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P&D nas cooperativas: o que é e como implementar na prática

P&D nas cooperativas: o que é e como implementar na prática

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Entenda como o setor de Pesquisa e Desenvolvimento pode tornar sua coop mais inovadora

Pesquisa e Desenvolvimento, são grandes motores da inovação, e por isso andam juntas. A área de P&D, presente em diversas organizações, é responsável por buscar informações importantes e relevantes, usando-as a fim de desenvolver ou melhorar produtos.

Para buscar soluções inovadoras e ganhar competitividade, além de se destacarem no mercado, as cooperativas podem implementar um setor de P&D. Apesar de já serem instituições diferentes das tradicionais, as coops precisam se destacar diante de um mercado altamente competitivo.

Pensando nisso, o InovaCoop te dá mais detalhes sobre o processo de P&D, como estruturar a área e como ela interage com a inovação. Vamos lá?

O que é P&D?

O papel da área de Pesquisa e Desenvolvimento vai além de somente buscar informações e desenvolver novos produtos e serviços para as organizações. O setor impulsiona a inovação de maneira contínua ou transformacional, afetando positivamente a prosperidade da instituição.

Diante da responsabilidade de incentivar a inovação e garantir a prosperidade, perenidade e competitividade, a área de P&D se atenta às tendências de mercado, e às dores e necessidades dos consumidores. Além disso, o setor busca novidades tecnológicas que possam alavancar as organizações.

Os 4 tipos de P&D

Para isso, a área foca em quatro departamentos: produtos, processos, marketing e inovação organizacional. Conheça os tipos de P&D a seguir:

1. Produtos

O desenvolvimento de produtos é o carro chefe de P&D, no entanto a área também é responsável por realizar melhorias em serviços já existentes. Por meio de pesquisas por novas tecnologias e metodologias, o setor consegue criar novos produtos ou melhorar os que já estão em circulação.

Dessa maneira, a equipe de P&D contribui para que as cooperativas ofereçam soluções inovadoras e novos produtos ao mercado. Diante da concorrência, os produtos devem contar com boa qualidade, funcionalidade e custo-benefício.

2. Processos

A área de Pesquisa e Desenvolvimento desempenha uma função importante na parte interna das cooperativas. As pesquisas internas focam em ouvir as opiniões e ideias dos colaboradores, além de entender os processos realizados.

A ideia é identificar pontos de melhoria e buscar novas tecnologias e métodos que alavanquem a cooperativa aos olhos dos concorrentes e dos consumidores.

3. Marketing

O setor de marketing conta com o auxílio da área de P&D para a obtenção de informações valiosas sobre o perfil dos clientes e suas preferências, criando, assim, personas. O departamento também faz parte da criação de narrativas para novos produtos que serão apresentados ao mercado e aos consumidores.

O espírito inovador da Pesquisa & Desenvolvimento mostra aos profissionais de marketing novas oportunidades de se comunicarem com os clientes. Além disso, a área aponta tendências de mercado iminentes.

4. Organizacional

Por fim, a área de P&D desempenha um papel importante na estrutura organizacional das instituições. O time de Pesquisa e Desenvolvimento busca novas práticas de gestão para modificar as práticas internas.

O objetivo é fomentar a cultura da inovação nas organizações e melhorar a eficiência organizacional por meio de novas metodologias e ideias.

Por que apostar no setor de P&D

A área de Pesquisa & Desenvolvimento permeia diversos outros departamentos de uma cooperativa. Por conta de sua presença ativa, o setor traz diversos benefícios para as instituições e é fundamental para sua perenidade.

Ao apresentar, desenvolver e implementar novidades tecno e metodológicas, a área de P&D torna as cooperativas ainda mais competitivas. A inovação, intrínseca no setor, contribui para o aumento da competitividade ao expandir e melhorar o portfólio de produtos e serviços, e de processos produtivos.

As pesquisas do departamento deixam os líderes e gestores a par das mudanças do mercado e de novas oportunidades a serem exploradas. Ao introduzir mudanças e novos processos, observa-se uma redução de custos e aumento na eficiência de toda a estrutura organizacional.

O setor de P&D também preza pela sustentabilidade. Afinal, ter mais responsabilidade ambiental é, cada vez mais, um pré-requisito para que as marcas consigam atrair e fidelizar mais clientes. Assim, a área foca em desenvolver produtos e serviços mais ecológicos, além de desenvolver processos que necessitam de menos recursos e emitem menos gases poluentes.

