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Guia estratégico: o que é necessário para criar um agente de IA
- Parceiro: Coonecta
Aprenda mais sobre as particularidades do sistema autônomo e como implementá-lo na sua cooperativa
A Inteligência Artificial segue evoluindo e ganhando novas funcionalidades. Cada vez mais, a tecnologia consegue resolver problemas complexos, auxiliando pessoas, organizações e processos. O próximo passo da sua cooperativa nesse mundo pode ser estabelecer um agente de IA para aprimorar as operações e impulsionar a inovação!
Os agentes de IA são sistemas capazes de operar com autonomia e raciocínio sem a necessidade constante de interferência humana. Diferente dos chatbots, que necessitam de comandos para executarem tarefas, os agentes tomam decisões e realizam seus afazeres de forma independente.
O principal motivo para a adoção do sistema autônomo é a busca por eficiência operacional, já que, por serem capazes de raciocinar e tomar decisões, liberam os colaboradores para outras tarefas. Pensando nisso, preparamos um guia com alguns conhecimentos necessários para a criação do seu agente de IA. Boa leitura!
O que é necessário para criar um agente de IA
Criar um agente de IA não é uma tarefa tão simples, afinal, é preciso transformar um modelo de linguagem genérico em uma ferramenta especializada, capaz de resolver problemas e realizar tarefas sem interferência constante.
Para desenvolver um sistema robusto, você e sua equipe devem atentar para alguns pontos. Confira o que é necessário para criar um agente de IA:
Identifique o problema
Para desenvolver um agente robusto e funcional, o primeiro passo é identificar o problema que a cooperativa está enfrentando. É nesse momento que a equipe responsável observa os processos e verifica se algum deles precisa de ajustes ou melhorias.
A ideia é localizar tarefas repetitivas, de alto volume e que necessitam de várias ferramentas para serem executadas. Além disso, é interessante selecionar processos que se tornam mais complicados com a interferência humana.
Defina o propósito do agente
A proposta de um agente de IA é ser um software treinado e especializado, portanto, não deve ser generalista. Para resolver problemas e realizar tarefas de maneira automatizada, o agente precisa de direcionamento e propósito.
O sistema deve ter uma função clara e metas atreladas. Isso direciona o agente de IA, definindo sua razão de existir e guiando todas as próximas ações e configurações.
Quais serão as habilidades e o comportamento
O agente de IA deve ser descontraído, sério, neutro? Deve saber fazer contas, consultar calendários, planilhas e documentos?
Além de identificar o problema e definir o propósito do agente, a equipe responsável precisa delimitar as habilidades e o comportamento da ferramenta. Pense em como a IA deve se comportar e se comunicar com os colaboradores, cooperados e clientes.
Nesse momento, também é importante definir o grau de autonomia do agente de IA. Ele terá autonomia total e poderá realizar a tarefa por completo, ou dependerá de um humano para validar seu trabalho?
Elenque regras e limites
É fundamental estabelecer regras e diretrizes claras sobre o que o agente de IA pode e não pode fazer. Defina regras de ação, especificando as tarefas que a ferramenta está autorizada a realizar.
Além de direcionar o agente de IA, é preciso determinar até onde ele pode chegar, ou seja, quais dados ele pode acessar e informações que não devem ser processadas ou compartilhadas. Aproveite, também, para definir a prioridade de tarefas para evitar casos de conflito.
Mapeie os riscos
Para manter a segurança do agente de IA, não deixe de mapear os riscos com o auxílio dos guardrails. Eles são uma camada de segurança responsável por monitorar as entradas e saídas do sistema, evitando a geração de informações falsas e garantindo que a produção está em conformidade com os materiais de referência e com as regras definidas.
É interessante utilizar filtros de segurança e privacidade para impedir o vazamento de dados sensíveis e jailbreak - isto é, quando o usuário tenta enganar a IA para quebrar as regras de segurança. Aproveite, também, para moderar o conteúdo e evitar linguagens ofensivas, discriminação e vieses.
Defina as funções desse agente de IA
Com o propósito, habilidades, regras e limites definidos, é o momento de delimitar as funções do agente de IA. Para isso, ele precisa saber o que deve fazer e quais ferramentas poderá usar para completar as tarefas.
Por exemplo, se a função do agente é analisar respostas de um formulário de marcação de horário e verificar a disponibilidade da coop, ele precisa ter acesso à agenda e à plataforma com as respostas dos clientes.
Crie prompts e raciocínios
Apesar de realizar tarefas automaticamente, sem interferência humana constante, os agentes de IA precisam saber como agir, o que dizer e até como pensar. Por isso, o processo de criação e configuração do seu agente de IA é feito com prompts que detalham minuciosamente o passo a passo.
Além de utilizar prompts detalhados, aproveite para criar uma cadeia de raciocínio para o agente. Com ela, o sistema consegue decompor o problema, o dividindo em subtarefas e planejando a execução em diversos passos.
Dicas e boas práticas ao aplicar um agente de IA
Criar um agente de IA é uma tarefa que exige muita atenção aos detalhes, afinal, ele irá te auxiliar no dia a dia de trabalho e precisa saber o que deve ou não fazer. Para isso, separamos algumas dicas e boas práticas que podem auxiliar no processo de criação e treinamento do seu agente de IA.
É imprescindível que você e sua equipe sejam específicos, explicando minuciosamente cada tarefa que o agente deve realizar. Lembre-se de que ele é quadro em branco e precisa ser direcionado para entender como se portar e qual o seu propósito.
Por conta disso, criar um agente de IA do zero pode se tornar uma tarefa complicada. Como alternativa, pode-se utilizar o LLM, um modelo de IA já treinado com uma abundância de dados, sendo capaz de realizar inúmeras tarefas e se comunicar naturalmente. Ele é visto como o cérebro do agente.
O desenvolvimento do sistema também pode ser facilitado com plataformas e ferramentas no code, ou seja, não necessita do conhecimento em códigos para utilizá-lo. Opções como n8n, Zapier, Make e Notion permitem criar integrações e fluxos de trabalho de maneira intuitiva.
No entanto, ao planejar o seu agente de IA, considere todos os custos envolvidos. Os modelos prontos podem cobrar por interação, volume de dados e tarefas executadas. Pesquise e faça diversos orçamentos para definir qual a melhor opção para a cooperativa no momento.
E não esqueça de realizar testes rigorosos e monitorar os resultados. O acompanhamento deve ser feito antes de disponibilizar o agente de IA e durante o uso para garantir o bom funcionamento da ferramenta.
Conclusão
Os agentes de IA são ferramentas essenciais para alavancar a eficiência operacional da sua cooperativa. No entanto, é preciso muita atenção e cuidado na hora de criá-lo, respeitando as regras e particularidades desse sistema.
Para aprofundar seus conhecimentos sobre agentes de IA, confira o treinamento da Microsoft. Por lá, você aprenderá mais sobre os valores comerciais dos agentes de IA, além de casos de utilização e componentes principais.