Topbar OCB
Sicredi Fronteira Sul implementa gestão da inovação
CONTEXTO
Foi durante a pandemia da Covid-19 que a cooperativa Sicredi Fronteira Sul, da região da Campanha Gaúcha, decidiu que precisava trabalhar a sua gestão da inovação, mas não sabia ao certo como faria isso na prática.
O primeiro passo dado pela cooperativa foi a criação de um grupo de trabalho, mas ainda faltava o método de trabalho. Por isso, a cooperativa participou de um edital da Escoop e foi contemplada com todo o processo de implementação do Coop Innovation Framework.
“A implementação desta ferramenta foi pautada pelo processo de despertar a cooperativa para a inovação e gestão da inovação a partir das peculiaridades do cooperativismo”, explica professor doutor Deivid Forgiarini.
Com o apoio deste projeto, a cooperativa conseguiu passar por diversas fases importantes para entender as necessidades de melhoria na sua estrutura, além de ouvir seus colaboradores e criar projetos para, de fato, colocar as soluções em prática.
DESAFIOS
Depois de identificar que precisava desenvolver a sua gestão da inovação e criar um grupo de trabalho, a cooperativa tinha como desafios:
- um método para gestão da inovação;
- estímulos para a criatividade;
- desenvolvimento da cultura cooperativista para gerar inovação.
DESENVOLVIMENTO
A Sicredi Fronteira Sul seguiu um processo apoiado por uma metodologia que visava a compreensão do que era a inovação antes de sua implementação. O processo foi dividido em alguns passos, conforme explica o professor Forgiarini.
O primeiro passo foi um workshop no qual os professores, criadores da ferramenta, apresentaram o tema da inovação nas suas mais diversas modalidades. Isso buscou despertar a ideia de que a inovação vai muito além de produtos e serviços. A metodologia parte das características peculiares do cooperativismo para desenvolver a inovação na cooperativa.
No segundo passo os colaboradores e cooperados responderam perguntas que geraram um diagnóstico sobre a gestão da inovação da cooperativa. Em seguida, houve o diagnóstico no qual os participantes criaram grupos de trabalho (envolvendo cooperados e colaboradores) para desenvolver os pontos que eles mesmo perceberam que necessitavam melhorar.
No passo seguinte, foram executados 8 projetos, um para cada tópico da ferramenta. E no quinto e último passo, os próprios participantes perceberam a grande transformação na gestão da inovação da cooperativa.
Em resumo, o projeto teve as seguintes etapas:
- Etapa 1: iniciativa da cooperativa para participar da seleção do projeto de pesquisa da Escoop vinculado ao CNPq;
- Etapa 2: workshop de diagnóstico da gestão da inovação com todos os setores e cooperados;
- Etapa 3: grupos de trabalho para realizar projetos de inovação de acordo com o diagnóstico da etapa 2;
- Etapa 4: reuniões periódicas coordenadas pelos pesquisadores de monitoramento dos projetos realizados;
- Etapa 5: novo diagnóstico e apropriação do uso da ferramenta no Sicredi Fronteira Sul planejar novas ações.
RESULTADOS
Os aprendizados da cooperativa durante todo o processo envolveram a compreensão técnica da inovação e a importância da mudança do ponto de vista cultural. A cooperativa aprendeu o passo a passo do Coop Innovation Framework e o processo gerou integração entre os diferentes setores.
Além disso, o projeto destacou que a educação cooperativista também pode contribuir para o desenvolvimento da gestão da inovação. E, por último, foi possível enxergar que todos os elementos que promovem a cultura de inovação devem ser trabalhados continuamente. A cooperativa entendeu que “não somos inovadores, estamos inovadores”.
PRÓXIMAS INICIATIVAS
A Sicredi Fronteira Sul pretende formalizar o grupo de trabalho e fazer novos ciclos de projetos que desenvolvam a cultura da inovação tendo por base os valores e princípios do cooperativismo em um processo cíclico de aprendizagem e aplicabilidade, voltado a potencializar resultados aos cooperados.
Contato do responsável:
Ana Graciela de Freitas Silva
Thayse Gonçalves de Mello
Conteúdo desenvolvido em parceria com
Você também tem um case ou uma história de sucesso?
Conte-nos sua história
Veja mais
Pensando em melhorar o monitoramento dos serviços oferecidos e agilizar o trabalho dos técnicos cooperados, a Cooates buscou a resposta em plataformas low-code, softwares que não demandam muito conhecimento em programação, que podem armazenar dados e disponibilizá-los em tempo real. Já para aumentar as vendas on-line, a cooperativa também apostou em plataformas low-code de desenvolvimento de sites.
Otimização do processo reduziu em 90% consumo de papel e impressoras e em 50% o tempo necessário, além de ter gerado economia com contratação de pessoal. Após constatar consumo excessivo de tempo e recursos humanos e materiais para a inclusão de novos beneficiários no sistema, cooperativa do ramo de saúde prospectou soluções no mercado e desenvolveu sistema para inclusão de novos cadastros de forma totalmente digital, com economia de tempo e recursos.
Projeto premiado reflete a cultura de inovação da cooperação. Para identificar solos não cultivados, a Integrada fez uma análise de imagens de satélites. A demanda por esse processo, que era muito demorado, cresceu. Com isso, a cooperativa criou o projeto Áreas Agricultáveis, que usa inteligência artificial para fazer uma análise de 30 dias ser realizada em somente 20 minutos.
Cooperativa também conseguiu diminuir impacto ambiental ao eliminar o uso de papel no processo. Para desburocratizar o processo de liberação das guias dos usuários e reduzir o impacto negativo ao meio ambiente, a Uniodonto Jundiaí decidiu implementar um processo de inovação que eliminasse o uso de papel. O novo projeto contou com a criação de um software de biometria facial para a autorização e assinatura eletrônica de forma mais rápida, segura e de acordo com as determinações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).