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Panorama: novidade no Brasil, cooperativismo de seguros é uma potência mundial
- Parceiro: Coonecta
Setor se destaca com o segundo maior número de representantes entre as 300 maiores cooperativas do mundo de acordo com a Aliança Cooperativa Internacional
No Brasil, o cooperativismo de seguros está dando seus primeiros passos, mas em termos globais, de acordo com o World Cooperative Monitor 2025, da Aliança Cooperativa Internacional, o ramo securitário é o segundo com maior número de representantes entre as 300 maiores instituições do cooperativismo mundial, atrás apenas da agropecuária.
O Ramo Seguros foi oficializado em 2025 pelo Sistema OCB e, no momento, ainda vive processo de regulamentação pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Mas os dados do cooperativismo de seguros mundo afora indicam o potencial do segmento para o mercado securitário cooperativista brasileiro.
o Brasil, o cooperativismo de seguros está dando seus primeiros passos, mas em termos globais, de acordo com o World Cooperative Monitor 2025, da Aliança Cooperativa Internacional, o ramo securitário é o segundo com maior número de representantes entre as 300 maiores instituições do cooperativismo mundial, atrás apenas da agropecuária.
O Ramo Seguros foi oficializado em 2025 pelo Sistema OCB e, no momento, ainda vive processo de regulamentação pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Mas os dados do cooperativismo de seguros mundo afora indicam o potencial do segmento para o mercado securitário cooperativista brasileiro.

A Lei Complementar 213/2025
A aprovação da Lei Complementar 213/2025 permite que as cooperativas ofereçam e operem planos de seguros de forma plena e independente. Até então, apenas Sociedades Anônimas (S.A.) tinham autorização para operar como seguradoras.
Para oferecer proteção aos associados e clientes, as cooperativas eram obrigadas a atuar como corretoras, servindo como intermediárias para as seguradoras tradicionais. O modelo limitava a autonomia das organizações, além de estarem sujeitas às políticas de aceitação de risco de terceiros.
O clube do trilhão
O cooperativismo de seguros global é uma potência financeira, evidenciada pelas 500 maiores seguradoras mútuas e cooperativas do mundo, segundo o levantamento da International Cooperative and Mutual Insurance Federation (ICMIF).
Apenas essas 500 organizações arrecadaram, juntas, USD 1,35 trilhão em prêmios em um único ano. Para se ter ideia, isso é quase o PIB inteiro do Brasil. Dentre elas, 83% das 500 maiores estão localizadas em apenas 5 países: EUA, França, Alemanha, Japão e Reino Unido.

Cooperativismo de Seguros: negócios com impacto humano
O cooperativismo de seguros, além do impacto econômico, também promove o desenvolvimento social e humano. Ao todo, o setor atende a 889 milhões de membros e segurados, de acordo com a ICMIF. Além disso, é um setor que emprega 1,2 milhão de pessoas ao redor do mundo.

Cooperativismo de seguros: futuro no Brasil e realidade no mundo
A sanção do novo marco regulatório oferece a segurança jurídica necessária para que o Brasil replique um modelo econômico já consolidado nas principais economias do mundo. Os dados da ICMIF e da ACI mostram que a força das cooperativas de seguros representa uma estrutura de mercado robusta que movimenta trilhões de dólares anualmente.
A entrada formal das cooperativas brasileiras neste segmento deve estimular a concorrência e a inovação, permitindo que os recursos da proteção patrimonial sejam retidos e reinvestidos nas próprias comunidades, seguindo lógicas e modelos já maduros ao redor do mundo.