Topbar OCB
Unimed Chapecó implementa mudanças e inova com núcleo de governança corporativa
Contexto
Conforme a cooperativa de saúde catarinense Unimed Chapecó foi crescendo, a alta administração sentiu a necessidade de implementar melhorias na governança corporativa. O sentimento de urgência foi seguido da Resolução Normativa (RN) 443/19, atualmente RN 518/22, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A RN em questão prevê que as operadoras de plano saúde adotem práticas mínimas de governança corporativa, dando ênfase à gestão de riscos e aos controles internos. No entanto, a Unimed Chapecó decidiu ir além.
Segundo Josiane Brighenti, coordenadora do Núcleo de Governança Corporativa, os responsáveis tomaram como objetivo promover a segurança, o crescimento e a perenidade da cooperativa. “A alta administração entendeu que poderíamos ir além e que as práticas avançadas poderiam colocar a cooperativa em outro patamar”, explicou.
Desafios
Implantar a nova estrutura de governança na Unimed Chapecó não foi uma tarefa fácil. O tema era inédito para a cooperativa, tornando necessária uma mudança cultural em toda a organização.
A coordenadora conta que as partes envolvidas precisaram entender mais sobre o assunto e passar por capacitações. Outra dificuldade encontrada foi a falta de profissionais habilitados no mercado de trabalho.
Desenvolvimento
Para se tornar referência nacional de governança corporativa na saúde, a Unimed Chapecó começou avaliando o nível de aderência das práticas já existentes. A partir desse diagnóstico, os responsáveis planejaram ações que pudessem atender às práticas avançadas de governança evidenciadas na Resolução Normativa.
Com o diagnóstico e as ações definidas, a cooperativa criou, em maio de 2020, uma área específica para cuidar da implantação das novas práticas de governança, o Núcleo de Governança Corporativa. O NGC conduz ações voltadas à gestão de riscos e controles internos, compliance e à reestruturação da auditoria interna.
Outra preocupação da alta administração foi a reformulação do Estatuto Social. O objetivo da cooperativa era ficar alinhada com as melhores práticas de governança corporativa. “Aprovado no final de 2022, para que em 2023 ocorressem os movimentos preparatórios para vigência em 2024”, conta Brighenti.
Junto à implementação das mudanças nos órgãos de governança, aprovados na reformulação do Estatuto Social, o NGC incorporou a área de Gestão Estratégica. O objetivo da junção é tornar o novo modelo de governança ainda mais estratégico.
Nova estrutura de governança
Diante da nova estrutura de governança, algumas práticas passaram por mudanças. Em gestão de riscos e controles internos, pode-se observar o mapeamento de riscos corporativos, avaliação do ambiente de controles internos com recomendações de melhorias e elaboração das diretrizes internas.
Já no compliance, a principal ação é o Programa de Integridade, que consiste em diversas diretrizes institucionais, como o canal de denúncias e o mapeamento de regulamentações. Ainda nesse tema, a área jurídica e de tecnologia da informação (TI) adequaram a cooperativa à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Na auditoria interna, a coordenadora conta que “houve a reestruturação da metodologia já utilizada para execução dos trabalhos, alinhando-a com as práticas nacionais e internacionais estabelecidas pelo Instituto de Auditores Internos (IIA)”.
Dessa maneira, a Unimed Chapecó passou a trabalhar com a auditoria baseada em riscos e com o monitoramento de eficácia das ações implementadas.
Responsabilidade e controle
A cooperativa visa manter as frentes de atuação independentes, sendo apenas ligadas à alta administração por um Comitê de Assessoramento ao Conselho. O Comitê de Governança, Riscos e Compliance (GRC) é coordenado pelo presidente da Unimed Chapecó e conta com reportes periódicos.
