Topbar OCB
Sicredi: parceria internacional para financiamento de projetos sustentáveis
CONTEXTO
O Sicredi tem um histórico de ações sustentáveis ao longo de sua história, e é integrante do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) para os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além disso, a demanda por crédito para financiamento de projetos de energia solar crescia cada vez mais, além do que o Sicredi podia atender.
Por conta disso, a instituição foi buscar recursos fora do Brasil com a International Finance Corporation (IFC). A ideia era encontrar uma fonte de recursos grande o suficiente para atender a toda a demanda, além de contar com um parceiro comprometido com a sustentabilidade.
Com a parceria, formou-se uma linha de crédito no valor aproximado de R$ 600 milhões para financiar projetos de energia solar dos mais de 5 milhões de associados do Sicredi em 24 estados do Brasil. Com esse passo importante, o Sicredi reforça sua atuação como referência nacional em desenvolvimento sustentável.
Vale ressaltar também que, além do novo crédito para energia solar, o Sicredi já disponibilizava o Consórcio Sustentável, que funciona como uma poupança programada, permitindo adquirir o equipamento ecoeficiente a partir da contemplação por sorteio ou lances, fixos e livres.
DESAFIOS
O grande desafio que se buscava resolver era a capacidade de atender à crescente demanda por crédito para o desenvolvimento de projetos de energia solar no Brasil.
O total de investimentos do Sicredi em energia solar já era de R$ 2,8 bilhões em fevereiro de 2021, um aumento de 104% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com a mudança, busca-se crescer ainda mais e impulsionar o desafio do desenvolvimento verde e da geração de energia limpa no país.
Além disso, o Sicredi precisou passar por um processo sério de análise por parte da IFC, da CBI (Climate Bonds Initiative) e da GLP (Green Loan Principles), algo que nenhuma instituição financeira brasileira tinha feito até então.
DESENVOLVIMENTO
Diante da necessidade de expandir as linhas de crédito para o financiamento de projetos de energia fotovoltaica, o Sicredi buscou a ajuda da IFC, parte do Grupo Banco Mundial. O empréstimo feito é de US$ 120 milhões (cerca de R$ 600 milhões), com prazo de pagamento estipulado em 7 anos. O dinheiro será destinado aos mais de 5 milhões de associados do Sicredi em todo o país.
Conseguir a linha de crédito com o IFC foi além de fazer um empréstimo e concordar com os termos de pagamento. Foi preciso passar por uma análise criteriosa e receber “selos verdes” que comprovassem o compromisso da instituição com a sustentabilidade. Além disso, foi preciso mostrar como o dinheiro tem sido aplicado nos projetos de desenvolvimento sustentável ao longo do tempo.
Para isso, o Sicredi criou mecanismos de gestão que permitem gerenciar e informar a aplicação dos recursos em projetos de energia limpa. Outro ponto que ajudou o Sicredi foi o histórico de preocupação com a geração de energia limpa e o desenvolvimento de projetos com baixa emissão de carbono, algo visto nas outras iniciativas passadas e atuais da instituição.
Por conta disso, o Sicredi foi a primeira instituição financeira cooperativa do Brasil a receber a certificação da Climate Bonds Initiative (CBI), organização internacional que promove investimentos na economia de baixo carbono e estabelece as melhores práticas de integridade ambiental dos produtos da economia verde.
Além disso, a operação conta com a certificação pelo Green Loan Principles (GLP), que atesta os benefícios ambientais claros e verificáveis da iniciativa e que todos os processos de avaliação, gestão e até o monitoramento dos recursos seguem padrões internacionais.
RESULTADOS
Como a iniciativa é nova, os resultados ainda não podem ser claramente vistos em termos de resultados concretos. Apesar disso, tanto o Sicredi quanto o IFC têm altas expectativas de que essa iniciativa será um impulso importante para o desenvolvimento da economia verde no Brasil agora e pelos próximos anos.
Segundo Tathyanne Gasparotto, diretora de regiões da Climate Bonds Initiative: “a emissão do Sicredi demonstra a grande oportunidade que as instituições financeiras têm de impulsionar o mercado de títulos verdes (green bonds) e a economia do Brasil de maneira sustentável. Esperamos que essa operação seja um grande passo para o setor de energias renováveis no país”.
Vale destacar que a demanda por financiamento sustentável no Brasil nunca foi tão grande como agora. De acordo com o próprio CBI, o país é o maior mercado de green bonds da América Latina, com participação de 42% das emissões nos últimos cinco anos, totalizando 27 bilhões de reais.
Portanto, tal cenário e demanda crescente por financiamento de projetos de energia solar pelos associados ao Sicredi mostram que a tendência é de grande desenvolvimento no setor no futuro próximo.
PRÓXIMAS INICIATIVAS
Além de distribuir o dinheiro captado para atender a demanda dos associados por financiamento de projetos de energia solar, o Sicredi já tem outras ações sustentáveis em curso e pretende ampliar as ações de apoio ao desenvolvimento sustentável e à energia limpa.
Entre as ações já em andamento, há projetos como o Programa de Homologação de Integradores em Energia Solar (PHI), que qualifica integradores parceiros das cooperativas de crédito para atender melhor aos associados locais.
Outra iniciativa é o Consórcio Sustentável, que funciona como uma poupança programada, onde é possível adquirir o equipamento ecoeficiente ao ser contemplado por sorteio ou com lances.
Contato do responsável:
Informações sobre sustentabilidade
comunicacao_institucional@sicredi.com.br
sustentabilidade@sicredi.com.br
Conteúdo desenvolvido em parceria com
Você também tem um case ou uma história de sucesso?
Conte-nos sua história
Veja mais
Cooperativa de planos odontológicos amplia oferta de serviços sem onerar mensalidade dos clientes. RESUMO CARDPara ampliar a oferta de serviços sem onerar o plano odontológico dos seus clientes, a cooperativa Dental Uni se tornou a mediadora de pagamentos, tanto do paciente como do dentista. Assim, os atos complementares que antes eram realizados fora do plano, agora são realizados via Dental Uni, em melhores condições de pagamento aos pacientes.
Criação de eventos que marcam o início da colheita de arroz geraram R$ 2,5 milhões em negócios, proporcionaram desenvolvimento e transferência de tecnologia, com envolvimento de autoridades e entidades setoriais. Criação de eventos paralelos, batizados de 1ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e 1º Fórum do Arroz, dentro da 15ª edição do Campo Agro Acelerador. A finalidade era apresentar tecnologias do agronegócio e reforçar o posicionamento institucional, jogando luz sobre a atuação da Cooperativa Agroindustrial Cooperja e promovendo transferência de conhecimento e tecnologias para os cooperados. Com isso, a cooperativa conseguiu reunir a atenção de autoridades, produtores e entidades em torno de temas de relevância para o cultivo, a comercialização e até mesmo a exportação de arroz.
Treinamento e ações para engajamento ajudam a elevar presença de 12 para 22 delegados. A Cogem, cooperativa de crédito que atua no modelo capital e empréstimo, conseguiu um ótimo resultado em sua primeira assembleia digital: foram 22 delegados presentes de forma virtual em 2020. No ano anterior, apenas 12 delegados marcaram presença na assembleia presencial da cooperativa.
Empreendedorismo também passa a fazer parte da matriz curricular. O Colégio CEM, mantido pela Cooperativa de Trabalho Magna, desenvolveu uma plataforma digital e adotou a disciplina de empreendedorismo para melhorar o projeto “Minicidade Cooperativista”. Com a plataforma MinicidadeON, a cooperativa conseguiu resolver problemas antigos e aumentou a participação dos alunos.