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7 perguntas que todo gestor de inovação deve fazer antes de testar uma ideia

7 perguntas que todo gestor de inovação deve fazer antes de testar uma ideia

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Diante de tantas ideias inovadoras, a liderança precisa definir quais soluções serão prototipadas e testadas

A gestão da inovação é responsável por implementar e fomentar ideias inovadoras na cooperativa. Mais do que um processo administrativo, ela se consolida por meio de pilares essenciais que garantem o desenvolvimento e sucesso dos projetos.

O primeiro deles é a estratégia organizada, que alinha as iniciativas aos objetivos da cooperativa, garantindo geração de valor real e competitividade. Junto a isso, é essencial estabelecer um ciclo de aprendizagem contínuo, capacitando os colaboradores e compartilhando informações relevantes.

Fomentar a inovação nas cooperativas também depende de uma cultura de inovação robusta e do comprometimento da liderança. O ambiente de trabalho deve encorajar a colaboração e cultivar a urgência pela inovação, sempre com o auxílio de líderes comprometidos com a evolução da coop.

No entanto, nem sempre esses pilares são o suficiente para projetos inovadores saírem do papel. Por vezes, os gestores precisam dar pause no processo e analisar o produto e seu propósito. Vamos entender mais sobre o impacto da inovação no cooperativismo e quais questionamentos os gestores devem fazer?

Inovação com DNA cooperativista

Inovar já faz parte da estratégia das cooperativas. Segundo o Panorama da Inovação no Cooperativismo, realizado pelo Sistema OCB, a inovação é relevante para a maioria das organizações, apresentando média de 9,6.

As cooperativas também se destacam quando o assunto é oferecer cursos de treinamento voltados à inovação, apresentando uma média geral de 57%. A pesquisa ainda apontou que a inovação proporcionou diversos impactos positivos, como agilidade, aumento no faturamento e maior número de cooperados.

Além disso, as cooperativas não economizam quando o assunto é promover projetos de inovação que beneficiam clientes e cooperados. Você pode conferir alguns cases de sucesso na aqui no InovaCoop!

Gargalos para a inovação

Apesar de as cooperativas apresentarem resultados positivos e uma ótima relação com a inovação, ainda há gargalos que limitam o potencial das organizações, sendo o maior deles a falta de cultura da inovação. Muitas vezes, a inovação é vista apenas como a adição de novas tecnologias, quando ela deveria ser uma mudança no pensamento do quadro social.

A inovação também fica estagnada por conta de lideranças desinteressadas e da ausência de planejamento. Sem dar importância para ideias inovadoras, ou adicionar a discussão ao calendário, a coop perde o timing de inovar e fica para trás.

Porém, não adianta discutir a inovação sem destinar recursos e tempo para desenvolvê-la. Além disso, os gestores pecam em não tratarem a inovação como algo urgente, fazendo com que as iniciativas fiquem em segundo plano.

7 perguntas que todo gestor de inovação precisa fazer

Ao estruturar um projeto de inovação, passamos por algumas etapas: geração de ideias, seleção, desenvolvimento, prototipagem e teste, lançamento e, por fim, monitoramento. No entanto, nem sempre as ideias passam da fase de testes, gerando débitos para a cooperativa.

Pensando nisso, o InovaCoop selecionou sete perguntas para que você, gestor de inovação, faça antes de testar ideias. Vamos conferir?

1. A solução resolve um problema real e latente dos clientes?

Soluções que trazem alívio imediato à equipe e aos cooperados e clientes são o foco de todos os gestores de inovação. No entanto, nem sempre elas resolvem o problema real, gerando retrabalhos e insatisfação.

Antes de o novo produto ser testado, o gestor deve questionar o poder da solução de resolver incômodos reais e latentes. Se ele não resolver as dificuldades elencadas, é hora de olhar para outros caminhos.

2. Quais os riscos tecnológicos, regulatórios e de execução?

O foco de uma solução está nos benefícios que ela traz, porém, o gestor não pode se esquecer dos riscos. Durante o desenvolvimento de um projeto, elenque e questione os perigos tecnológicos, regulatórios e de execução.

O perigo de não responder à pergunta e ignorar os possíveis riscos é criar débitos e problemas desnecessários. É normal que novos produtos contenham pequenos riscos à cooperativa, mas eles não podem se sobressair às vantagens oferecidas.

3. A solução tem potencial para se tornar referência no mercado, ou será apenas um produto passageiro?

Essa pergunta serve como um filtro para identificarmos a relevância da ideia a longo prazo. Os gestores de inovação devem assumir posições analíticas e questionar a perenidade do projeto como produto do mercado e solução para os clientes e cooperados.

A liderança precisa, portanto, avaliar se a solução é capaz de evoluir conforme as necessidades dos cooperados e clientes. Assim, os gestores garantem que a ideia inovadora continue resolvendo problemas e gerando aprendizados.

4. Quais serão os indicadores que vão medir o sucesso da solução?

Sem indicadores definidos, a cooperativa corre o risco de se guiar por metas vazias e rasas que, apesar de parecerem positivas, não indicam o sucesso da solução. As métricas devem refletir a eficiência operacional e o impacto para o público-alvo.

Defina métricas quantitativas e qualitativas para obter um escopo detalhado do andamento da inovação. Esses números permitem que a alta liderança tome decisões baseadas em dados e com segurança.

5. Quem se beneficia com a solução? O que muda no dia a dia dos clientes?

Toda inovação deve ter um público-alvo definido e uma proposta de valor clara e objetiva. A solução é desenvolvida com base na experiência dos usuários e na busca por um produto ou serviço que gere valor.

Se não for possível elencar as melhorias e quem irá se beneficiar com elas, a ideia necessita de atenção e não deve seguir para a fase de testes.

6. O projeto está alinhado com os ideais e objetivos estratégicos da cooperativa?

Nas cooperativas, as soluções precisam estar alinhadas aos ideais do modelo de negócios. O projeto deve estar em conformidade com os sete princípios do cooperativismo.

O gestor não pode esquecer que seu compromisso é com a inovação e com o coop, alinhando ideias, objetivos e estratégias. Além de resolver um problema do público-alvo, a solução busca uma economia mais justa, solidária e sustentável.

7. Qual o menor teste possível que pode ser realizado?

Diante de tantas ideias e projetos inovadores, os gestores precisam filtrá-los, avançando ou descartando as soluções propostas. No entanto, é preciso seguir com cautela na fase de testes, evitando grandes gastos.

Sendo assim, implementar o menor teste possível permite que a equipe colha feedbacks importantes antes de grandes investimentos. A ideia é reduzir o risco financeiro, enquanto prova o valor da solução seguramente.

Conclusão

Testar ideias não deve ser um processo improvisado e requer análise e planejamento. Para o gestor, compreender o nível de maturidade da sua organização e estruturar boas práticas de inovação é fundamental.

A partir desse entendimento, é possível planejar ações mais qualificadas e alcançar resultados mais consistentes sem grandes gastos ou frustrações. Por isso, o Sistema OCB disponibiliza às cooperativas o Diagnóstico de Gestão da Inovação, uma ferramenta que apoia a tomada de decisão e a evolução estruturada da inovação.

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