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Habilidades do brincar preparam o ser humano para inovar

Processo criativo em adultos se desenvolve a partir de jogos, criações artísticas e viagens 

GESTÃO DA INOVAÇÃO02/09/20223 minutos de leitura

A Psicologia da Inovação foi um dos temas tratados com destaque durante a Semana de Competitividade promovida pelo Sistema OCB entre os dias 22 e 26 de agosto. A psicóloga, Fernanda Furia explanou sobre o que está por trás da capacidade de inovar. Segundo ela, “a capacidade de inovar nasce da influência familiar, das experiências da infância e do ato de brincar que, por sua vez, desenvolve habilidades para inovação”. 

Ajudar as pessoas a entenderem os novos contextos de mercado é o desafio central para que comecem a inovar, segundo a psicóloga. “Criatividade é a capacidade de pensar diferente, de ter ideias originais. Inovar é procurar entender, transformar e implementar as novas ideias. O adulto traz o medo de se arriscar, o que é um ato instintivo do ser humano, basta observarmos as crianças. Há resistência à inovação é cerebral e traz com ela o medo da mudança gerando reações de fuga, paralisação ou luta”. 

A psicóloga falou sobre as personalidades do brincar na fase adulta e como elas contribuem com os processos de inovação. De acordo com Fernanda, os adultos desenvolvem o processo criativo, por meio do brincar, gostando de jogos, desfrutando de novas experiências em uma viagem, em criações artísticas, em exercícios e até mesmo levando a vida com mais leveza. Para ela, as referências estão dentro do nosso banco de dados interno.  

“Outro ponto a ser salientado é aceitar as mudanças, as transformações, os riscos. Ter mais autonomia para adquirir novos conhecimentos, ser curioso e investigar para além do que está sendo visto. Neste sentido, a colaboração é bastante importante para que a gente consiga resolver temas complexos e antecipar situações difíceis”, acrescentou.  

A psicóloga destacou que o medo de inovar é um sentimento que acomete muitos adultos e que a nova realidade pede mais coragem, instinto humano. “A capacidade de funcionar em estado beta, que é quando um produto está em construção e é ofertado para um grupo de pessoas experimentarem e apontarem melhorias, é necessário no contexto atual. Não temos mais muito tempo de deixar tudo redondinho para lançar, então, é construir um avião no ar. Para isso, o medo dos riscos deve ser deixado de lado e uma nova mentalidade aflorar, para poder avançar e agir de um jeito mais saudável, tranquilo e menos sofrido”, pontuou. 

Ainda segundo Fernanda, o movimento cooperativista está alinhado a realidade das inovações. “O modelo das cooperativas segue a tendência da colaboração, de passar pelo olhar das pessoas. Falamos muito sobre inovação em termos de ferramentas, mas deve ser observado também que o que acontece dentro das pessoas. As cooperativas são terreno fértil para esse cenário de cuidar de quem inova”.