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Por que sua cooperativa precisa dar atenção à segurança digital em tempos de IA
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Para aproveitar ao máximo os avanços tecnológicos sem cair nos perigos das IAs, investir em segurança cibernética é imprescindível
A inteligência artificial vem dominando o mercado. Desde a popularização da IA generativa, com o lançamento do ChatGPT no final de 2022, a tecnologia vem ganhando um espaço relevante no mundo corporativo. Mas esse contexto também demanda cuidados especiais com a segurança digital.
Por oferecer diversos benefícios, a ferramenta tem se tornado valiosa em inúmeras áreas no mercado. Ela facilita processos, traz inovação e automatiza procedimentos antes feitos apenas manualmente.
Segundo a pesquisa ‘Pulse of Change Index’, coletada pela agência de consultoria empresarial Accenture, 76% dos líderes enxergam as inteligências artificiais generativas como oportunidades - e não ameaças. Para os entrevistados, a tecnologia é benéfica para o crescimento de suas marcas.
Entretanto, é preciso tomar cuidado, pois além das vantagens, o uso de IAs também apresenta riscos, principalmente quando a IA é usada sem os cuidados certos. O aumento das ameaças à segurança cibernética nos últimos anos exige atenção. Entenda como a sua cooperativa pode se proteger!
Falta de segurança digital e cibernética
Apesar de parecer inofensivo, muitos casos mostram como o uso da inteligência artificial sem proteção e cuidados necessários gera riscos à segurança digital. Um exemplo ocorreu em 2023, quando o próprio ChatGPT passou por um bug que resultou em vazamento de dados, chats e informação de pagamento de 1.2% dos seus usuários.
E os números crescem a cada ano. De acordo com levantamento da Capgemini Research Institute (CRI), 97% das organizações entrevistadas pelo instituto relataram terem sido vítimas de violações relacionadas à Gen AI em 2023.
No Brasil, a situação é ainda mais preocupante. Segundo relatório da NetScout, o país tem os maiores riscos de ataques cibernéticos da América Latina. Foram 285 mil ataques em 2022, 68.5% a mais do que a Colômbia, que fica em segundo lugar. Os números preocupam, e demonstram a importância de saber como proteger sua cooperativa.
Principais riscos à segurança cibernética
Entre os riscos que acompanham o avanço tecnológico das inteligências artificiais, alguns se destacam. Entre eles, as vulnerabilidades que existem nos algoritmos. Modelos de IA usados pela sua cooperativa podem sofrer ataques adversariais, ou seja, ser manipulados com dados falsos ou enviesados para comprometer os resultados ou a tomada de decisões da tecnologia.
As IAs também podem ser responsáveis pelo roubo de dados críticos. Modelos de IAs são treinados com uma coleta massiva de dados, o que pode tornar as cooperativas alvos de ataques cibernéticos. Em bugs ou ataques, informações sensíveis das cooperativas podem ser expostas, como dados financeiros ou informações privadas de seus cooperados.
Além disso, a grande quantidade de dispositivos conectados em contas da cooperativa e o uso de sistemas corporativos que têm dados armazenados na nuvem criam outras vulnerabilidades que podem ser usadas por hackers, diminuindo sua segurança.
Dicas de segurança digital proteger sua cooperativa
Todo cuidado é pouco na hora de se proteger contra ataques cibernéticos e outros riscos à segurança digital de sua cooperativa. Para evitar esses perigos, alguns cuidados são primordiais:
1. Esteja sempre monitorando ameaças
Para uma detecção ativa de ameaças, é preciso que a cooperativa esteja em constante monitoramento da sua segurança cibernética.
Com um time de profissionais qualificados para essa tarefa, é possível se antecipar aos perigos, impedindo que ataques aconteçam ou se agravem.
2. Não use dados confidenciais da sua cooperativa e terceiros nas IA
As IAs podem armazenar diversos dados usados em prompts ou no treinamento de modelos. Por conta disso, é preciso atentar-se aos tipos de informações compartilhadas.
Tome cuidado para não usar dados sensíveis da cooperativa, como informações financeiras, jurídicas ou de colaboradores, e nem de clientes ou cooperados, em especial sem a autorização prévia desse uso.
3. Revise resultados gerados pelo uso da IA generativa
Apesar de facilitar o trabalho e agilizar processos, as inteligências artificiais são suscetíveis a erros, distribuição de informações incorretas e bugs no seu processo de produção.
Assim como um trabalho feito manualmente, textos e informações produzidas por IAs generativas também precisam de supervisão. É importante sempre revisar completamente e com atenção os resultados obtidos por meio de IA generativa, evitando erros ou problemas com direitos autorais, por exemplo.
