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Governança do mix de fomento: eficiência, conformidade e reputação

Governança do mix de fomento: eficiência, conformidade e reputação

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Como integrar múltiplas fontes de recursos, organizar a prestação de contas e fortalecer a credibilidade institucional em projetos de inovação.

Em projetos de inovação, relatórios de acompanhamento não são um rito burocrático. Eles estruturam a governança, demonstram a execução das metas técnicas e orçamentárias e asseguram a conformidade regulatória. Esse conjunto de fatores é o que mantém financiamentos ativos e abre espaço para novos aportes. 

A estratégia de combinar diferentes fontes de fomento, financiamentos reembolsáveis, recursos não reembolsáveis, incentivos fiscais e bolsas, é uma grande aliada para reduzir o custo da inovação. No entanto, também aumenta a complexidade da prestação de contas, exigindo metodologia clara para integrar regras, prazos e evidências. Sem isso, multiplicam-se retrabalhos, glosas e riscos de inadimplência. 

Ponto de partida: mapeamento integrado 

Tudo começa pelo mapeamento financeiro e documental. É preciso identificar: 

  • Valores previstos e alocados em cada despesa (RH, serviços, materiais, viagens etc.); 
  • Origem do recurso (próprio ou externo); 
  • Marcos contratuais e regulatórios de cada fonte. 

Esse inventário inicial reduz conflitos entre regras, evita inconsistências e fornece previsibilidade à execução. 

 Estrutura de governança: clareza e objetividade 

Uma governança clara reduz riscos e acelera decisões. A adoção de uma matriz de responsabilidades (como uma Matriz RACI) simplifica os fluxos e evita gargalos. Para cada ação, deve estar definido: quem executa, quem aprova, quem é consultado e quem precisa ser informado. 

A segregação entre execução e aprovação é essencial, assim como a adoção de critérios objetivos: aderência técnica, conformidade regulatória e consistência orçamentária. Esse desenho cria confiança e gera agilidade ao processo decisório. 

 Gestão no tempo: cronograma físico-financeiro 

cronograma físico-financeiro é o eixo central. As agências de fomento desembolsam recursos à medida que recebem comprovações de avanço. Assim, são exigidos relatórios técnicos (provas, medições, protótipos) e financeiros (notas, contratos, contrapartidas) de forma periódica, até a completa execução do projeto. A prestação de contas funciona em ciclos: envio, análise, diligências e liberação da parcela seguinte. Nesse contexto, a coleta tempestiva e completa de informações reduz retrabalho, evita atrasos e acelera o fluxo de liberação dos recursos. 

 Três horizontes de gestão 

A reputação é um ativo intangível decisivo, especialmente em momentos de restrição de mercado. Ela é resultado de uma gestão disciplinada em três horizontes, curto, médio e longo. 

  • Curto prazo: coerência entre execução e plano de trabalho, checagens periódicas e checklists por fonte de recurso. 
  • Médio prazo: convergência, eliminar redundâncias de evidências, consolidar um repositório central e padronizar relatórios. 
  • Longo prazo: consistência, construir reputação e histórico positivo, ampliando a chance de aprovação em futuros editais e contratos. 

Esse encadeamento garante previsibilidade operacional no curto prazo, eficiência institucional no médio e reputação sólida no longo. Pilares indispensáveis para sustentar novos investimentos. 

Gestão de risco: três alertas 

  1. Compliance: reporte o que pode ser comprovado; trate documentos como insumo crítico, com versionamento e trilha de auditoria. 
  1. Liquidez: module o cronograma para evitar concentração de contrapartidas em períodos de baixa geração de caixa. 
  1. Integração técnica: alinhe as áreas técnicas (executoras) e aprovadoras (finanças, fiscal e jurídico) em torno de um mesmo mapa de regras.  

 Conclusão

A prestação de contas em projetos com múltiplos fomentos é, na prática, gestão de portfólio aplicada. Ao organizar fluxos por fonte, adotar RACI, consolidar cronogramas e montar dossiês consistentes, a cooperativa conquista previsibilidade, reduz riscos regulatórios e acelera a liberação de recursos. Mais do que cumprir uma obrigação, transforma a governança em vantagem competitiva e fortalece sua reputação no ecossistema de inovação. 

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