imprensa; realização de eventos e ações para promoção do cooperativismo; além de iniciativas vinculadas ao movimento SomosCoop;
• Coop Cidadã: voltada para cases desenvolvidos com base nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS/ONU), que beneficiem a comunidade onde a cooperativa está inserida. Podem concorrer cases envolvidos com atividades culturais, esportivas, recreativas, de educação, de promoção social e consciência ambiental. Também podem ser inscritas iniciativas de acessibilidade e enfrentamento à discriminação; ações de valorização da mulher e estímulo à equidade salarial; acompanhamento de mulheres em situação de abuso; projetos voltados para jovens em situação de risco; ações voltadas às condições melhoria de trabalho dentro da cooperativa; e de capacitação digital;
• Desenvolvimento Ambiental: direcionada a projetos de boas práticas estratégicas para o uso consciente dos recursos naturais, por meio de preservação, reciclagem ou outros projetos que foram importantes para mudar o posicionamento da cooperativa. Os cases, nesse caso, devem envolver temas como monitoramento e neutralização das emissões de gases de efeito estufa; gestão dos resíduos; redução do consumo de recursos naturais; ações de educação ambiental; utilização e/ou implementação de projetos de energia provenientes de fontes solares, biomassa e eólicas; implementação de iniciativas com foco na economia circular; monitoramento de ações contra o desmatamento; e desenvolvimento de ações para preservação da biodiversidade, entre outros;
• Cultura Cooperativista: reconhece as cooperativas que trabalham com a promoção da cultura cooperativista entre os cooperados e os colaboradores e, assim, fortalecem a integração e o sentimento de pertencimento e satisfação, bem como os índices de fidelização. Nessa categoria, os cases devem incluir campanhas de comunicação interna; oferta de treinamentos; processos estruturados de admissão, retenção e valorização de cooperados; ações digitais e de governança para facilitar a participação dos cooperados; organização do quadro social e estruturação de núcleos e comitês; campanhas e ações educativas sobre cooperativismo para filhos de cooperados e nas escolas;
• Inovação: atribuído a soluções inovadoras que promovem mudanças no dia a dia das cooperativas, seus processos, produtos e serviços, com resultados efetivos como novos modelos de aumento de receita; conexões em rede e parcerias; melhorias de estrutura, tecnologia e processos; inovações em produtos e serviços; atuação em novos mercados; inovações em marcas, canais e engajamento de clientes e cooperados;
• Intercooperação: premia projetos de sucesso que comprovem parcerias efetivas entre duas ou mais cooperativas e que viabilizaram o alcance de objetivos comuns. Exemplos de cases que podem ser inscritos envolvem compra conjunta de insumos e/ou serviços; comercialização conjunta de produtos ou serviços; contratação e implantação de projetos de desenvolvimento técnico e tecnológico em parceria; troca de experiências e boas práticas de gestão; atuação conjunta em novos mercados; compartilhamento de estruturas para eficiência e redução de custos operacionais; parcerias comerciais para fornecer a grandes contratantes.
A avaliação dos projetos é feita por duas bancas distintas: a primeira por uma comissão técnica, composta por especialistas em projetos; e a segunda, por um júri, formado por representantes de entidades parceiras do cooperativismo. No caso da categoria Imprensa, a comissão julgadora será formada por profissionais de mercado com expertise em jornalismo e comunicação.
Já está inovando? Quer mostrar suas soluções para todos? Submeta seu case e participe. Esta é sua chance de destacar o trabalho da sua cooperativa e compartilhar suas conquistas inovadoras com toda a comunidade cooperativista.
Faça já a inscrição da sua cooperativa no site: https://melhores.premiosomoscoop.coop.br/
Confira o regulamento completo do Prêmio.