No entanto, o GRC, que faz parte do Comitê de Administração, não consegue dar conta de todas as mudanças da cooperativa. É por isso que o Comitê de Governança, Riscos e Compliance conta com o apoio do Núcleo de Governança Corporativa e da Secretaria Executiva.
Resultados
A iniciativa de melhorar a governança corporativa da Unimed Chapecó foi um sucesso. Ao aderir às práticas mínimas e avançadas da RN 518/22, a organização saiu na frente: “A cooperativa foi uma das poucas operadoras de saúde do país a comprovar um nível de excelência em governança corporativa naquele momento”.
A Unimed também foi acreditada em boas práticas de gestão organizacional e gestão em saúde pela ANS. A coordenadora explica que obter essa certificação só foi possível com a melhoria de processos, mitigação de riscos, aderência regulatória segura, adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e estruturação de diretrizes internas.
Próximas iniciativas
Para continuar inovando e melhorando a governança da Unimed Chapecó, a coordenadora revela que os próximos passos dessa iniciativa estão concentrados na institucionalização e na melhoria. A cooperativa está concentrada em institucionalizar as mudanças nos órgãos de governança, aprovados por meio da reformulação do Estatuto Social.
Junto da implementação da nova estrutura, a organização tem a meta de manter os padrões conquistados e aprimorar as boas práticas. Dessa maneira, a Unimed Chapecó continua sendo referência de governança e oferece recursos para que os cooperados e colaboradores continuem se aperfeiçoando profissionalmente.
Contato do responsável:
Gabriel Kreutz
Assessor de Comunicação da Unimed Chapecó
comunicacao@unimedchapeco.coop.br
Conteúdo desenvolvido em parceria com
Você também tem um case ou uma história de sucesso?
Conte-nos sua história
Veja mais
Midata: uso de dados médicos a favor do bem comum
Com a proposta de devolver aos cidadãos comuns o controle sobre seus dados médicos, plataforma cooperativa viabiliza pesquisas globais sobre saúde. A Midata é uma cooperativa que promove a gestão de dados de saúde de pacientes ao redor do planeta. A intenção é usar tecnologias como big data e analytics para rastrear o comportamento de doenças, como a Covid-19. Para preservar os direitos dos pacientes com relação ao uso dos dados, a plataforma cooperativa concede total controle às pessoas.
Cooperación Verde: iniciativa de intercooperação para enfrentar mudanças climáticas
Programa colombiano reúne 52 cooperativas e já plantou 2 milhões de árvores com tecnologia GPS, capturou 280 mil t de CO² e recuperou 1.800 hectares de solos degradados. RESUMO CARDO Projeto Cooperación Verde reúne 52 cooperativas colombianas de diversos ramos do cooperativismo. Criado em 2009, este programa de intercooperação visa a desenvolver projetos de reflorestamento, compensação de pegada de carbono e recuperação de solos. A finalidade é enfrentar as mudanças climáticas. Além disso, a comercialização de crédito de carbono gera receita, assim como a produção de madeira certificada e produtos orgânicos.
CooperJohnson: tecnologia promove inclusão de cooperados surdos
Sistema de chamada em vídeo possibilitou que o atendimento telefônico convencional fosse associado à presença de um intérprete de Libras. Para atender melhor aos seus cooperados surdos, a CooperJohnson desenvolveu um novo canal de atendimento baseado em tecnologia para chamadas de vídeo. A proposta era aumentar o nível de acessibilidade do atendimento e, assim, promover inclusão de forma prática. Agora, com a solução chamada ICOM, os cooperados surdos têm suporte de uma intérprete de Libras que permite a realização do atendimento junto aos atendentes.
Cooxupé utiliza IA para aprimorar classificação de cafés especiais
A fim de obter maior eficiência em seus processos e reduzir custos operacionais, a Cooxupé recorreu a uma tecnologia inovadora que utiliza IA para classificar grãos de café especiais. Após negociações por mais de um ano com uma startup de Singapura, a implementação do projeto está em fase inicial.