P&D na prática: como estruturar a área

Agora que você já sabe o que é o setor de Pesquisa e Desenvolvimento, os principais tipos e as vantagens atreladas à sua implementação, vamos entender como estruturar a área?

Defina objetivos a serem alcançados

O primeiro passo para realizar pesquisas, desenvolver novos produtos e aprimorar os já existentes é organizar todo o processo, planejando estrategicamente as etapas. Além disso, o time precisa definir os objetivos a serem alcançados.

Em um primeiro momento, não é necessário definir inúmeras metas. O trabalho de inovação da área de P&D pode começar com o problema latente da cooperativa, seja a falta de produtos eficientes, o desejo de reduzir os custos de fabricação, ou de aumentar o rendimento.

Estruture o setor e firme parcerias estratégicas

Com um ou mais objetivos em mente, estruture o setor de Pesquisa e Desenvolvimento. Sua equipe pode fazer isso respondendo algumas perguntas relacionadas ao investimento, à estrutura física do departamento, à divisão de responsabilidades e à comunicação com outros departamentos.

Para isso, selecione profissionais capacitados de diversas áreas da cooperativa. Esse é o momento de planejar parcerias estratégicas com universidades, centros de pesquisa e startups para acelerar o desenvolvimento de soluções e garantir o acesso a tecnologias de ponta.

Estabeleça processos

Após estruturar o setor de P&D, defina processos claros, criando um fluxo de trabalho que contemple desde a fase de ideação até a implementação das iniciativas. Nesse momento, aproveite para definir interfaces para a comunicação entre os setores da cooperativa e esclareça as responsabilidades de cada departamento.

Não esqueça de documentar as etapas do processo, dando atenção a boas práticas e evitando erros. Além disso, não deixe de fomentar a cultura da inovação aos colaboradores.

Defina os KPIs

Ao fim do desenvolvimento e da implementação das iniciativas ou melhorias, os resultados apresentados devem ser analisados por alguns Indicadores-chave de Performance, mais conhecidos como KPIs. Eles mensuram o sucesso e progresso da operação, além de avaliar a efetividade do planejamento.

No setor de Pesquisa e Desenvolvimento, pode-se escolher dois tipos de indicadores, os de inovação e os de produtividade. O primeiro está relacionado às ideias geradas e implementadas e à quantidade de colaboradores engajados, por exemplo. Já o segundo foca nos resultados das iniciativas, como a redução de custos e a satisfação dos clientes.

Alguns KPIs interessantes para o setor incluem:

  • Tempo médio de desenvolvimento de novos produtos
  • Taxa de sucesso de projetos de inovação
  • Retorno sobre investimento (ROI)
  • Net Promoter Score (NPS)
  • Ticket médio

Com os indicadores definidos, a área de P&D aprimora a estratégia, justifica investimentos e mostra a importância da inovação para o crescimento da cooperativa. Vale lembrar que a escolha dos KPIs também pode ser feita gradualmente, considerando os objetivos iniciais.

E caso você precise de uma mãozinha para entender mais sobre KPIs e sua importância, confira o e-book do InovaCoop clicando aqui!

Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação

Cada vez mais, a inovação está intrínseca nas organizações, inclusive nas cooperativas, e como você pôde perceber, inovar também faz parte da área de Pesquisa & Desenvolvimento. Para promover mudanças significativas, sejam elas internas ou externas, o setor busca novidades tecnológicas e inovadoras.

Diante da grande importância da inovação para o departamento de P&D, foi criado o conceito P&D+I, ou seja, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. Essa concepção coloca o ato de inovar como essencial para a prosperidade das cooperativas, mostrando a importância de fazer mudanças constantes que se adequem às necessidades do mercado.

É importante não deixar a inovação de lado, visto que, sem ela, as organizações são esquecidas e suas concorrentes, mais inovadoras, obtêm mais destaque. A ideia, portanto, é inovar de maneira contínua e em todos os departamentos das instituições.

No entanto, é importante pontuar que a área de P&D+I foca em metas de médio a longo prazo. Isso acontece porque os objetivos desse setor são mais complexos e demoram a ser atingidos, fugindo da inovação incremental e focando na disruptiva.

Frentes de atuação de P&D+I

Assim como a área de Pesquisa e Desenvolvimento, o setor de P&D+I atua em quatro frentes: pesquisa básica, pesquisa aplicada, desenvolvimento experimental e inovação tecnológica.

