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Conheça as principais ferramentas de inovação para usar em sua cooperativa

Inovação é fruto de processo consistente e bem fundamentado. A busca por soluções e estratégias diferenciadas é fundamental para incorporar uma cultura inovadora. Existem ferramentas e metodologias que impulsionam a inovação. 

MÉTODOS E FERRAMENTAS30/06/20208 minutos de leitura

Logo, para ser bem-sucedido demanda o uso de ferramentas adequadas. Caso contrário, a cooperativa corre o risco de sequer obter resultados a partir de suas iniciativas de inovação. Em alguns casos, mesmo que os resultados venham, não há métricas estabelecidas para avaliar seu impacto.

Por isso, é preciso recorrer aos instrumentos adequados para promover o processo de inovação. Ou seja, desde a pesquisa de mercado até aplicação de fato da inovação é possível contar com instrumentos que organizam e aceleram o processo.

Agora, vamos falar de algumas dessas ferramentas de acordo com a etapa à qual se referem.

1. Entender o mercado e seus consumidores

Persona

Para desenvolver um novo processo ou um novo produto é importante saber para quem ele será feito para que a inovação gere valor para alguém. Persona é o nome que se dá ao perfil fictício baseado em dados de clientes reais. Ou seja, representa quem de fato será impactado pela solução a ser desenvolvida.

O primeiro passo para a criação da persona é a coleta de dados, que pode ser feito por meio de entrevistas. Nesse sentido, é importante pensar nas perguntas a serem feitas. É importante mapear os fatores demográficos (idade, sexo, profissão, renda, cidade) e psicográficos (valores, interesses, preocupações, sonhos,comportamento de consumo e de percepção sobre a sua instituição).

Depois disso é imprescindível analisar os dados, comparando as respostas obtidas a partir de diversas entrevistas. Por fim, chega o momento de estruturar a persona como se fosse, de fato, uma pessoa real. Assim, no desenvolvimento do projeto em questão é importante pensar se ele vai gerar valor para seu público final, que está representado pela persona.

Mapa de empatia

Ao pensar em inovação, o ponto de partida é sempre se colocar no lugar de quem vai se beneficiar dela. Então, ouça seus consumidores em profundidade para entender necessidades e problemas. Daí você vai descobrir como sua cooperativa pode ser útil para eles.

É aí que o mapa de empatia te ajuda. Ele orienta a discussão a partir da perspectiva do cliente.

Por meio de um framework preestabelecido, o mapa de empatia externa o conhecimento que se tem sobre a persona. Com isso, permite criar um entendimento compartilhado acerca das necessidades e auxilia na tomada de decisões.

Por meio desta ferramenta, sua cooperativa se torna capaz de explorar diferentes aspectos, considerar sentidos diversos para entender como a persona pode reagir ao ser exposta à inovação.

Design Thinking

O design thinking propõe a inovação centrada no usuário. A finalidade é criar experiências de consumo altamente desejáveis, viáveis tecnologicamente e rentáveis. Permite ampliar conhecimento sobre o consumidor e como transformar informações em negócios. Assim, é um método para resolução prática e criativa de problemas ou questões.

Esta abordagem usada para solucionar problemas de maneiras alternativas está baseada em 3 características:

  • Foco na experiência humana (empatia) - Para entender melhor o público e buscar soluções com mais eficiência e valor agregado.
  • Multidisciplinar e Colaborativo - A diversidade de perspectivas no time enriquece o desenvolvimento.
  • Tangibiliza ideias - Experimentação para testar as possíveis soluções acelerando processos, otimizando recursos e aprimorando resultados.

Tem sido uma abordagem criativa que atrai cada vez mais organizações, inclusive cooperativas, interessadas em romper com moldes antigos.

Benchmarking

Esta ferramenta permite entender como sua cooperativa se compara a outra. A finalidade é ter uma referência sobre onde a organização está e onde pretende chegar. Por meio do benchmarking é possível comparar e aprender com:

  • Padrões do setor e melhores práticas
  • Práticas dos concorrentes e demais players do setor
  • Empresas de outros setores, mas com processos semelhantes que possam inspirar
  • Desempenhos passados da cooperativa

Análise SWOT

Esta ferramenta permite ter uma visão geral da cooperativa, permitindo analisar pontos fortes e fracos, além de identificar oportunidades e ameaças. Aliás, SWOT é a sigla em inglês para strengths/forças, weaknesses/fraquezas, opportunities/oportunidades e threats/ameaças.

A partir daí, a cooperativa pode vir a promover melhorias pontuais nos pontos mais críticos e que necessitam de mudança e de atenção urgentes.

2. Identificar oportunidades

Brainstorming

Esta abordagem de grupo favorece a geração de ideias relacionadas a assuntos específicos. Por meio dela os participantes conseguem expressar percepções variadas. Ou seja, dá espaço para ideias distintas que podem trazer insights para o desenvolvimento da solução final.

