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Radar da inovação

Coopram: criação de e-commerce gera nova fonte de receita

Cooperativa do Espírito Santo que atua com distribuição de refeições para escolas adaptou modelo de negócios para garantir escoamento da produção e manutenção de empregos durante a pandemia

30/07/2020
Nome da Cooperativa:Coopram (Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins)
Ramo:Agropecuário
Região:Sudeste
Palavras-chave:transformação digital, Experiência do usuário
Resumo:

RESUMO

Com a suspensão das aulas escolares da rede pública da Grande Vitória, no Espírito Santo, a Coopram acelerou o desenvolvimento de uma ideia que estava em fase de estudos, a venda virtual. Inicialmente realizada por WhatsApp assim que o distanciamento social foi decretado, a iniciativa logo ganhou um e-commerce. Com readequação total do modelo de negócios, a cooperativa conseguiu dar vazão à produção agrícola de mais de 200 cooperados e manter todos os empregos da cooperativa. Além disso, o projeto foi desenvolvido de maneira a permanecer ativo mesmo depois da volta às aulas.

CONTEXTO

A Coopram (Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins), no Espírito Santo, se define como um comércio atacadista de frutas, verduras, raízes, tubérculos, hortaliças e legumes frescos. Formada por produtores que cultivam mais de 40 variedades de alimentos orgânicos como verduras, legumes e folhagens, a principal atividade da Coopram é o fornecimento de refeições por meio do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Ou seja, por meio de licitação para atender demandas públicas.

Por isso, a cooperativa se viu numa situação adversa quando o Governo decretou a suspensão das aulas escolares devido à pandemia da Covid-19, em março de 2020. Afinal, sem alunos nas escolas a produção precisava ser escoada de outra maneira. Caso contrário, não apenas os cooperados sofreriam, mas seria inevitável haver demissões de funcionários da cooperativa.

Diante desse cenário, a Coopram decidiu inovar na sua forma atuação. Isso significou aderir ao serviço de entrega para levar os produtos diretamente aos consumidores na Grande Vitória.

A ideia de fazer vendas on-line já existia na cooperativa e foi deflagrada com a suspensão das aulas. Além de significar uma alternativa ao modelo então vigente e que poderia garantir a existência da cooperativa, a iniciativa abre uma nova frente ao atender à demanda das pessoas por comodidade, segurança e alimentos saudáveis.

DESAFIOS

O primeiro desafio enfrentado pela Coopram foi construir nova base de clientes. Afinal, até então a cooperativa atendia apenas demandas públicas por meio de licitação. Não havia, portanto, a cultura de prospecção de clientes.

Para superar este obstáculo, a Coopram investiu em divulgação boca a boca, explorando argumentos relacionados à comodidade de receber em casa alimentos saudáveis.

Outro desafio foi desenvolver a plataforma para vendas on-line. Num primeiro momento a cooperativa apostou no WhatsApp, mas esta não se mostrou uma solução suficientemente estruturada. Assim, o desenvolvimento da plataforma de e-commerce se mostrou a alternativa mais adequada para atender à nova demanda.

Associado ao desafio tecnológico veio o desafio operacional que consiste, de maneira resumida, receber os pedidos, fazer a separação e a pesagem dos alimentos, planejar e executar a logística, com entrega para múltiplos destinatários.

DESENVOLVIMENTO

A primeira entrega realizada pela Coopram na modalidade de vendas privadas ocorreu no dia 17 de abril. Até que isso acontecesse, a cooperativa precisou colocar rapidamente em prática a iniciativa de criar uma nova frente, o que era, até então, apenas uma ideia.

Assim, o desenvolvimento da iniciativa envolveu o detalhamento do processo e a construção da base de clientes privados. Para isso, a cooperativa apostou na hipótese de que os clientes em potencial, residentes das cidades de Vitória e Vila Velha, valorizariam a comodidade da entrega periódica de produtos saudáveis. A aposta se mostrou acertada, assim como o desenvolvimento da base de clientes, o que foi feito a partir de divulgação boca a boca.

A viabilização da iniciativa exigiu pleno envolvimento de toda a equipe, inclusive com alteração de funções. A prioridade sempre foi evitar demissões e a queda de receita para os cooperados. O time da cooperativa passou a lidar com um grande desafio operacional, pois os pedidos são personalizados e fracionados. Além disso, são produtos perecíveis, o que exige agilidade entre o recebimento do pedido e a entrega.

O e-commerce de cestas de vegetais da Coopram conta com entre 100 e 120 produtos de mais de 200 cooperados.

RESULTADOS

A Coopram entende como resultado positivo a manutenção de todos os empregos existentes antes da suspensão das aulas. E credita este resultado ao desenvolvimento do e-commerce.

Outro aspecto comemorado é o fato de, com cerca de três meses desde o lançamento da loja virtual, a iniciativa já gerar receita suficiente para pagar todos os custos operacionais.

Também é positiva a abertura de uma nova frente de receita para a cooperativa, que será mantida mesmo quando da volta às aulas e retomada do PNAE.

PRÓXIMAS INICIATIVAS

No curto prazo, a cooperativa vislumbra fazer a manutenção e o aprimoramento de todos os processos relacionados à nova frente de trabalho. Além disso, a Coopram tem planos de consolidar a iniciativa para que ela continue existindo mesmo quando a retomada das aulas ocorrer.

Assim, está nos planos da cooperativa criar uma equipe própria para atuar com o e-commerce, liberando os funcionários atualmente dedicados à iniciativa para retornarem às suas funções originais.

Para otimizar a questão logística, a Coopram planeja manter uma equipe de vendas ativa com foco em aumentar a quantidade de cestas entregues em cada condomínio, reduzindo o número de paradas para entregas.

Contato do responsável:

Simone Hollunder

vendedora da Coopram

vendas@coopram.com.br

Conteúdo desenvolvido
em parceria com

Coonecta