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7 tendências tecnológicas que as cooperativas agropecuárias devem acompanhar em 2026
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Confira as tecnologias que vão transformar o cooperativismo agropecuário em 2026 e conheça cooperativas que estão liderando a inovação
O ano de 2025 foi marcado pela consolidação de tecnologias que antes eram apenas protótipos. A digitalização intensa, a conectividade e o uso de dados para a tomada de decisões deixaram de ser diferenciais para se tornar o padrão de gestão.
Esse cenário abriu caminho para o Agro 5.0, uma era que une a eficiência à sustentabilidade e inteligência autônoma. Para as cooperativas, o desafio é integrar a onda de inovações disruptivas às operações diárias sem perder de vista os princípios cooperativistas.
Vamos, então, conversar mais sobre as tendências para 2026?
Tendências tecnológicas para o cooperativismo agropecuário em 2026
Diante de tantas mudanças, o cooperativismo não pode ficar para trás. É imprescindível que as cooperativas busquem se informar sobre as novas tecnologias e tendências no mercado do agronegócio.
Pensando nisso, o InovaCoop selecionou sete tendências tecnológicas para as cooperativas agro ficarem de olho em 2026. Confira!
1. Rastreabilidade
Os consumidores estão cada vez mais preocupados com toda a cadeia produtiva, buscando consumir produtos orgânicos e sustentáveis. Por conta disso, as cooperativas precisam apresentar um diferencial: a rastreabilidade.
A tecnologia consiste em registrar dados desde a escolha das mudas e dos animais, até o consumidor final. Além de compartilhar as etapas da produção, a rastreabilidade também auxilia na identificação de lotes contaminados e fomenta a produção sustentável.
A Coafra, Cooperativa Agroindustrial Frutos da Amazônia, recorreu à rastreabilidade para continuar ampliando sua carteira de clientes no mercado privado e de novos negócios. A cooperativa contou com o auxílio da Amaztrace, uma startup de tecnologia.
No momento, os produtos rastreados informam, por meio de um QR Code, a geolocalização da propriedade, a data de colheita e até os dados cadastrais da cooperativa. Após o sucesso da rastreabilidade, a cooperativa está planejando aplicar a tecnologia a todo o ciclo de vida da plantação.
2. Aplicação de IA
Além de editar textos, criar imagens e gerar ideias, a Inteligência Artificial também pode otimizar a jornada de trabalho e aumentar a produtividade. Seja com IAs generativas, ou máquinas autônomas, as cooperativas podem aumentar a rentabilidade e diminuir erros.
A Cooxupé, por exemplo, buscou auxílio na Inteligência Artificial para agilizar e reduzir os custos das operações de qualidade na época de safra. Em parceria com a ProfilePrint, a cooperativa utiliza uma máquina classificadora que identifica a qualidade dos grãos de café e seu sabor, além de encontrar mofo e fermentação indesejada.
3. Tecnologias para aplicação de defensivos
Mesmo com bons produtos e cuidado na aplicação, os defensivos agrícolas podem causar mais problemas do que resultados. A pulverização inadequada pode comprometer a saúde da lavoura, contaminar o ambiente e até causar riscos ao operador.
Para reduzir os erros e gastos desnecessários, a resposta está nas tecnologias para aplicação de defensivos. A ideia é utilizar um conjunto de conhecimentos, técnicas e dados para escolher o produto e definir o tipo de aplicação.
Diante da necessidade apresentada pelo solo, os produtos fitossanitários podem ser utilizados sozinhos ou misturados com outros. Além disso, os responsáveis devem definir o alvo de aplicação considerando o comportamento e as características da praga.
Os cooperados também devem atentar à escolha do equipamento, ao tipo de pontas de pulverização e às condições climáticas. Com dados precisos e tecnologias de ponta, decidir quais defensivos serão utilizados e como se torna uma tarefa simples para os cooperados, que, além de eliminarem pragas, aumentam a produtividade.