  • A frente de pesquisa básica visa buscar dados e informações sobre o perfil, desejos e comportamentos dos consumidores, além de explorar o funcionamento de novas tecnologias.
  • O setor de pesquisa aplicada, por sua vez, foca em pesquisas que podem ser implementadas nos processos ou produtos da cooperativa.
  • Já no desenvolvimento experimental, encontramos laboratórios de testes que ficam responsáveis por experimentar hipóteses e teorias salientadas nos estudos.
  • Por fim, a frente de inovação tecnológica fica responsável por criar ou melhorar os produtos e serviços.

Lei do Bem e sua relação com P&D+I

Em 2005, o Governo Federal instituiu a Lei da Inovação, também conhecida como Lei do Bem. A legislação tem o propósito de incentivar organizações que realizam atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, além de promover a cooperação entre instituições.

Entre os benefícios disponibilizados, destacam-se os incentivos financeiros e fiscais, ou seja, organizações que têm uma área de P&D+I ativa podem deduzir uma parcela dos investimentos do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro líquido. As despesas, por sua vez, são amortizadas de imediato.

Além das vantagens burocráticas e financeiras, a Lei do Bem também estimula a inovação, o desenvolvimento tecnológico e a colaboração com universidades e institutos de pesquisa. Com esse incentivo, a legislação auxilia as cooperativas e outras organizações a ganharem visibilidade no mercado.

Um exemplo de cooperativa que recebeu apoio da Lei do Bem é a Cotripal. A cooperativa agropecuária obteve incentivos financeiros da legislação para implementar projetos de inovação digital. O objetivo era atender às necessidades e desejos dos cooperados e clientes, aumentando, assim, a fidelização.

Programa de ideias em P&D+I

A área de P&D+I pode implementar um programa de ideias para engajar os colaboradores da cooperativa a sugerirem novos produtos e serviços, e melhorias. Essa iniciativa foca em acolher todas as ideias e analisá-las com cautela, selecionando as melhores soluções.

Pensando nisso, a Lar Cooperativa Agroindustrial instituiu um programa de ideias mais organizado que os anteriores. Para isso, os responsáveis redigiram um regulamento interno e selecionaram alguns profissionais para compor o comitê de inovação multidisciplinar.

Entre o período de 2016 a 2019, a cooperativa já economizou R$ 124,8 milhões. Além da economia, a Lar Cooperativa conseguiu aumentar a quantidade de colaboradores engajados e o número de ideias geradas.

Parcerias Estratégicas em P&D

Firmar parcerias estratégicas com startups, universidades, instituições governamentais e de pesquisa, e hubs de inovação é uma ótima oportunidade de inovar sem precisar de muitos recursos financeiros.

A inovação aberta consiste em negociar parcerias estratégicas com outras organizações que possuem tecnologias avançadas e produtos atualizados. A ideia é que a área de P&D das cooperativas aproveite o que as startups e outras instituições têm a oferecer para alavancar projetos e iniciativas.

Conclusão: P&D e os desafios do cooperativismo

As cooperativas enfrentam alguns desafios para se manterem perenes e competitivas, e o investimento em P&D desempenha um papel estratégico na superação deles. Sempre respeitando os princípios cooperativistas, a área de Pesquisa e Desenvolvimento pode fomentar soluções tecnológicas capazes de otimizar processos e aumentar a eficiência.

Outra vantagem da existência do setor nas cooperativas é a rapidez na pesquisa e implementação de tecnologias emergentes e na identificação de novas oportunidades de mercado. Além disso, a área de P&D também busca desenvolver produtos e serviços mais sustentáveis.

Nesse contexto, a área de P&D é essencial para fomentar a inovação nas organizações, especialmente nas cooperativas, que sempre buscam novidades para melhorar o dia a dia dos cooperados, colaboradores e da comunidade ao redor.

No entanto, nem sempre as cooperativas estão financeiramente preparadas para investir e criar o setor na organização. Para isso, existem inúmeras alternativas de financiamento para as coops. Entenda mais sobre cada uma delas no site do InovaCoop!

E para auxiliar ainda mais o processo de financiamento, o Inova criou o Radar de Financiamento. Ele consiste em um painel exclusivo com as principais fontes de apoio no Brasil. Não deixe de conferir e escolha a melhor opção para a sua cooperativa!

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