4. Adote uma forte política de segurança digital
Antes de usar qualquer ferramenta de inteligência artificial, é essencial ter definido um documento da cooperativa com normas e regras a serem seguidas pelos colaboradores no uso de IA.
Para garantir a segurança cibernética da cooperativa, é importante que essa política de uso defina quais são as permissões e restrições de acesso e uso de cada pessoa do time. Ou seja, até onde cada cooperado vai poder acessar e utilizar a IA em seu trabalho.
Além disso, é preciso definir um backup frequente dos dados e informações da cooperativa. Esse procedimento, também chamado de cópia de segurança, deve ocorrer de forma regular e frequente, salvando automaticamente dados que não podem ser perdidos, em caso de ataques à segurança cibernética.
5. Utilize o certificado digital
A certificação digital é uma ferramenta valiosa para a proteção de dados e sistemas importantes e sensíveis da cooperativa. O certificado digital é responsável por garantir a identificação de colaboradores e cooperados nos ambientes digitais da cooperativa.
A certificação funciona por meio de chaves e senhas que protegem espaços virtuais, autenticando a identidade do cooperado, colaborador ou cliente nos sistemas que ele tem acesso, impedindo o uso indevido da sua conta por outras pessoas ou hackers.
Para essa certificação ser aplicada com eficiência, algumas ferramentas podem ajudar. O certificado SSL/TLS, por exemplo, é um documento eletrônico que armazena dados sobre o colaborador, cliente ou cooperado que o utiliza, criando uma identidade virtual para validar seu acesso e garantir a segurança digital na transição por páginas e ambientes virtuais.
Já o carimbo de tempo é responsável por comprovar quando atos firmados eletronicamente ocorreram. Usado em plataformas de assinatura digital, como o site do governo gov.br, o carimbo é um selo para atestar a data e a hora exatas em que um documento foi escrito, enviado e assinado pelos seus participantes.
Outra ferramenta é o code signing, ou assinatura de códigos, em tradução literal. Com o uso de um hash criptográfico que valida a autenticidade e a integridade dos documentos, o code signing é responsável por mostrar que os contratos são uma cópia original, sem mudanças.
6. Mantenha antivírus e antimalware sempre atualizados
Apesar da monitoração constante, é essencial o uso de softwares que auxiliem na proteção cibernética e segurança digital da sua cooperativa. Com esse papel, os antivírus e anti-malware são programas responsáveis por detectar e eliminar ameaças dos dispositivos da cooperativa, antes que infectem os arquivos e comprometam a segurança.
Independente da plataforma escolhida para esse processo, é preciso que as atualizações estejam sempre em dia.
7. Realização de backups regulares
Para garantir a segurança dos dados e minimizar prejuízos em caso de ataques à segurança cibernética, a realização de backups regulares é uma peça-chave. É por meio dessa prática que se faz a prevenção de perdas irreparáveis para a cooperativa.
Os backups regulares são uma defesa para não perder dados importantes da cooperativa, agindo de forma preventiva a fim de assegurar e preservar informações essenciais para os cooperados.
8. Treinamento dos funcionários
Não basta ter diversas ferramentas e programas que protejam a integridade da cooperativa se os colaboradores não estiverem preparados para agir e proteger a segurança cibernética do negócio.
Para isso, é valioso ter treinamentos que ensinem os times a identificar possíveis riscos e evitar links, anexos, sites e e-mails suspeitos.
9. Auditorias e testes de vulnerabilidades
Para uma melhora contínua na proteção dos dados e sistemas de uma cooperativa, também é válido realizar auditorias regulares e testes de segurança com frequência.
Dessa maneira, é possível identificar os pontos fracos do sistema, a fim de corrigir possíveis falhas e aumentar a segurança antes que problemas reais ocorram.
Com cuidado, tecnologias podem ser grandes aliadas da segurança digital
Seguindo à risca tais cuidados, a relação das cooperativas com as novas tecnologias pode ser extremamente proveitosa. Graças às inteligências artificiais, muitas cooperativas vêm inovando e trazendo cases de sucesso quando aplicam IAs de forma correta nos seus processos.
A Cooxupé já usa da inteligência artificial para aprimorar seu processo de classificação de cafés, reduzindo custos e aumentando a qualidade dos seus produtos. Outra cooperativa do mundo agro que trouxe inovação com IA foi a Integrada Cooperativa Agroindustrial, que criou um Chatbot para melhorar seu atendimento ao cliente.
Com a devida atenção, as inteligências artificiais podem transformar o cooperativismo para melhor e mais inovador. Para saber mais como explorar ao máximo o potencial da inteligência artificial, confira o Guia Prático Engenharia de Prompt: conheça técnicas para obter melhores resultados com a IA do InovaCoop.