4. Agricultura regenerativa orientada por dados
A agricultura regenerativa vai além da conservação, ela busca recuperar a saúde do solo e da biodiversidade da região. Quando amparada por dados, a prática permite que os produtores cooperados tomem decisões precisas para restaurar áreas degradadas e aumentar a resistência das culturas.
A Coopernorte, Cooperativa Agroindustrial Paragominense, investiu na criação do Centro de Pesquisa e Análises da Coopernorte (CPAC) para enfrentar desafios climáticos e de solo da Amazônia Oriental. O objetivo era diminuir a vulnerabilidade da produção a pragas e mudanças climáticas que impactam diretamente a rentabilidade dos cooperados.
5. Bioinsumos inteligentes
A tecnologia também chegou ao setor biológico do agronegócio, sempre acompanhada da sustentabilidade. Pesquisas seguem evidenciando que químicos fortes podem ser trocados por insumos orgânicos selecionados, como restos vegetais e esterco de animais.
Buscando aumentar a longevidade dos canaviais, a Cooperativa Pindorama decidiu ampliar seu portfólio de biotecnologia. Em parceria com a Microgeo, a cooperativa implementou uma solução de bioinsumo inteligente que utiliza a adubação biológica para restaurar o microbioma do solo.
O sistema funciona por meio de uma bioestação que processa esterco bovino para gerar microrganismos adaptados à ecologia local. A ideia é que o solo tenha os nutrientes necessários para combater pragas naturalmente.
6. Conectividade rural
Para que sensores IoT, drones e outras tecnologias funcionem e sejam aliadas do produtor rural, é preciso conectividade. Garantir o acesso à informação rápida e precisa permite que as cooperativas monitorem a produção remotamente, além de implementarem técnicas com mais precisão.
A Lar Cooperativa Agroindustrial implementou o Sistema de Manejo de Solos visando eliminar gargalos de produtividade e reduzir os custos operacionais dos cooperados. Além disso, a cooperativa buscava substituir o uso intensivo e genérico de fertilizantes por uma abordagem personalizada.
Para isso, a cooperativa utiliza a agricultura de precisão, mais especificamente a amostragem georreferenciada. Ao invés de obter uma média da saúde do terreno, a Lar recebe diagnósticos químicos, físicos e biológicos de áreas precisas, permitindo que o produtor aplique a quantidade correta de insumos apenas onde o solo realmente necessita.
7. Energia limpa e sustentabilidade
Outra estratégia para ser mais sustentável está na busca por energias limpas e renováveis. Ao transformarem resíduos de produção em combustível ou eletricidade, as cooperativas estão reduzindo custos operacionais e criando um ciclo de economia circular.
A Primato Cooperativa Agroindustrial, por exemplo, desenvolveu o projeto Suíno Verde para resolver o desafio do descarte de dejetos suínos. Em parceria com a MWM, a cooperativa implementou uma solução de economia circular que transforma resíduos orgânicos em biometano, energia elétrica e biofertilizantes.
A inovação tecnológica consiste em utilizar biodigestores instalados nas propriedades dos cooperados que captam o biogás. Esse biocombustível é utilizado para abastecer a frota de caminhões da própria Primato.
Conclusão: as cooperativas estão um passo à frente das tendências tecnológicas do setor agropecuário
O cenário para 2026 mostra que a tecnologia não é mais uma opção, mas uma condição para a perenidade das organizações agropecuárias. No entanto, as cooperativas estão um passo à frente, visto que já colocaram em prática as tendências apresentadas, melhorando a vida e o trabalho dos cooperados.
Ao unir o cooperativismo com tecnologias de ponta, as cooperativas lideram a evolução tecnológica no campo. E se sua coop quer se aprofundar mais nas novas tendências, mas não sabe como, recomendamos o curso Pesquisador de Tendências do CapacitaCoop.
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