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Coopern cria laboratório de simulação realística para capacitar enfermeiros

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Saúde
Coopern - Cooperativa de Enfermagem
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Para superar a carência de qualificação no mercado de enfermagem, a Coopern transformou a educação continuada em um dos alicerces de seu negócio. A cooperativa potiguar, além de oferecer cursos de capacitação, mantém um laboratório de simulação realística dedicado ao treinamento prático dos enfermeiros. A estrutura utiliza metodologia imersiva, com manequins e até atores para simular situações de estresse. Só em 2025, o projeto formou cerca de 1.800 alunos, consolidando a Coopern como referência em assistência no Rio Grande do Norte.

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Contexto

Fundada em 2009 no Rio Grande do Norte, a Coopern atua na prestação de serviços de enfermagem em assistência domiciliar, hospitais e clínicas. Logo no início de sua trajetória, ao selecionar enfermeiros para atender a um grande contrato, a cooperativa identificou uma lacuna crítica: a deficiência técnica e formativa dos profissionais do mercado.

“Entendemos que era preciso investir muito na qualificação para poder garantir uma assistência de alta qualidade, por isso, a Coopern já surgiu com a ideia de que a educação representaria 50% do nosso trabalho”, afirma a sócia-fundadora e diretora financeira da cooperativa, Lourdens Arruda.

O que começou apenas com uma sala de aula e manequins básicos evoluiu rapidamente para algo mais complexo. Em 2011, a mudança da sede da cooperativa permitiu a criação do primeiro espaço inteiramente dedicado à simulação realística.

O projeto amadureceu e, hoje, o chamado Laboratório de Simulação ocupa metade de um andar inteiro na sede da Coopern. A estrutura é voltada ao treinamento imersivo em ambiente hospitalar, principalmente para práticas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Desafios

O principal desafio que motivou a inovação foi a necessidade de garantir a segurança do paciente em cenários de alta complexidade, onde falhas técnicas podem ser fatais. A cooperativa precisava de um ambiente controlado e seguro, onde o erro fosse admitido como ferramenta de aprendizado, permitindo que os cooperados praticassem procedimentos e tomadas de decisão sob pressão.

Contudo, a manutenção do espaço é um gargalo importante tanto em termos financeiros quanto logísticos. Lourdens Arruda ressalta que os custos muitas vezes ultrapassam os fundos reservados para o laboratório. A saída para viabilizar o projeto foi a venda de cursos também para o público externo. Dessa forma, enquanto os treinamentos são gratuitos para os cooperados, profissionais não-associados também podem se beneficiar mediante pagamento.

Por fim, há o desafio do engajamento: como os profissionais de enfermagem no Brasil frequentemente mantêm múltiplas jornadas de trabalho, o tempo para capacitação é escasso e compete com o horário de descanso dos cooperados.

Nesse cenário, a Coopern tenta sensibilizar seus membros sobre a importância da atualização constante para manter a empregabilidade e o padrão de excelência da marca. “Hoje, nossa maior dificuldade é trazer o cooperado para o curso”, admite Lourdens.

Desenvolvimento

O desenvolvimento do Laboratório de Simulação da Coopern é um processo contínuo de adaptação e parcerias. A estrutura atual foi projetada para ser versátil: o ambiente é moldado de acordo com a necessidade dos cursos em andamento, podendo simular desde uma UTI Adulto ou Neonatal até unidades de internação clínica e cirúrgica.

A metodologia de ensino combina teoria e prática imersiva. Além dos manequins, a cooperativa trabalha também com atores para reproduzir cenários clínicos com o máximo de fidelidade. Um enfermeiro da própria cooperativa, com formação em teatro, seleciona e treina profissionais para encenarem as situações, permitindo que o aluno pratique a tomada de decisão e a comunicação sob estresse.

A maioria dos equipamentos do laboratório foi comprada pela cooperativa, mas alguns itens de alto custo, como respiradores hospitalares, são disponibilizados por meio de parcerias com fornecedores e instituições. Hoje, a Coopern realiza uma média de 105 treinamentos ao ano envolvendo o uso direto da simulação realística.

Resultados

Entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, os programas educativos da Coopern abordaram 26 temas distintos, por meio de minicursos e capacitações. Foram 110 turmas e 1.802 alunos formados ao todo, sendo 1.329 cooperados e 473 participantes externos. O volume representa mais que o dobro da média anual histórica de 500 formados.

Além do crescimento expressivo na procura pelos cursos, os dados demonstram a ampliação da rede de profissionais habilitados para atuação clínica e hospitalar de alta complexidade. Qualitativamente, o laboratório conferiu à Coopern um diferencial de mercado, segundo a diretora Lourdens Arruda.

Ela destaca que a cooperativa foi a primeira a adentrar hospitais no estado do Rio Grande do Norte e mantém altas taxas de participação em serviços como a maternidade.

Próximas iniciativas

A jornada de inovação da Coopern prevê a expansão contínua dos cursos e qualificações. Como próximo passo, a cooperativa prevê a criação de um ambiente de simulação realística da sala de parto, visando atender à crescente demanda dos hospitais.

Além da ampliação física e tecnológica do laboratório, o objetivo da cooperativa permanece claro: consolidar-se como um centro de referência para a capacitação de enfermeiros no estado, garantindo atendimento especializado de alta qualidade e proporcionando as melhores condições de desenvolvimento para seus associados.

 

Contato do responsável:

Lourdens Arruda

Diretora financeira da Coopern
E-mail: diretoria@coopern.com.br

 

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