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Nova cultura interna aumenta satisfação da equipe no Sicoob Costa do Descobrimento
Contexto
Em 2024, a gestão do Sicoob Costa do Descobrimento, cooperativa de crédito do Sul da Bahia, buscava uma forma de melhorar o ambiente de trabalho para seus colaboradores. Os líderes perceberam que era necessário fortalecer a colaboração entre os setores, evitando a formação de grupos fechados e fomentando o sentimento de pertencimento a uma mesma organização.
A solução foi contratar uma consultoria externa para colocar em prática o chamado Projeto de Implantação Cultural, iniciativa que visava a redefinir e promover a cultura organizacional, alinhando os valores da cooperativa aos comportamentos dos colaboradores.
“Na Implantação Cultural a gente trabalha o jeito de ser da cooperativa”, explica Lídia Ferrari, consultora de felicidade e bem-estar corporativo e responsável por trazer o programa para o Sicoob Costa do Descobrimento. “Trata-se de um processo contínuo de transformação comportamental”.
Desafios
Segundo a consultora, é natural que com o tempo cada setor de uma cooperativa vá se fechando em si mesmo, a partir do convívio e do compartilhamento diário, num processo de formação dos chamados “silos”. Esse fenômeno, embora natural e recorrente, não é, porém, benéfico para os resultados da organização.
“A diretoria me procurou com esta queixa e com a necessidade de romper estes silos, fazendo com que toda a liderança e todos os colaboradores estivessem mais envolvidos com a cooperativa, a fim de alavancar o resultado”, conta Lídia Ferrari.
Um primeiro diagnóstico mostrou que o índice que mede a satisfação e a fidelidade dos funcionários com a cooperativa, conhecido como eNPS (sigla em inglês para Employee Net Promoter Score), estava baixo, marcando 15 pontos numa escala que vai até 100. A partir de então, em julho de 2024, Lídia deu início ao Projeto de Implantação Cultural, que duraria até maio de 2025.
O projeto foi recebido com alguma resistência no início. “Sempre surge o argumento de que ‘aqui sempre funcionou assim’. Como em toda mudança, há uma fase de negação, de alteração da mentalidade”, afirma ela. Por isso, a participação ativa da liderança foi fundamental para que o projeto se consolidasse e rendesse frutos.
Desenvolvimento
Na primeira fase, a consultora ouviu a diretoria e os gerentes de eixo do Sicoob Costa do Descobrimento, confrontou estes relatos com a realidade na cooperativa e mensurou o eNPS inicial. Com este mapeamento em mãos, teve início o chamado letramento da alta liderança.
Nesta etapa, diretores e gerentes fizeram um trabalho de autoconhecimento como líderes e participaram de conversas e debates para se conscientizar sobre a importância da cultura corporativa e para definir qual é o “jeito de ser” do Sicoob.
Lídia Ferrari ressalta que não basta definir missão, visão e valores. Estes itens fazem parte da construção da cultura, mas a partir deles é preciso descrever os comportamentos esperados e também aqueles que não serão tolerados.
Depois do alinhamento com os gestores, foi a vez da implantação cultural propriamente dita, na cooperativa e em todos os pontos de atendimento. Os diretores e gerentes de eixo participaram de workshops em cada uma das agências do Sicoob Costa do Descobrimento, promovendo o ‘jeito de ser Sicoob’.
“Foi um momento leve e também de escuta ativa, onde prestamos atenção ao comportamento e à reação das pessoas. Em geral, percebemos muito engajamento e os números refletem isso”, avalia Lídia.
Ao final de cada jornada nas agências, o grupo escolhia dois representantes que passariam por uma formação para se tornarem os “guardiões da cultura” naquela unidade. Eles foram encarregados de manter a cultura viva, replicá-la no dia a dia e alinhar as práticas rotineiras aos valores e parâmetros estabelecidos.
Por fim, foi feita uma formação também com os gerentes de cada agência e, ao final, uma nova medição do eNPS para avaliar o impacto do programa.
Resultados
Após a conclusão do projeto de Implantação Cultural, o índice de satisfação dos colaboradores saltou da pontuação inicial de 15 para 65 pontos, saindo da chamada Zona de Aperfeiçoamento para a Zona de Qualidade. O número não apenas subiu 50 pontos, como também se aproximou da Zona de Excelência, que vai dos 76 aos 100 pontos.
Na avaliação da consultora Lídia Ferrari, os colaboradores deixaram o programa com mais clareza sobre os papéis e as responsabilidades de cada um. “Eles ficaram mais conscientes sobre o que foram contratados para fazer, o que devem entregar e como precisam se comportar”, destaca. “A tomada de decisões ficou mais coerente com os valores da cooperativa e o senso de pertencimento e de identidade organizacional aumentaram”.
A gerente administrativa e financeira da cooperativa, Diana Arrais, aponta que o trabalho se tornou mais fluido e o clima, mais leve. “Hoje, a gente consegue ter conversas difíceis de forma muito tranquila, sem receio”, conta. A comunicação assertiva e a entrega de feedbacks estruturados foram parte dos tópicos trabalhados no programa.
Diana comemora o fato de a cooperativa ter entrado para o ranking das melhores empresas para se trabalhar, segundo a consultoria GPTW (sigla em inglês para Great Place To Work), e atribui a conquista ao programa de Implantação Cultural.
Próximas iniciativas
Após a conclusão do projeto em maio de 2025, o Sicoob Costa do Descobrimento elaborou um plano para monitorar continuamente o clima organizacional e garantir que ele continue em bons níveis. Segundo Diana Arrais, a cooperativa segue investindo em treinamentos e formações como parte integrante de seu planejamento.
Lídia Ferrari lembra que a cultura é construída nas pequenas ações diárias e que é preciso coragem e transparência para sinalizar e mudar os comportamentos que não são bem-vindos. “É difícil realizar uma transformação cultural sem ter conversas difíceis”, afirma a consultora. “Tivemos muitas conversas difíceis ao longo deste programa e isso elevou muito a maturidade de todos os envolvidos”.
Ela conclui reforçando a importância do engajamento da liderança da cooperativa, que ela descreve como o termômetro da mudança. “Se a alta liderança não comprar a causa, nada muda. Não existe cultura forte sem o engajamento forte dos líderes”, finaliza.
Contato
Daniele Scopel, analista de crédito da cooperativa.
E-mail: daniele.scopel.3021@sicoob-ba.com.br
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