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Fairbnb: inovação com propósito é o motivador da plataforma cooperativa

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2020
Internacional
Infraestrutura
Fairbnb
cooperativismo de plataforma, Experiência do usuário, inovação no modelo de negócio
Inovação no modelo de negócio
Proposta evita encarecimento da habitação nos pontos turísticos para manter população local e promover circulação do dinheiro no comércio local. RESUMOA Fairbnb se apresenta como “A booking webpage with a soul”. Ou seja, ou “um portal de reservas com alma”. A cooperativa de plataforma foi fundada em 2016 com a meta de ser o Airbnb no modelo cooperativista. A proposta é garantir tanto condições mais acessíveis aos viajantes como melhor remuneração aos proprietários, com o propósito do desenvolvimento das comunidades locais.

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CONTEXTO

Em 2016, cidades europeias como Veneza, Paris e Barcelona estavam sentindo os impactos do turismo de massa, em parte impulsionado pela atuação do Airbnb. Como consequência, as pessoas estavam deixando de morar no centro dessas cidades. A disseminação de aluguéis de apartamentos por curtos períodos estava reduzindo a população residente.

Neste contexto nasceu a Fairbnb, como forma de reduzir a pressão dos aluguéis de curto prazo sobre a escalada do custo de moradia nessas cidades. Um dos elementos-chave da atuação da cooperativa Fairbnb é a geração local de renda. Assim, para demonstrar o potencial de criar e alavancar a chamada 'vantagem cooperativa', o Fairbnb.coop cobra dos hóspedes uma taxa de reserva de 15%. Além disso, uma das regras da plataforma é que os anfitriões morem no mesmo bairro em que alugam a acomodação.

Além disso, nenhum dinheiro é retirado dos anfitriões. A renda de 15% é dividida igualmente para financiar os projetos de plataforma e a comunidade na área local onde os viajantes ficam, o que é totalmente alinhado com princípios cooperativistas. Com isso, o Fairbnb se apresenta como um modelo eficiente para capacitar as comunidades locais e promover o turismo autêntico, justo e consciente.

DESAFIOS

O principal desafio para o desenvolvimento e estabelecimento da Fairbnb era fazer frente à atuação do Airbnb, que implantou um modelo de negócios altamente escalável, mas que também é prejudicial ao desenvolvimento das economias e comunidades regionais.

Assim, a Fairbnb tem como desafios a disseminação de seu modelo de hospedagem justa e a construção de uma base de anfitriões e hóspedes consistente com base em valores cooperativistas. Além disso, precisa investir na criação dos grupos locais responsáveis por fazer a curadoria e a administração dos investimentos em projetos locais.

DESENVOLVIMENTO

Em 2008, com a proposta de criar um serviço digital para conectar viajantes a pessoas interessadas em oferecer serviço de hospedagem em suas próprias casas, surgia o Airbnb. A plataforma cresceu rapidamente e, em 2018, chegou à marca de 500 milhões de reservas em mais de 100 mil cidades, espalhadas por 192 países nos cinco continentes. O faturamento superou US$ 9,4 bilhões em 2018.

Entretanto, a taxa de comissão é considerada alta e os órgãos governamentais argumentam que os recursos gastos pelos turistas não circulam localmente, como acontece com as reservas de hotel.

Com este cenário em mente, um grupo de jovens empreendedores visionários de Bolonha propôs uma alternativa: criar uma plataforma de reservas on-line que continue barateando os preços da acomodação em todo mundo, mas que remunere melhor os anfitriões e faça o dinheiro investido circular nas comunidades.

Assim nasceu a cooperativa Fairbnb, uma referência à palavra fair, que em inglês significa “justo”. A cooperativa é formada e gerida pelos anfitriões, fazendo com que seu recurso seja de impacto imediato nas economias locais.

Após o projeto piloto, o serviço foi disponibilizado para reservas on-line com acomodações em quatro cidades: Bolonha, Milão, Amsterdã e Barcelona. A cooperativa estabeleceu como regra a exigência de que os anfitriões morem no mesmo bairro em que alugam a sua acomodação.

Sobre o valor de diária é somada uma taxa de 15% de taxa de comissão da plataforma e outros 15% são destinados a projetos comunitários no local onde as acomodações estão localizadas. Estes projetos podem ser, por exemplo, a revitalização de uma praça pública ou até mesmo apoio a imigrantes e refugiados.

Os anfitriões devem se organizar em grupos para fazer a gestão dos recursos destinados aos projetos locais. Estes grupos têm a responsabilidade de cooperar com os órgãos governamentais e garantir que as normas e regras sejam cumpridas por anfitriões e viajantes.

Estes grupos também promovem parcerias com cooperativas nas cidades onde estão situados. A ideia é que todo serviço prestado aos viajantes seja feito no modelo cooperativista, garantindo que os recursos circulem localmente e que nenhum comerciante ou morador local seja obrigado a fechar seu negócio o deixar a cidade.

Para saber mais sobre a Fairbnb, veja este vídeo.

RESULTADOS

No início de 2020, a cooperativa chegou à marca de 700 anfitriões espalhados por seis cidades europeias: Bologna, Veneza, Gênova, Milão, Amsterdã e Barcelona. A cooperativa registrou neste período 5.000 reservas e aportou recursos em aproximadamente 70 projetos locais comunitários.

PRÓXIMAS INICIATIVAS

Mantendo a identidade cooperativista, a Fairbnb pretende expandir o número de cidades onde atua. O modelo de negócios permanecerá o mesmo: criação de grupos entre os anfitriões que sejam capazes de gerenciar projetos beneficentes que possam colaborar para o desenvolvimento da comunidade.

Com o início da crise da pandemia do Coronavirus, a cooperativa decidiu doar 50% de toda comissão recebida das reservas feitas durante a pandemia para instituições ligadas ao combate à doença nas cidades onde atua.



Contato do responsável:


Damiano Avellino

CEO Fairbnb

info@fairbnb.coop


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