Para colocar o brainstorming em prática, a cooperativa pode:

  • Incentivar os membros da equipe a compartilhar ideias
  • Organizar reuniões periódicas com a equipe
  • Premiar e reconhecer profissionais que compartilham ideias
  • Experimentar diferentes abordagens para conduzir o brainstorming de forma criativa

3. Formatar o projeto

5W2H

Uma vez que sua cooperativa já tenha ouvido os clientes e identificado oportunidades para inovar, o 5W2H ajuda a formatar o projeto. Ele propõe responder a sete perguntas, pois os 5W e os 2H derivam das iniciais das palavras em inglês What/O quê, Why/Por que, Who/Quem, Where/Onde, When/Quando, How/Como e How much/Quanto. Ao responder os sete pontos o projeto toma forma.


Business Model Canvas

Mais um framework de inovação, o Business Model Canvas auxilia na compreensão e percepção das mudanças que precisam ser feitas e das oportunidades que podem ser aproveitadas.

Usualmente, é aplicado a fim de potencializar estratégias já existentes, promover novos modelos de negócios ou aprimorar aqueles que já apresentam bons resultados.

4. Implementar a ideia

Design Sprint

Esta ferramenta é um desdobramento do Design Thinking de forma estruturada e sua finalidade é propor soluções e validar, em apenas 5 dias, ideias ainda em estágio inicial. O maior benefício do Design Sprint é sua agilidade e baixo custo para testar ideias. Além disso, ele acelera a cultura de inovação e colaboração dentro de uma organização.

Resumindo, a partir de um problema a ser resolvido o time se reúne segue as etapas. O ideal é que o time conte com, pelo menos, o dono da ideia, um designer, um product manager, alguém que conheça os usuários (ou um usuário) e um desenvolvedor.

A Design Sprint se divide em cinco etapas, cada uma acontecendo num dia:

1)   Unpack: todos os participantes falam tudo o que sabem sobre a ideia. A finalidade é alinhar o time sobre o entendimento do desafio para dar início à Sprint

2)   Sketch: individualmente, as pessoas começam a desenvolver soluções para o problema. Ao fim do dia, todos criticam abertamente os trabalhos desenvolvidos

3)   Decisão: neste momento, o time já tem um volume considerável de ideias. O objetivo do terceiro dia é filtrar as ideias, pois não será possível prototipar todas.

4)   Prototipe: com o objetivo de montar um protótipo da ideia escolhida no dia anterior, o time deve escolher uma ferramenta de prototipação e ser muito produtivo

5)   Teste: nesse momento os usuários vão testar o protótipo e dar feedback ao longo do dia. É a partir da percepção dos usuários que o time decide se a ideia vai pra frente ou não.

Prototipagem

O protótipo representa uma ideia de forma simples e compreensível para todos os envolvidos no desenvolvimento. Este tipo de ferramenta reduz o custo para o teste das soluções desenvolvidas.

Por meio da prototipagem o produto ou solução é submetido a interações com o mercado que permitem corrigir eventuais problemas.

É um recurso usado para geração de conceito, testes ergonômicos e funcionais e produção de pequenos lotes iniciais.

As vantagens em se prototipar:

  • Contribui para defesa de uma proposta;
  • Permite a validação de soluções por seus consumidores reduzindo os riscos de ajustes no produto pronto;
  • Acelera o processo de refinamento das soluções com a lógica: errar rápido para acertar rápido.

Mínimo Produto Viável (ou MVP, em inglês)

O MVP é mais elaborado que um protótipo, pois se aproxima ao máximo da realidade da proposta oferecendo o mínimo de funcionalidades com o objetivo de testar o produto no mercado. Em resumo, é um conjunto de testes primários que visam validar a viabilidade da ideia. Propõe experimentações práticas a partir de um produto minimamente viável.

O produto levado a público tem um mínimo de recursos que, ainda que de forma limitada, entregam valor ao usuário/consumidor. A ideia do MVP é provar a visão inicial da proposta, colocando-a à prova do mercado. Quando o MVP for testado e não tiver 100% de aprovação, o que é muito provável, a ideia é colher os feedbacks e aprender com o processo para aperfeiçoar a proposta ou trazer uma nova.

Conclusão

O uso de ferramentas adequadas torna o processo de inovação muito mais consistente, pois orienta na criação de estruturas e mecanismos eficientes. Dessa maneira, permitem economizar tempo e evitar erros comuns.

Ainda que sua cooperativa não adote todas as ferramentas existentes, é interessante conhecer todas. Afinal, elas consolidam boas práticas e trazem insights que podem ser úteis no processo de transformação digital da cooperativa.

Até a próxima!

Conteúdo desenvolvido
em parceria com

Coonecta